Erro de digitação não tem relação com custo da Linha 17, diz Metrô

A respeito do post “Custo da Linha 17 sobe R$ 14,5 milhões“, o Via Trolebus reproduz agora a nota do Metrô:

“O erro de digitação da planilha de serviços e preços não tem relação alguma com o reajuste de valor. Pelo contrário, o quadro corrigido desta planilha, acaba por corrigir o valor de um item, antes listado por R$ 1.760,50 para R$ 759,35. 

O aditivo de 19,5% assinado com o Consórcio TIDP está dentro do limite permitido pela lei 8.666, não excedendo a 25% do valor total do contrato. A medida tem o propósito de adequar e incluir novos serviços para a conclusão da obra, que são necessários para atender ao projeto municipal do corredor de ônibus e terminal Chucri Zaidan, feito após o Projeto Executivo das estações da Linha 17. As modificações compreendem a execução de novos acessos nas estações Chucri Zaidan e Campo Belo, além da construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes-ETE nesta última. 

A contratação do TIDP para a execução desta obra, que abrange a construção das estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, é legal. O contrato foi firmado após o Consórcio Monotrilho Estações (formado pelas empresas Andrade Guiterrez e CR Almeida) abandonar os trabalhos em janeiro de 2016, prejudicando a continuidade da obra. Após a rescisão deste contrato, e com a recusa do segundo colocado da licitação em assumir o trabalho, o Metrô firmou contrato com o terceiro colocado do certame – consórcio TIDP – pelo saldo restante de execução, no valor R$ 74,25 milhões. 

O trecho prioritário da Linha 17-Ouro em implantação ligará o Aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da CPTM, com 7,7 km e 8 estações. Com expectativa de entregar este trecho em 2019, a linha será uma importante ligação entre o Aeroporto de Congonhas à malha metroferroviária, passando pela região da Avenida Roberto Marinho e chegando à Marginal Pinheiros.”


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

2 Comentários deste post

  1. gostei dessa do “erro de digitação”, dá pra usar pra qualquer aumento universalmente.. Qualquer aumento depois é só falar que houve “erro de digitação” na proposta que demorou meses para ser analisada, é uma justificativa embasada no erro humano que sempre pode ocorrer, no da máquina que tem pelo menos 0,1% de ocorrer e na boa fé das pessoas, claro.

    O.Juliano / Responder
  2. Isso não muda o fato, desse monotrilho, ser uma vergonha, só dinheiro jogado no lixo, do contribuente claro, quem mais seria.

    Rodrigo Santos / Responder

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