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Linhas de Metrô em Paraisópolis e Cotia não são mais “prioritárias”

Semanas atrás foi divulgado no site do Metrô, o Relatório Integrado 2019 com um balanço de ações da companhia, e metas de investimentos e estudos para a rede futura. Junto com as informações sobre a operação e projeções, foi divulgado também um mapa que como a companhia enxerga a malha metroviária no futuro, com expansão de linhas existentes, e novas, como a Linha 19-Celeste em Guarulhos, 20-Rosa no ABC, além de um novo atendimento na Zona Leste, a Linha 16-Violeta.

Estes mapas são com alguma frequência divulgados junto com os relatórios, e sofrem constantes mudanças, a medida em que os profissionais da empresa aprofundam os estudos. Isso pode significar mudança em traçados, ou até linhas que seriam construídas, mas que depois são suprimidas.

No fatídico mapa não consta duas extensões, que já eram conhecidas como trechos que fariam parte da rede futura e que já foram alvo de reportagens e até item na lista de vantagens de folhetos para venda de imóveis.

Fonte: Relatório Integrado 2019 – Metrô

É o caso das extensão da Linha 17-Ouro, após a estação Morumbi, passando por Paraisópolis chegando em São Paulo-Morumbi (Linha 4) e a nova Linha 22-Bordô, que atenderia a cidade de Cotia, seguindo o caminho da Rodovia Raposo Tavares, até a região de Pinheiros ou Faria Lima. Esta segunda linha seria subterrânea.

A inexistência dos dois trechos trouxe dúvidas por parte dos leitores do Via Trolebus sobre o prosseguimento desses projetos. Mas, segundo uma nota do próprio Metrô ao site, os dois eixos ainda estão nos planos da companhia, mas que não fazem parte das “linhas consideradas prioritárias”:

O trecho entre as estações Morumbi e São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela) da Linha 17-Ouro, assim como a Linha 22, continuam no planejamento da rede futura de transporte. O mapa divulgado no Relatório Integrado 2019 apresenta as linhas consideradas prioritárias, segundo o plano plurianual de investimentos do Metrô” – diz nota da empresa ao Via Trolebus.

Linha 17-Ouro transportará menos que um corredor de ônibus

De acordo com o Relatório Integrado do Metrô, o trecho entre o Jardim Aeroporto e a Estação Morumbi terá uma demanda diária de 171 mil passageiros por dia, demanda estimada já em 2022, quando é prometida sua entrega.

Segundo dados do site BRT Data, com informações sobre sistema de ônibus do mundo todo, a quantidade do que se espera transportar no monotrilho da Avenida Roberto Marinho é menor do que alguns corredores de ônibus da cidade, como os eixos Vereador José Diniz – Ibirapuera – Santa Cruz e Pirituba – Lapa – Centro, que transportaram praticamente o dobro do que é esperado na Linha 17-Ouro, com 390.000 e 337.000, respectivamente.

Segundo apurou o site, o projeto de levar a Linha 17 para o Jabaquara pode elevar a média diária para 252 mil passageiros diários. A eventual, e agora distante extensão até São Paulo Morumbi, poderia elevar ainda mais este demanda, além de atender a Paraisópolis.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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    • Sem dinheiro não tem como construir nada. E é essa a realidade de São Paulo: não há dinheiro para projetos novos, só existem parcos recursos para concluir etapas de projetos em andamento como os das Linhas 1 (sinalização) ,2 (expansão Vila Penha-Penha), 3 (sinalização), 4 (Vila Sônia), 15 (Jardim Colonial) e 17 (Morumbi-Aeroporto).

  • Com a queda na arrecadação, pandemia, de todos Estados, São Paulo será o mais prejudicado, e pelo que acompanhamos o Governo de São Paulo está mais preocupado com eleição do que com os problemas do Estado.Um Governo sem foco na infraestrutura.

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