Debate sobre a passarela do Shopping Eldorado

Uma foto que postamos no Facebook gerou um grande debate sobre o tema pedestres. A foto mostra pessoas passando no meio dos carros para conseguir atravessar a avenida. O fato é que há uma passarela ali mas as pessoas preferem se arriscar.

 

A parada em questão fica na frente do Shopping Eldorado. Ele fica no meio da avenida pois ali passa o corredor de ônibus Rebouças/Eusébio Matoso/ Francisco Morato. A estação Hebraica-Rebouças, da CPTM, está bem perto e não passando pela passarela, a pessoa ganha tempo pois ela teria que voltar uma parte do caminho. A gestão passada ampliou o ponto e com isso, a passarela ficou ainda mais longe e a estação ficou mais perto caso a pessoa se arrisque.

 

O intuito da foto foi mostrar que as pessoas se arriscam por coisa de 5 minutos. O debate foi levado que ali deveria haver um semáforo e não uma passarela. Concordo plenamente mas hoje não há, então, temos que usar a passarela, até que a ideia do semáforo seja concretizada pois nossa vida está em primeiro lugar. E há um tráfego intenso de motos que passam cortando entre os carros que nem loucos.

 

Muito se falou que, por não haver semáforo, está só beneficiando os carros mas, como há um corredor de ônibus com inúmeras linhas, os passageiros dos coletivos também seriam afetadas com 1 parada a mais. Os ônibus, que vem do sentido bairro, partem da Zona Oeste como Raposo Tavares, Parque Continental e Terminal Campo Limpo.

 

Caso a ideia do semáfoto fosse concretizada, o que depois de ver diversas opiniões concordei, ele teria que ser instalado na esquina do Shopping Eldorado com a rua que leva a estação pois caso fosse instalado onde hoje é a passarela, o pedestre continuaria tendo que fazer uma volta e muitos continuariam atravessando no meio dos carros para economizar tempo.

 

Como o tema ganhou grande proporção no Facebook, não estamos só falando desta passarela em si, mas em todas em geral. Qual a sua opinião a respeito?


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

49 Comentários deste post

  1. Nesse caso não creio que o problema seja passarela ou semáforo mas sim a cabeça de gente que não pensa 5 minutos a frente.
    Quantas vezes não já vimos pessoas passando fora da faixa de pedestre mesmo tendo uma a alguns metros.
    Na boa o que falta é consciência só isso.

    victor lemonier / Responder
    • O unico problema ai são os carros.

      o pedestre não tem que ser visto como um problema…quem tem que parar são os carros, ou seja, coloque-se uma faixa de pedestre com um semaforo. PRIORIDADE para o elo mais fraco, a maioria dos deslocamentos é feito A PÉ

      Renato / (em resposta a victor lemonier) Responder
      • Não cara, já tem uma passarela é só caminhar 2 minutos e pronto, não adianta querer também demonizar que está dirigindo carro, Ônibus, moto, bicicleta,etc quando quem se arrisca é quem pula o gradil e corre até a outro lado se arriscando por nada

        victor lemonier / (em resposta a Renato) Responder
        • Não é ‘só caminhar 2 minutos e pronto’. O pedestre sempre vai buscar o trajeto mais eficiente para ele. Passarelas não são feitas pensando na eficiência do pedestre, são feitas pensando na ininterrupção do tráfego motorizado, ainda que isso custe o aumento do trajeto daquele que depende dos esforços físicos para o deslocamento. E não se trata de demonizar, mas sim de reconhecer a quem a prioridade está sendo dada há anos.

          Felipe / (em resposta a victor lemonier) Responder
          • Nessa lógica então está justificado o pedestre arriscar a vida dele atravessando a rua por causa de ser o trajeto mais eficiente? Por que é isso que acontece lá.

            Victor Lemonier / (em resposta a Felipe)
          • Muitas vezes entre eficiência e segurança, o que vale é o último.

            Anonimato / (em resposta a Felipe)
          • Está justificado mudar quem é priorizado no planejamento urbano.

            Felipe / (em resposta a Felipe)
          • Está justificado mudar quem é priorizado no planejamento urbano.

            Felipe / (em resposta a Felipe)
          • O ponto é que a ininterrupção do tráfego motorizado é para justamente atender a todos os tipos deste trafego motorizado – INCLUSIVE ÔNIBUS. Daqui a pouco vai falar que os trens não deveriam ter passarelas também.

            Anonimato / (em resposta a Felipe)
          • Não é para atender a todos os tipos de tráfego motorizado. Se a ideia é dar fluidez ao transporte público, existem formas de fazer isso sem criar barreiras aos pedestres – até porque, são eles os passageiros do transporte público. A sincronização semafórica priorizando o ônibus, a criação de faixas de ultrapassagem nas paradas (removendo espaço do carro para isso). Priorizar o transporte público é priorizar também seus usuários, seja dentro ou fora dos veículos.

            Felipe / (em resposta a Felipe)
          • Entenda uma coisa: eu juro que não discordo que a prioridade é e sempre será dos pedestres . Mas acho que muitos de vocês que são “ativistas pró pedestre” ignora que muitas vezes uma ação de segregação entre tráfego de pedestres e de pessoas serve para justamente evitar que pedestres sofram acidentes, é uma forma de segurança. Uma passarela não é “algo nefasto, pró automóvel”. Cara, este tipo de discurso soa de forma estúpida, pois é como se qualquer coisa que servisse para segregar veículos de pessoas fossem algo ruim.

            Eu não discordo que é possível usar uma passagem em nível (calçada), mas os riscos com um equipamento deste em uma via com alta demanda de veículos é grande. Evitar uma morte que seja é válida.

            Se fosse uma via que viesse em um ritmo de 20 -40 kmh tudo bem pois a redução é mais fácil, gradual e sem riscos. A ponte, salvo engano, tem velocidade de 50 km/h e vem de uma avenida (Francisco Morato) com velocidade similar. Fora os conflitos de acesso entre as pessoas que saem da Eusébio Matoso e vão para a ponte, Marginal, Rua dos Pinheiros e Francisco Morato. Eu passo lá de vez em quando e sei como é plenamente. Fora a demanda de tráfego que vem de algumas ruas da região de Pinheiros, principalmente ônibus intermunicipais que cruzam em um trecho de uma rua que esqueci o nome, mas vem do Largo da Batata e cai na Rebouças.

            O grande número de conflito de tráfego justifica a segregação de travessia aqui. Ignorar isso é só ver um lado da história, e criar um novo risco.

            Se quiser implantar uma faixa de pedestres válida, por favor, venha a Itapevi e converse com os políticos locais. Precisa-se de um monte aqui e precisamos mais de “ativistas pró pedestre” por aqui do que aí em SP.

            Anonimato / (em resposta a Felipe)
          • Felipe, concordo 100% contigo, quem deve ter preferência são os transportes ativos, pedestres e ciclistas.

            Marcelo Pádua / (em resposta a Felipe)
  2. Eu acho que o governo deveria lançar campanha publicitaria ou até mesmo lei para forçar as pessoas usarem as faixas ou passarelas!

    Bruno / Responder
    • Enquanto o pedestre for tratado como um problema e não for valorizado e respeitado, as pessoas continuarão atravessando fora da faixa, por baixo da passarela….

      Na Av. paulista a grande maioria atravessa na faixa, com pouquissimas pessoas atravessando fora dela…pq será? Tem 4 faixas de travessia por cruzamento, uma bem perto da outra….Já na Av. Brigadeiro….

      Renato / (em resposta a Bruno) Responder
    • Bruno, se você é motorista, devia saber que o pedestre não é obrigado a atravessar na faixa. O CTB recomenda a travessia desde que exista uma faixa a até 50 metros do ponto de desejo do pedestre. Isso é recomendação e não obrigação. Por questões de segurança e desproporção, as obrigações são todas dos motoristas, por isso existem as multas.

      Marcelo Pádua / (em resposta a Bruno) Responder
  3. O problema é realmente que a passarela onde está instalada e sendo a única opção de travessia obriga o pedestre a entrar nas dependências do Shopping Eldorado, é como se fosse uma estratégia que força o pedestre a entrar e consumir. Quem tem como destino a estação da CPTM de fato tem que dar uma grande volta e passar inclusive por um trecho de calçada quase inexistente. Não podemos deixar de considerar o estado lamentável que se encontra a passarela, sem manutenção,suja e cheia de ambulantes. O ideal seria mesmo a remoção da passarela e implantação da faixa de pedestre, que daria, inclusive, maior espaço para a parada de ônibus.

    Danilo Lisboa / Responder
    • Existe um acesso externo da passarela do lado “sentido centro” da Eusébio. Senão o shopping não poderia fechar seus portões no encerramento.

      Anonimato / (em resposta a Danilo Lisboa) Responder
  4. Enquanto a nova passarela da Chucri Zaidan super moderna vive as moscas… A maioria atravessa no semáforo!

    Leandro Costa / Responder
  5. Danilo, exatamente o que eu iria comentar sobre a passarela ser mais comercial do que funcional!

    Na minha opinião, a passagem deveria ser feita por passarela sim, pois, além de ser mais seguro, caso seja colocado uma faixa ou um farol poderá aumentar o risco para o pedestre e também haverá muitas paradas diárias que atrapalharia desnecessariamente o trânsito, economizando tempo para o transporte, seja ele coletivo ou individual.

    Porém, ao utilizar essa passarela, inevitavelmente a maioria das pessoas caem no shopping pois é o mais intuitivo e também se tornou uma forma de “cortar caminho” para a estação. Se a passarela fosse mais para trás, mais próxima da rua que realmente faz a ligação com a estação, seria mais funcional, pois as pessoas que vão para o shopping teria acesso ao mesmo e quem iria para a estação estaria num caminho mais intuitivo.

    Não sei quando essa passarela foi construída e nem quais foram as motivações, mas pela estrutura e caminho eu imaginaria que quem bancou foi o próprio shopping ou que ele teve grande importância na decisão da passarela.

    Utilizo bastante esse ponto e em todas as vezes vejo as pessoas fazendo este tipo de corta-caminho arriscado. Isso também é um problema da nossa cultura em que qualquer 5 minutos é um motivador de fazer loucuras, seja pedestre, motorista, ciclista… O mais importante nestes casos com certeza é a vida! Se está errado, tem que ser feita uma manifestação de alguma forma para procurar a melhoria, mas se arriscar não vai mudar nada.

    O.Juliano / Responder
    • Agora acrescenta o povo que não parar de mexer no celular nem para atravessar a rua (ou dirigir), atravessando em um horário de pico…

      Acho que o Shopping tbm banco essa obra…

      Andrew / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Não é exclusividade daqui pessoas atravessando a rua usando o celular ou smartphone. Há países no mundo desenvolvendo modelos de semáforos pensando nessas pessoas, projetando a luz sobre o chão. Temos que criar soluções, não culpados.

        Felipe / (em resposta a Andrew) Responder
        • Nisso discordo. Caminhar nas ruas requer tanta atenção quanto conduzir um veículo. Se distrair ao caminhar de forma a não notar o arredor é tão perigoso quanto dirigir embriagado.

          Anonimato / (em resposta a Felipe) Responder
          • Comparação completamente desproporcional. Caminhar é algo completamente natural, qualquer ser vivo dotado de pés o faz. Impor regras que comprometam a naturalidade do ato para que o tráfego motorizado não seja interferido e assim poder justificar os danos causados pelo planejamento urbano rodoviarista (já abolido em diversos lugares do mundo) não é uma solução.

            Veja como uma cidade desenvolvida que leva a mobilidade urbana a sério resolve seus problemas sem caçar culpados, adequando-se às tendências atuais: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2017/02/16/cidade-holandesa-instala-semaforo-no-chao-para-alertar-viciados-em-celular.htm

            Os tempos mudam, as necessidades também. Nada mais normal que adequar os espaços a essas novas necessidades.

            Felipe / (em resposta a Anonimato)
        • Nada desproporcional – usar falácia da falácia assim é um erro.

          Desde o início dos tempos existem condições para que a locomoção de pedestres evite infortúnios a qualquer um. Por mais que tenha que se priorizar o caminhar, este caminhar também tem que ser atento ao arredor. Pode se culpar alguém por deixar um bueiro aberto ou um degrau mal feito de calçada, mas andar com atenção no caminhar evita justamente de alguém cair no bueiro logo de cara.

          Outra: a distração por celular é um problema sério, e não pode ser tratado com naturalidade. Vide que mesmo com a existência de jornais antigamente, a distração ao caminhar não existia tanto pois requisitava atenção da mesma maneira, e provavelmente devido a incidentes, foi se extinguido.

          Os tempos mudam, mas não podem se curvar a erros que se prejudicam.

          Anonimato / (em resposta a Felipe) Responder
          • Sim, é desproporcional. Quantos relatos há de pessoas que se acidentaram e/ou acidentaram outras pessoas caminhando numa área livre de carros (parques, por exemplo) porque estavam desatentas usando o celular? Por outro lado, quantas não morreram ou sofreram graves acidentes simplesmente por estarem caminhando na rua e serem atingidas por veículos conduzidos por pessoas embriagadas? Alguém que conduz um veículo com alto potencial de matar pessoas que inclusive nada têm a ver com a conduta do motorista não se compara ao ato de caminhar destraído. Ainda que alguém tropece num degrau na calçada (coisa que não deveria existir em se tratando de um espaço de uso universal, e que de fato não existe em cidades desenvolvidas que levam a sério a mobilidade urbana), os danos causados são incomparáveis.

            Felipe / (em resposta a Anonimato)
        • Você não está certo totalmente e novamente está sendo meio estúpido quanto a relação de falácias. Quando falamos em PREVENÇÃO DE ACIDENTES, tudo deve ser feito para minimizar efeitos nefastos. Inclusive o uso de celular durante o caminhar. Se pesquisar “acidentes de pedestres com celular” verá números e números mostrando que os riscos são extremamente maiores com o uso de celular durante a caminhada. A comparação continua válida sem falácias – qualquer forma de distração em um trânsito é um risco altíssimo de acidentes. Não importa se automóvel (que óbviamente tem maior risco) ou pedestre (que também há riscos). Qualquer um que se distraia em um trânsito causa acidente. É SIMPLES, ÓBVIO E SEM DÚVIDA.

          A não ser que você seja um hipócrita que vive com a cara no celular andando por aí. Conheço muita gente que diz uma coisa online e faz outra na rua.

          Anonimato / (em resposta a Felipe) Responder
          • Não discordo que traz riscos. O que eu quero dizer é que a comparação é desproporcional. Seria o mesmo que comparar uma batida entre duas bicicletas numa ciclofaixa e uma batida entre veículos a 90km/h pelo simples fato de serem ambos batidas. As causas podem ser as mesmas, mas as consequências são bem diferentes. Um pedestre caminhando destraído por si só não causa graves acidentes. Para isso, alguém tem que estar conduzindo um veículo em altas velocidades, a ponto de não conseguir parar a tempo de não causar sérios danos. Ainda que o uso de celular ao caminhar seja combatido, alguém pode se destrair por qualquer razão. Isso porque seres humanos cometem erros, faz parte da nossa natureza isso; e se projetamos cidades para seres humanos, temos que considerar a hipótese de se cometer erros, por qualquer razão que seja, e garantir que essas pessoas não morram ou sofram danos irreversíveis por isto. Por esta razão é tão necessário reduzir as velocidades onde há pedestres circulando (e mesmo onde não há, porque veículos também são conduzidos por pessoas, que por sua vez também podem cometer erros; ainda que o pedestre seja o elo mais frágil). Talvez, o maior erro seja projetar sem considerar que podemos cometer erros.

        • e se projetamos cidades para seres humanos, temos que considerar a hipótese de se cometer erros, por qualquer razão que seja, e garantir que essas pessoas não morram ou sofram danos irreversíveis por isto

          Por isso que se cria passarelas.

          Anonimato / (em resposta a Felipe) Responder
  6. até quando o pedestre ta errado esse Renato vem defende eles, aqui perto de casa é igualzinho as pessoas atravessam no meio da avenida pra não perde 5 minutos atravessando a faixa e esperando o sinal fechar.

    la muerte / Responder
    • Temos um novo padrão de defender o errado, algo que está certo querem mudar para errado e o errado não mudar para certo…

      Aceitaria discutir uma maneira mais pratica, mas falar que o problemas são os carros?

      Só falta querer colocar faixa de pedestre e semáforo em rodovias agora rurais

      Andrew / (em resposta a la muerte) Responder
      • Comparação desproporcional. Não se trata de rodovia rural, mas de uma via com vida urbana. Neste caso, é essencial que o pedestre seja não só considerado, mas priorizado.

        Felipe / (em resposta a Andrew) Responder
    • estupidos como você deveriam ser proibidos de comentar (e sim, sou a favor da ditadura nestas horas, e dai?_

      Anonimato / (em resposta a la muerte) Responder
      • E vc chamando o outro de estupido é um doce e merece comentar?

        Felix / (em resposta a Anonimato) Responder
        • Você também não deveria comentar. Sua estupidez cansa. Me pergunto o porque da manutenção dos comentários neste site. Aposto que se fosse no Facebook, estas discussões não durariam nada, pois das três uma: ou se “acovardariam” porque dariam a cara a tapa, ou mandariam um processo no outro, ou usavam o block.

          Anonimato / (em resposta a Felix) Responder
  7. o Pedestre atravessa fora da faixa e os carros e ônibus estão errados, eu não entendo isso.

    la muerte / Responder
    • Pois é… É tão difícil assim caminhar um pouco mais pra frente pra atravessar a rua em segurança? As pessoas preferem correr o risco de serem atropeladas do que caminhar um pouco mais pra frente. Não entendo isso. Nunca vou entender. Já vi muita gente correndo na frente dos carros, e alguns poucos passos à frente tinha faixa de pedestre com semáforo.
      Mas enfim, o problema é que a falta de educação é geral, todo mundo é mal educado, seja motorista, pedestre, ciclista, motociclista, não se salva nenhum. É todo mundo pensando ‘o meu primeiro e o resto que se lasque’.
      E olha que eu nem dirijo, só ando de transporte coletivo e a pé. E vejo cada coisa escabrosa por aí que olha, só Jesus na causa.

  8. Acredito que da forma como ficou a nova parada, tão afastada do caminho pra CPTM, a única solução viável é criar uma travessia de pedestres. Eu concordo com o Renato nessa questão, de que é necessária uma mudança de prioridades e o pedestre precisa ter mais espaços viários. Eu já vi um morto atropelado nessa parada do Eldorado, e não adianta, as pessoas se arriscam em toda situação, da mesma forma que nos carros as pessoas arriscam furar sinal, na rua arriscam atravessar fora da faixa, a diferença é que num acidente o pedestre se machuca muito mais. A Rebouças já tem dezenas de travessias, uma a mais nao ia fazer muita diferença pro trânsito, mas muita pro pedestre.

    Adail / Responder
  9. não é segredo algum que pedestre utiliza o menor caminho, no caso deveria ser revisto a passarela atual e se mais uma ajudaria, quem vai parar no ponto mais distante e vem do trem faz um U. eu mesmo atravesso na passarela nas poucas vezes que passo por aí.. inclusive dou a volta por dentro do shopping mesmo. Porém para quem faz esse percurso todo dia deve furar as vezes ou tornar costume. o acesso da passarela favorece um fluxo de quem vem da faria lima e também a mesma tem a escada fixa virada para faria lima no lado do corredor, o local necessita de manutenção, disseram dos elevadores mas eu não teria coragem de usar e passou tanto tempo indisponível que perdeu a credibilidade.

    Alexandre i / Responder
  10. Alguns dizem: ‘o pedestre atravessa fora da passarela e a culpa é do carro?'; ou: ‘um semáforo atrapalharia o corredor de ônibus’.
    Para a primeira colocação digo que nenhuma das partes a meu ver é culpada aqui. O que se questiona, e me incluo, é a prioridade no planejamento dos caminhos sempre para s veículos motorizados individuais, fazendo com que os outros meios façam percursos ilógicos. E sim, isso inclui o transporte público, no caso aqui o ônibus. Ligando agora com a segunda colocação, a fluidez do corredor de ônibus nesse ponto é beneficiada muito relativamente, pois a presença do ponto e a ausência de uma faixa de ultrapassagem implica em quase 100% das vezes em uma parada. Além do mais, ver o usuário de ônibus e o pedestre como variáveis separadas nessa equação é um equívoco enorme, pois o pedestre que atravessa fora da passarela é essencialmente o usuário do transporte coletivo. Logo, o que estamos discutindo é aonde o pedestre/usuário de TP deve ser prejudicado, no seu percurso ou no seu tempo de viagem, em vez de buscarmos uma solução que vise a eficiência do seu percurso/segurança.
    E é fácil ver como é uma falácia o argumento de que a passarela visou a fluidez do corredor, é só olhar para as interrupções que existem em pontos do corredor muito próximos da passarela:
    – após o viaduto sobre o rio, há um grande cruzamento com interrupção do corredor.
    – no cruzamento com a av. brig. faria lima.

    O que tem de especial esses dois cruzamentos? Os dois possuem passagens subterrâneas. No caso da faria lima, só para carros! Vamos parar de demagogia certo.

    isac / Responder
    • Concordo com essa lógica sobre a estrutura viária da região ter sido criada visando o carro e o comércio (passarela para o shopping; embora não tenha conseguido achar nada relacionado à inauguração da passarela para fazer a relação quando o Eldorado foi construído e quando a passarela foi construída).

      Interessante ter citado o túnel para “não ônibus”, ou seja, demais veículos exceto o ônibus e agora os táxis com passageiros. Fiquei pensando em outras alternativas para que o corredor de ônibus fluísse melhor mas ainda sim com o ponto na Rebouças na altura da Faria Lima, pois acho o ponto de ônibus no cruzamento da Faria Lima essencial, mesmo que ainda não haja a integração com os pontos na Faria Lima especificamente, porém algo que está previsto com a nova licitação (pontos nas esquinas, integrações/baldeações mais próximas). Não achei uma solução viável tentando pensar em outras possibilidades, apenas com reestruturação radical.

      Mas não entendi onde “após o viaduto sobre o rio há cruzamento que interrompe o corredor”? Sempre passo por lá e não me lembro dessa interrupção do corredor.

      O.Juliano / (em resposta a isac) Responder
      • seria o cruzamento da vital brasil com a Francisco? alias ainda tem aquela nhaca dos onibus da francisco em direção à Raposo Tavares

        Alexandre I / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Então Juliano, é o cruzamento da Valdemar Ferreira/Lineu de Paula Machado com a Francisco Morato.
        Quero enfatizar que independente da necessidade de uma interrupção ou não do corredor de ônibus, essa nunca é pensada em favor deste, do corredor. E quando existem obras para cruzamentos em níveis diferentes nunca são para beneficiar o corredor.

        isac / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Quanto ao ponto da Faria Lima, penso que tem de existir pois é importantíssimo, muito melhor ficaria com a integração das esquinas que você mencionou. Acho que duas medidas que melhorariam muito sua eficiência seriam:

        – uma faixa extra para ultrapassagem;
        – tempo do semáforo visando otimizar a fluidez do corredor.

        Outra medida válida para o corredor inteiro é proibição de taxis no corredor. Só quem já ficou dentro de um ônibus lotado na Rebouças travado atrás de uma fila de taxis sabe o quanto atrapalham.

        isac / (em resposta a O.Juliano) Responder
        • Isac, entendi seu raciocínio sobre a estruturação preferencial ao carro. Acredito que isso seja histórico da cidade de SP, sempre mostrando sua preferência ao veículo individual devido à cultura comercial que ter carro é sinal de sucesso, demonstração de poder, liberdade, independência, etc.. Até os tempos de hoje, o carro ainda é sinônimo de auge, principalmente para as classes mais baixas que passam uma vida sem ter acesso ao tão sonhado “carro próprio” que a mídia propaga.

          A gestão Haddad foi um pouco na contramão disso fazendo mais faixas de ônibus, porém foi pouquíssimo (não realizou os corredores nem BRT) e retrocedeu quando permitiu táxis nas faixas e corredores (talvez um lobby por conta da sanção da lei a favor da Uber).

          – Sobre o ponto da Faria Lima, vamos ver o que acontecerá após a licitação (quando essa novela enfim se desenrolar) pois a SPTrans promete uma reestruturação de vários pontos visando justamente uma melhor integração. Naquela parada, algumas linhas vão para a esquerda e outras para a direita, acho q isso que já ajuda, mas também não é o ideal. A Faria Lima pra mim, também deveria ter um corredor. Agora que tem a ciclovia no canteiro central, ficaria excelente. Neste cenário, os pontos da Rebouças e Faria Lima ficariam num formato de mais “+”

          No final das contas, essas vias já existentes precisariam mesmo de uma reforma grande e que realmente mudasse as coisas, não só consertando um pouco para melhorar um pouco, mas sim uma reestruturação grande pra melhorar muito.

          O.Juliano / (em resposta a isac) Responder
    • não é falácia falar que a passarela visa a fluidez do corredor. Hoje usar o termo “falácia” virou uma moda estúpida para se provar como dono da razão.

      As interrupções existentes ocorrem em outras vias também, e isso é comum em algumas pontes, no entanto tal interrupção é temporária e serve apenas para sinalizar que a ponte permite a troca de vias entre os trechos sem delimitação. (muitos ônibus fazem acesso a outras vias na região do Butantã, e o ideal na verdade seria sinalização horizontal e vertical para indicar mudança de faixa nesta região, assim priorizando o transporte público.

      Outra: o fluxo de ônibus é alto e a latência é baixa no ponto, já que tal ponto é parte do “Corredor Francisco Morato”, que vem do Campo Limpo e vai até o centro. Várias linhas passam por ela, muitas vezes vindo até dos acessos da ponte. Além disso, chegam ônibus da região de Santo Amaro, Butantã / Rio Pequeno e outros lugares.

      O “túnel para automóveis” no final ajuda o transporte público também, já que o ponto de ônibus fica no cruzamento da avenida, e com o cruzamento em nível, a fluência dos ônibus está melhor otimizada mesmo com o semáforo – lembrando que o trecho em questão é continuação plena do corredor, sem interrupção direta.

      Anonimato / (em resposta a isac) Responder
  11. Só enxergo uma coisa: PREGUIÇA.

    Rodrigo Roriz / Responder
  12. o fato é que o projeto da passarela tem de ser revisto, atendia mas já não dá mais conta.

    Alexandre i / Responder

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