Recordar é viver

Em 2001, a Linha 10 da CPTM partia da Barra Funda

Um trem que partir da estação Palmeiras-Barra Funda em direção ao ABC Paulista, rumo a Rio Grande da Serra. Este foi um comunicado do governo estadual emitido no dia 4 de julho de 2001, com a novidade a ser implantada no dia 6.

Na época, o novo serviço foi implantado após investimentos que a CPTM e a empresa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, haviam realizado para recuperação da via permanente.

Em 2001, as linhas era denominadas por letra ao invés de números, além da região que atendiam.

Do investimento total, de R$ 32,9 milhões, R$ 10,1 milhões foram aplicados na Linha A – Noroeste (Brás-Francisco Morato) e na Linha D – Sudeste (Luz-Rio Grande da Serra, agora transformada em Barra Funda-Rio Grande da Serra). O dinheiro foi utilizado pela Coordenadoria Executiva das Linhas A e D na troca de 31.130 dormentes, 17.201 metros de trilhos e 9.392 metros cúbicos de brita”, diz a nota publicada.

Passageiros que haviam sido beneficiados 

Segundo o mesmo comunicado, a extensão da Linha D beneficiaria 10 mil usuários por dia e permitiria um ganho de tempo de viagem de até 10 minutos gasto pelo passageiro, anteriormente, na transferência de linha na Estação da Luz (estação de entroncamento das linhas A e D). A CPTM também na época aumentou a frota para 14 trens, em vez dos 13 comboios que eram operacionais.

As linhas A e D, hoje 7 e 10, transportavam diariamente, em média, 306.296 passageiros. Hoje somente a Linha 10 transporta mais do que isso, na casa dos 370 mil, e a linha 7, mais de 450 mil. O intervalo entre composições era de 9 minutos nos horários de pico e hoje está na casa dos seis minutos.

Pouco tempo depois, a Linha D voltou para a Luz e depois foi cortada até o Brás. E deve ficar nesta região, uma vez que o atual secretário dos transportes disse que não há projetos de estender a linha.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Uma pena, pois iria ter uma valia significativa, visto que diluiria a demanda demasiadamente grande no Brás e traria mais uma opção para o passageiro, tal como a Linha 7 no Brás.

  • Entendo como inviável este seccionamento entre as Linha 7-Rubi, e Linha 10- Turquesa (esta injustificável mutilação crescente foi após a criação da CPTM), e sim estas linhas sempre foram uma só como eram no passado com terminais em Francisco Morato / Pirituba, e Mauá / Rio Grande da Serra, a reconstrução das Estações Lapa e Água Branca da futura Linha 6-Laranja do Metrô e Estação Bom Retiro e revitalização da Júlio Prestes esta reversão é perfeitamente viável.

    Esta Linha 10-Turquesa teve um aumento crescente de demanda a partir das conexões das Linhas 5-Lilás, 15-Prata e 2-Verde, e com a atual terminação em uma única plataforma no Brás faz com que todos prefiram utilizar a Linha 2-Verde a sobrecarregando, para acessar as Linhas 1-Azul e 4-Amarela, pois da forma como esta hoje é impraticável se utilizar o terminal no Brás.

    Baldeações sempre devem ser evitadas em nome da logística e do conforto dos usuários, mesmo não possuindo bagagens, e de acordo com o planejamento do Metrô / CPTM, é a de estender ás Linha 5-Lilás assim como também à Linha 15-Prata de forma concomitante as tornando terminal, a fim de descongestionar a Linha 2-Verde, a qual já é uma das linhas mais concorridas de São Paulo, tratando-se de uma solução lógica até esta nova estação Ipiranga na Linha 10-Turquesa, que possui uma linha central extra subutilizada conforme mostrado na foto nº 2, a qual devera ser totalmente reformada com acesso a plataforma da linha central que hoje não existe.

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