Supervia

Primeiro dia de operação na SuperVia sem 40 trens tem intervalos prolongados

Nesta segunda-feira, 18 de novembro de 2018, a SuperVia operava sem os 40 trens da série 3000, fabricados pela CRRC, após a fabricante recomendar a suspensão da operação da frota, depois de encontrar problemas de projetos, em especial na caixa de tração (engrenagem que transmite energia do motor para eixo e rodas).

Segundo a operadora, o esquema de operação estava da seguinte forma depois das 06h da manhã:

  • Santa Cruz, Japeri e Deodoro – Intervalos irregulares;
  • Belford Roxo – Intervalo médio de 15 minutos;
  • Saracuruna: Trecho Gramacho-Central – Intervalo médio de 10 minutos;
  • Trecho Gramacho-Saracuruna – Intervalos irregulares;

Reclamações

Passageiros reclamavam dos problemas ocasionados com a falta dos trens. O termo “Supervia” estava em os mais comentados no twitter.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • Enquanto aguardam o “Recall” chinês que deve demorar um tempo longo, entendo que nesta emergência de novembro de 2019 de não se poder utilizar das 40 novas composições chinesas, a Supervia-RJ deveria-se socorrer com a CPTM-SP que possuem muitas carruagens disponíveis em bom estado armazenadas em seus pátios inclusive os Cobrasma da série 1700, e os espanhóis que trafegavam até recentemente na Linha 10-Turquesa entre outras, prontas para serem desmanchadas.

    Me causa estranheza maior é que as caixas de engrenagens tenham sido fabricados pela Voith alemã, uma das experientes e melhores do mundo!!!

    Esta é a grande vantagem de se padronizar os equipamentos ferroviários como sistema elétrico e bitola, coisa que alguns incautos insensatos e despreparados insistem em se omitir.

    O que não pode acontecer é a Supervia-RJ diminuir sua freqüência, com a desculpa da falta de trens, a fim de evitar-se o risco de grandes tumultos em breve.

    • Você fala em padronização e defende o uso de um trem espanhol com aceleração máxima que não alcança a metade da aceleração da frota da SuperVia. Contraditório demais.

      O uso do trem espanhol série 2100 na SuperVia iria causar atrasos (por conta do trem ser mais lento que todos os demais), falhas (por conta da série 2100 não subir rampas acima de 4%), problemas de adaptação (os trens do Rio são mais estreitos), etc, então aonde está a tal padronização que você defende?

      • Ivo;
        No texto que postei creio que ficou claro que a utilização de algumas composições reservas emprestadas inclusive os Cobrasma da série 1700 era só até o período deste reparo “Recall”, e não a substituição definitiva, e quanto a largura das carruagens é só remover os estribos que são rebitados, pois os mesmos não fazem parte da estrutura original, e sim uma adaptação (gambiarra), esta largura infelizmente não é padronizada, mas que deveria.

        O que é padronizado é a alimentação elétrica em 3,0 kVcc e as bitolas em 1,6m.

        Com relação ao montador chinês informou que o fornecedor da caixa de engrenagens é a alemã Voith, fabricante idôneo que com certeza resolverá este problema com a troca dos truques se for necessário, pois assim como acontece na indústria automobilística possuem inúmeros fornecedores.

        Atualmente as maiores montadoras no Brasil utilizando tecnologia de ponta já possuem um sistema de freios auxiliar hidrodinâmico (podendo alguns modelos serem eletromagnéticos) denominado *RETARDER, com acionamento através de uma pequena manete no volante com três ou mais estágios, sendo que a Voith uma das fabricantes mundiais deste equipamento os fornece no Brasil, e a maioria dos fabricantes de motores Diesel, como a Volvo, Scania, Mercedes, MAN, Iveco, Cummins já os possuem em linha de montagem.

        Este sistema é de uma tecnologia e segurança já consagrada e comprovada mundialmente, além de evitar aquele sobreaquecimento do freios e rolamentos das rodas nas longas descidas, e diminuir o seu desgaste prematuro.

        • Você só consegue citar duas características padronizadas mas e as que não são padronizadas?

          A aceleração do trem espanhol 2100 é menos da metade dos trens chineses. Isso faria uma viagem de 50 minutos em um dos ramais da Supervia se tornar de 70 minutos por conta do trem espanhol lento atrapalhar os demais.

          Os trens chineses tem quase 180 m de comprimento com 8 carros.

          O trem série 2100 tem cerca de 160 m e só pode rodar com 6 carros.

          Os trens série 2100 são mais baixos em relação à plataforma que os trens chineses.

          Sua idéia despadroniza ainda mais o sistema de trens do Rio. E os trens 100% chineses operam sem problemas, só os trens com peças da “fabricante idônea” que estão com problemas. Curioso, não?

          • Os trens da série 2100 dos anos 70 não são os dos melhores, concordo, mas eles foram “doados” na época das propinas, cuja reforma saiu a preço de um novo.

            No meu comentário citei entre as composições reservas a serem emprestadas os Cobrasma da série 1700, que acabei de saber hoje através de contatos de amigos no Rio que exatamente esta serie são iguais as da Supervia e são em maior número que SP!!!

            Com relação ao ajuste de altura-(h) em relação as plataformas é uma operação simples de ser feita.

            Já viajei nestes trens no Metrô do Rio, e os achei confortáveis.

            Com relação ao montador chinês CRRC (China Railway Construction Corporation) é o responsável e esta cumprindo o contrato e já informou que irá tomar as providências, pois ainda se esta na garantia, assim como acontece em quaisquer indústrias montadoras automobilísticas possuem inumeráveis fornecedores como ar condicionado, freios, lâmpadas, vidros, baterias, pneus, rodas etc.

    • Leoni, parabens, SP tem otimos trens parados, quem comprava muito os trens usados de SP era a Bahia, eram reformados e recebidos com banda de musica, interessante não sabia que que a caixa de engrenagem era alemã, estes trens vão envelhecer nos pátios, quer apostar no rio quebrou não volta mais.

      • Pedro,

        Agradeço os seus comentários, quanto aos trens que estão na Bahia, são os *Toshiba de 1948 em bitola métrica da antiga Sorocabana, e que foram totalmente reformados em pintados de amarelo ainda estão rodando, por incrível que pareça.

        *Como curiosidade informo que os trens que os sucederam já em bitola larga foram todos sucateados por se tornarem obsoletos!!!

        Com relação ao montador chinês é o responsável já informou que irá tomar as providências, pois ainda se esta na garantia, assim como acontece em quaisquer indústrias montadoras automobilísticas possuem inumeráveis fornecedores.

  • E bom a cidade de SP ficar na compra apenas destes 8 trens chineses, os produtos chineses infelizmente ainda não são confiáveis, eles são bonitinhos mais ordinários, os trens japoneses rodaram mais de 5 décadas sem problemas, os trens japoneses são feios assim como seus carros porem são bons, que isso sirva como lição o balato sai calo, o negocio dos chineses são pasteis de flango.kkkkkkk + kkkkkkk

    • A peça que deu defeito é alemã, não chinesa. Tanto que 30 trens chineses da Supervia (totalmente construído com peças chinesas) estão funcionando sem problemas.

      Seu comentário é xenofóbico.

      • O fato de que o equipamento defeituoso ser da empresa Voith, não significa que tenha sido fabricado na Alemanha, pois lá é sua matriz, poderá ter sido feito inclusive na filial da China, ou até aqui mesmo no Brasil!!!

        Não existe evidências por parte do montador chinês CRRC (China Railway Construction Corporation) que todos seus componentes sejam totalmente montados e fabricados com peças chinesas, pois isto é perfeitamente normal, e não significa absolutamente nada.

        Talvez, se você possuir um carro, nacional ou importado, existe grande a possibilidade de um de seus componentes serem da Voith.

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