Prefeitura de SP vai checar renda de estudante para liberar passe livre

A Prefeitura de São Paulo vai faezr um pente-fino nas gratuidades concedidas aos estudantes da capital. A SPTrans vai comparar vai comparar as informaçòes passadas pelos usuários com o CadÚnico, um banco de dados usados pelos governos municipais, estadual e federal para que famílias de baixa renda possam acessar programas sociais, como o Bolsa Família.

 

Para fazer essa checagem, a SPTrans fez um convênio por 5 anos com a Secretaria Municipal de Assistência Social. A checagem começará em 2018.

 

Hoje, o estudante de curso superior ou técnico/profissionalizante que não seja beneficiário do Prouni, Fies, Escola da Família ou cota social apresenta autodeclaração de possuir renda familiar per capta de até 1,5 salário mínimo, passando a ter direito ao passe livre.

 


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

23 Comentários deste post

  1. Não só a Estudante, deveria ser em todos que recebem algum benefício, tem idosos que podem pafar sua condução muito bem, Médicos, empresários, advogados, aposentados que recevem mais de 5 mil reais etc…

    Felix / Responder
    • Felix, não é assim que funcionam as coisas. Seguindo sua lógica, o pagamento de aposentadoria também deveria ter checagem de quanto dinheiro tem a pessoa que receberá o benefício, pois “se ela tiver dinheiro de sobra, não precisa receber”

      Neste momento, a prefeitura está tentando uma ação para segurar o rombo dos subsídios por conta de um mal planejamento no passado mas tbm aproveitando que muita gente vai concordar por parecer algo que faz sentido.

      Li um comentário no Facebook do ViaTrolebus de alguém falando sobre isso e achei interessante por propor essa reflexão. O passe livre estudantil poderia ser utilizado para promover o transporte público ante o individual. Neste caso, seria para qualquer estudante, baixa renda ou não.

      O nosso problema atual é que não há dinheiro disponível para manter e ampliar por conta de vários outros problemas que, como sempre, serão resolvidos da maneira mais fácil que é cortando a ponta e não com um novo planejamento.

      Poderia ser feito então um plano de contenção pra agora, segurando as contas neste momento, com a previsão de voltar o benefício para todos os estudantes num prazo (curto ou médio) assim que um novo e bom planejamento fosse realizado.

      Sobre o benefício dos idosos, tem que analisar as nossas condições sociais, de acessibilidade, de promoção à atividade na terceira idade, etc.. Não vejo de forma simplista assim. Os benefícios existem para diversos fins e não somente com base se a pessoa pode pagar ou não.

      O.Juliano / (em resposta a Felix) Responder
      • O. Juliano, vc disse tudo, principalmente no “Os benefícios existem para diversos fins e não somente com base se a pessoa pode pagar ou não.”. Existem diversos ganhos pra cidade de um modo geral com o benefício do passe livre estudantil, o que a sociedade pode ganhar no futuro facilitando o acesso de idosos e estudantes ao transporte público em termos de qualidade de vida pode ser muito maior do que o que a prefeitura gasta (muitas vezes com impostos pagos a vida inteira no caso dos idosos) ao conceder esses benefícios.

        Gapre / (em resposta a O.Juliano) Responder
  2. Medida correta. Há pessoas que abusam dos benefícios, lesando o erário municipal.

    Josh / Responder
    • “Há pessoas que abusam dos benefícios, lesando o erário municipal.”
      Como o prefeito que não devolve pra cidade o salário recebido nos dias que falta ao trabalho pra fazer campanha política.

      rafael oliveira / (em resposta a Josh) Responder
      • O Prefeito devolve todo mês o seu salário para a sociedade, se descontar vai prejudicar as Instituições Beneficientes que recebem o salario do João Doria, é isso que vc quer?

        Felix / (em resposta a rafael oliveira) Responder
        • Não Felix, ele não devolve nada, quem paga o salário é a prefeitura e não as tais instituições.
          Se ele não trabalhou deveria ter o salário descontado como qualquer outra pessoa. Ele não precisa do dinheiro da prefeitura para fazer doações.

          rafael oliveira / (em resposta a Felix) Responder
          • Não entendi, o Prefeito não recebe o salário? Pois é ele está repassando para instituições de caridade todo mês.Acho que vc não entendeu.Instituições estão recebendo do Doria e não pagando.

            Felix / (em resposta a rafael oliveira)
          • Como sempre você não entende as coisas, então vamos lá:
            1. O prefeito doa o salário dele (até aí tudo bem, cada um faz o que bem entende com o próprio salário)
            2. Quem paga o salário é a prefeitura (com dinheiro arrecadado de impostos)
            3. Quando um funcionário falta ao trabalho tem descontados o dia e o descanso semanal remunerado (com certeza ele sabe disso)
            4. Se ele falta ao trabalho e mesmo assim recebe o salário integral temos uma ilegalidade, pois o o salário é pago pelos cofres públicos
            5. Por fim, ele não pode doar um dinheiro que, por lei, ele não deveria receber.

            rafael oliveira / (em resposta a rafael oliveira)
  3. Pena de quem pega mais de 8 conduções por dia (ida e volta), tem dias que tenho aula em dois períodos (16 passagens) aí me retiram o benefício e me lasco todo né?

    Lucas / Responder
  4. Deveria é ser cortado este passe. Um absurdo estes subsídios e tanto lugar precisando de investimento.

    Leo santos / Responder
    • Eu não tinha condições de pagar condução pra ir pra escola e muitas vezes tinha que pedir carona pro cobrador pra conseguir ir todo dia pra ETEC… vc não sabe o que vc tá falando

      Gapre / (em resposta a Leo santos) Responder
      • Pois é vc receberia, é onde quero chegar, gora quem tem renda familiar alta e paga uma escola particular de 2000,00 por mês não pode pagar condução? Ou um idoso que tem N casas de aluguel, Empresários etc…não podem pagar?

        Felix / (em resposta a Gapre) Responder
        • Felix, vc viu o comentário do O.Juliano?? As gratuidades no transporte público podem servir, inclusive, para incentivar o uso deles. Isso e melhorar a pontualidade e a frequência são medidas muito melhores pra isso do que aquelas medidas faladas em outro artigo, tipo fazer apresentação de música ou de teatro, por exemplo, que não tem nada a ver com o que o povo precisa pra usar ônibus

          Gapre / (em resposta a Felix) Responder
    • Vc não sabe o que é não ter dinheiro quase nem pra comprar pão e ainda assim ter que gastar pra condução…
      Seus pais no sufoco onde mau conseguem arranjar um emprego e você indo fazer SENAI a 17Km de distancia… ou voce fica andando 3h ida e volta… ou fica como um miseravel que não pode estudar ou fazer um curso pela questão de todas as faculdades não ficam a menos de 17Km…

      Bem… esse é o meu caso… e pode crer, você não vai aguantar ficar andando 3h ida e volta do curso 5 Dias por semana…
      Você não ia durar um Mês… pensa bem cara

      Metozalém / (em resposta a Leo santos) Responder
  5. Metozalém, o comentário dele não é nem digno de resposta, sinceramente. Bem provável que o “investimento” que ele considera sensato, seja na economia, ou em algo que renda mais dinheiro, pois é um pensamento bem simplista da classe burguesa, afinal de contas, um passe livre estudantil pode promover o conhecimento e educação, em todos seus níveis, a uma parte da população desfavorecida que necessita de incentivos. E isso é muito perigoso para o burguês que detém dinheiro e conhecimento, de forma combinada ou não, resultando no poder sobre populações.

    A questão de benefícios é ainda mais complexa se pensarmos num todo. Temos bons e maus exemplos em todo o mundo onde ou se tem muito ou quase nada. O equilíbrio disso é complicado mesmo porque necessita de recursos quais, em momentos de depressão, são escassos e os benefícios acabam sendo os primeiros a serem cortados – ou pelo menos não expandidos.

    Podemos facilmente analisar que os planos de salários e aposentadorias de cargos públicos, excluindo aqui a base operária e mirando no alto escalão, que continua igual senão aumentando anualmente seus rendimentos mensais. É aquela coisa, o pouco que tirasse lá, já ajudaria muito aqui. Mas é melhor tirar do pobre ou do quase pobre, pois ele depois se vira pra trabalhar em dois quantos empregos forem necessários ou larga os estudos e vai trabalhar, pois isso é o que importa para a burguesia, pobre trabalhando.

    O.Juliano / Responder
    • E esse mesmo pobre, que não quer ou não liga, pra buscar conhecimento na hora do voto, e nem saber o que um simples deputado faz, eis o problema também, vejo isso no dia a dia.

      • Sim, Rodrigo, infelizmente. Mas isso não é apenas culpa da pessoa, o Estado tem MUITA culpa nisso. Aliás, culpa que o Estado adora, afinal são essas pessoas que elegerão quem eles querem que seja eleito. Não vivemos e não sei se vamos viver num país em que todos terão o mínimo para ter real consciência sobre a política. A galera que por N motivos não entende do sistema, ou é excluída ou acaba se autoexcluindo disso tudo. Qualquer conversa que ouvimos por aí ou que possamos perguntar para pessoas que fazem parte deste grupo de pensamento, veremos facilmente qual a visão de mundo ela tem. Normalmente não enxergam o papel essencial que exercem na sociedade, criando um efeito reverso, como se os trabalhadores de chão de fábrica fossem indignos e os políticos são quem fazem a roda girar, quando na verdade é o oposto.

        Acredito que, antes de julgarmos esse pessoal, precisamos voltar páginas atrás para ver o porquê deles pensarem assim. Já quem possui pelo menos um nível básico de conhecimento e acesso à informação, pode ser mais cobrado. Assim como quem, além disso, consegue estar inserido no meio com totais condições de fazer mudanças (cargos públicos, políticos) devem ser ainda mais cobrados para, no mínimo, apresentarem um pensamento digno de sua posição social, que é a representatividade de um povo. Infelizmente acho que nada disso ocorre, ou se ocorre é tudo na ordem errada com várias inversões de valores.

        O.Juliano / (em resposta a Rodrigo Santos) Responder
    • É por isso que defendo que quem pode pagar, estudante ou idoso tem que pagar.O camarada paga uma escola basica mais de 2000,00 reais mensais não poderia pagar sua condução?

      Felix / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Felix, eu consigo entender seu raciocínio pois ele pra mim é claro. Gostaria que tentasse entender o meu também. A questão está além do quanto a pessoa ganha ou tem. Está na promoção de uma cidade mais participativa e mais humana. Entendo quando você diz que a pessoa paga uma escola de R$ 2 mil para o filho e pede “Passe Livre Estudantil”, realmente não parece certo, pois “se ela tem condições de pagar essa escola, por que quer utilizar dinheiro público para o transporte?” Faz sentido, de alguma forma. Pois, primeiramente, essa pessoa não deveria precisar pagar R$ 2 mil em escola nenhuma, o filho dela deveria receber uma educação de qualidade pela rede pública.

        Onde quero chegar? Quero dizer que, se todos usássemos as coisas públicas, teríamos menos segregações entre privado x público. Todo mundo paga = todo mundo usa. Mas isso é muito complexo e profundo dentro do modelo capitalista que vivemos e como nossa sociedade pensa atualmente.

        Falando apenas do Passe Livre, segregar (olha aí, mais segregação) as pessoas por renda, pelo quanto tem ou ganham, vai gerar injustiças sociais sem sombras de dúvida. Mesmo se a prefeitura tivesse uma equipe de muitas pessoas para avaliar a situação de cada família que solicita o passe livre de maneira analítica, ainda provocaria injustiças, imagina uma equipe reduzida que avalia as pessoas como números?

        Além disso, temos a promoção ao transporte público, neste caso, começando de onde tem que começar: pelo estudante! Se um estudante, principalmente nas primeiras fases da vida, aprende a andar de transporte público e reconhecer nele sua importância, isso poderá ter um reflexo no futuro inimaginável. Toda uma nova geração voltada ao transporte público pode surgir, mudanças podem ocorrer, novas formas de pensar, novas necessidades, melhorias nos processos…

        Essa discussão é muito grande e envolve muita coisa além de resolver baseado apenas na posição financeira atual da pessoa. se ela pode pagar, que pague; se ela não pode, concedemos. Afinal de contas, acho que uma pessoa que paga R$ 2 mil de escola para o filho, dificilmente, pra não dizer “nunca”, iria colocar o filho num ônibus lotado né!?

        O.Juliano / (em resposta a Felix) Responder
  6. Até 1988, “Constituição Cidadã “, nada disdo havia, só o Estudante pagava meia passagem, era o famoso passe escolar, depois de 1988 cada Prefeito foi dando um benefício, média para compra de votos, chegamos numa situação insustentável pois não é só passe de Estudante, são N “gratuidades”, entre aspas porque alguem está pagando essa conta, pode ter certeza que não são os mais afortunados.Empresários ou micro empresarios repassam a conta no lombo de quem compra, consome . Não ecxiste almoço grátis.

    Felix / Responder
  7. Acho correto deveria ter direito quem ganhar ate pleo menos 2 mil reais, minha opinião.

    Rodrigo Santos / Responder

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