SP perde R$ 53,4 bi por trânsito de carros

No momento em que se fala em gestão, otimização de gastos e melhor aplicação destes, um novo estudo mostra o impacto em que as cidades registram na falta de prioridade ao transporte coletivo.

Estudo da Firjan – Federação das indústrias do Estado do Rio de Janeiro, aponta que estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais perdem dinheiro pela priorização ao transporte individual, e que o coletivo poderia contribuir para parte da retomada da economia brasileira.

A pesquisa toma como base a perda de produtividade de motoristas presos em seus carros no trânsito, resultando em um prejuízo de R$ 53,4 bilhões no Estado de São Paulo. No Rio de Janeiro, deixaram de ser produzidos R$ 24 bilhões e, em Minas Gerais, a perda foi de R$ 7 bilhões no ano passado.

Na região metropolitana de São Paulo, 5,2 milhões de pessoas perdem diariamente em média 137 minutos nos deslocamentos diários.  Já no Rio e municípios vizinhos, o cenário mostra que 3 milhões de pessoas gastam, em média, 141 minutos todos os dia para se deslocar. Na região metropolitana de BH, 1,1 milhão de usuários perdem 123 minutos diários no trânsito.

Vale lembrar que em São Paulo, por exemplo, 80% do viário é destinado ao transporte individual, porém que não transportam nem um terço das pessoas que se deslocam. Outro agravante são os postos de trabalho longes de zonas extremamente habitacionais.


Autor: Renato Lobo

Ler todos os posts

Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

16 Comentários deste post

  1. Pra mim não e novidade alguma, todos os prefeitos que passaram por SP, em décadas atrás, nunca priorizaram transporte publico.

    Rodrigo Santos / Responder
  2. Esse é o resultado de investimentos exagerados em mais vias para mais carros….transporta apenas uma minoria, enquanto a esmagadora maiora se desloca a pé e de transporte publico.

    Renato / Responder
  3. A cho que é por isso que a maioria dos paises da Africa e Cuba estão ricos, eles usam muito pouco os carros.Cada uma, e ainda vou acrefitar o que vem do Rio?

    Felix / Responder
  4. Comparar com o continente africano e com Cuba é fácil, porque não compara com Suécia, Suíça? é possível utilizar o mesmo critério. Tem alguns comentaristas que se nota de longe que não são frequentadores aqui do site. não estão afim de discutir nada só de encher o saco.

    Álvaro / Responder
    • Não entendo por que essas pessoas que são CONTRA a mobilidade urbana tipo o Jardel vem pra este site

      Gapre / (em resposta a Álvaro) Responder
  5. Veja a quantidade de carros na Suécia e Suíça por numeros de habitantes.Vou pesquisar e informar vc, que nesses paises o indice de carrros por habitante é muito maior que no Brasil.

    Felix / Responder
    • Alvaro segue para conhecimento,Suíça 566 carros por 1000 pessoas, Suécia 520 carros por 1000 habitantes, Brasil 381 carros por 1000 habitantes.

      Felix / (em resposta a Felix) Responder
      • No Japão, 90% dos toquiotas utilizam transporte publico diariamente. E a maioria deles tem carro.

        Ter carro não significa que não vão usar outros meios de transporte. Prova disso é que na pesquisa de perfil do usuários do metrô, 60% deles tem carro. E muitos deles usam só para viajar e em dias de folga.

        Diariamente, apenas 29% usam o carro/moto para trabalhar todos os dias. Os 71% restantes se deslocam a pé, de transporte publico, Taxi, uber e de bike.

        Renato / (em resposta a Felix) Responder
        • Pow cara, não se desgaste… pesquisas mostram que perdemos x% da vida respondendo a esses comentários inúteis, infundados e desnecessários, como o do Felix hahah

          O.Juliano / (em resposta a Renato) Responder
          • É verdade, mas como a página do Via trolebus tem muitos leitores mais leigos, me sinto no dever de rebater falácias sem conhecimento algum, ehehe

            Renato / (em resposta a O.Juliano)
        • Achei interessante a pesquisa, penso que no caso da linha 2 e linha 4, muitos que tem grana, utilizam pra locais próximos ao centro, como Paulista e Augusta, eu via muito isso quando trabalhava lá.

          • Aparece um cara pra tentar mudar essa cultura individualista na cidade, na primeira oportunidade tiram o cara. São Paulo merece os acidentes e o trânsito caótico. Não tem jeito.

            Leonardo Marques Luciano / (em resposta a Rodrigo Santos)
        • Renato, concordo parcialmente, os Tóquiotas utilizam o transporte público e também os veículos, exatamente como São Paulo, no horário de pico o a vias ficam intransitáveis tal o volume de veículos. No You tube há inúmeros vídeos que comprovam isso.

          • Mesmo que isso seja igual, a malha do trasporte publico, nem se compara.

          • Negativo. O transito de Toquio nos horários de pico não chega nem aos pés do que é registrado aqui em horário de vale ou em sabados…..

            Eu morei 2 anos em Toquio, usei muito o metrô, como também andei muito de taxi, carro…lá as coisas andam, funcionam no meio de tanta muvuca.

            para o governo japonês, transito é sinal de poluição. Por isso existem leis rigidas e muita restrições aos carros, dado ao fato de ter em contrapartida um excelente transporte publico. Não existem estacionamentos publicos no centro. E os particulares são caríssimos. Se você comprar uma casa, ela precisa ter vaga. Se não tiver vaga e vc tiver um carro, vc não compra a casa. E o “IPTU” deles para quem tem carro é CARO.

            Tudo isso para desistimular o uso e a dependência do carro. O governo facilita para quem tem bike, quem vai a pé, quem usa transporte publico….

            E por fim, os toquiotas aprendem desde cedo nas escolas, a responsabilidade e a consciencia ambiental.

            Renato / (em resposta a Felix)
  6. Discordo em parte do Renato e de outros que comparam uma capital de uma ilha com a cidade de São Paulo, pois todos os exemplos são de países do chamado primeiro mundo a não ser os esquerdistas. Precisamos ter polos de emprego nos bairros da periferia, além de assistência médica, serviços públicos quando necessários nos principais extremos da cidade, acabando com a necessidade de atravessar a cidade para uma consulta médica e outros serviços. Até mesmo o metrô de SP foi planejado para fazer conexões no centro da cidade,
    Se colocarmos todos os ônibus conforme a necessidade da cidade SP simplesmente a cidade vira um caos. Esse percentual de utilização das vias públicas pelo transporte coletivo tem de ser revisto. pois tem ruas que não tem nem calçada, como pode ter circulação de ônibus.
    No Japão quando você vai comprar um carro a primeira indagação é aonde você vai guardar o seu veículo, pois além de ser caríssimo há falta de espaço, motivando ainda mais o cidadão a utilizar o sistema de mobilidade. Não tivemos planejamento e os cidadãos e governantes sempre foram imediatistas. Precisamos copiar experiências que deram certo em países com características e necessidades parecidas. Infelizmente precisamos desapropriar espaços para viabilizar a melhora do sistema viário para o transporte coletivo, ou seja, mudar essas pseudo avenidas com tamanho de rua, delimitar o número de condomínios e outros tipos de residência na cidade para não aumentar a demanda por todo o tipo de serviço, pois são criadas inúmeras ruas todos os dias, ocasionado o crescimento cada vez mais desordenado da cidade. Sem falar nas cidades dormitório.

    Roberto / Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*