Foto: GESP
CPTM

Três possíveis cenários de operação da Linha 13-Jade da CPTM até a Barra Funda

O Governo de São Paulo tem planos de levar o atendimento da Linha 13-Jade, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, para a estação Palmeiras-Barra Funda, conforme fala do secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Trata-se de uma tentativa da administração estadual em elevar o uso da linha que não transporta mais que 16 mil passageiros por dia. “É importante chegar nas estações que ligam com o sistema do Metrô e CPTM de forma a ser uma linha mais aproveitada”, explicou o titular da pasta.

Baldy fala ainda em ampliar o número de viagens, o que segure elevar as partidas do trem expresso entre o centro da cidade e o Aeroporto, que é feito com atendimentos a cada duas horas, com exceção dos horários de pico.

A ideia, no entanto, esbarra em um outro projeto mais antigo da operadora dos trens paulista, de estender a Linha 11-Coral da Luz para a Barra Funda. O eixo entre as duas paradas é constituído por quatro vias férreas, e hoje é usado apenas pela Linha 7-Rubi, que vem do Brás e Luz, até Francisco Morato, passando pela estação com nome do time Alviverde. Com as duas extensões, teoricamente seriam 3 linhas para dois pares de vias.

Com esse gargalo, quais seriam as alternativas?

Possíveis cenários

Linha 11-Coral e 13-Jade seguem compartilhando vias até a Barra Funda.

Nesse cenário, as operações seguem como feitas atualmente. O expresso oriundo do Aeroporto de Guarulhos passa a usar os trilhos do Expresso Leste entre Tatuapé e Brás, e então seguiria até Barra Funda. A opção no entanto esbarra na intenção de diminuir o intervalo de ambas as linhas. Mesmo com o CBTC prometido para a Linha 11, fala-se em reduzir o intervalo de 4 para 3 minutos.

Descartar ida da Linha 11 até a Barra Funda.

Outro cenário posto seria suprimir a ideia de décadas de levar a Linha 11 até a Barra Funda, deixando espaço apenas para a Linha 13, o que não faz tanto sentido já que a extensão do expresso vai beneficiar o atendimento mais demandado da CPTM.

Linha 13 compartilhando vias com a Linha 7

Outra opção seria a Linha 13 a partir de Brás ou Luz, passar a compartilhar vias com a Linha 7-Rubi, eixo com intervalo maior que a Linha 11, o que daria “folga” para a CPTM incluir mais atendimentos na via férrea que abriga atualmente as composições com destino a Francisco Morato.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • O problema do compartilhamento com a linha 7 é a intenção do governo em conceder essa linha; acho que o concessionário não ficaria muito feliz em ter que ceder espaço de suas vias para um serviço pelo qual não é remunerado, especialmente porque ele vai querer aumentar o número de viagens na linha 7, para obter mais lucro. Nesse caso, como o concessionário nunca cederia de bom grado o espaço, isso teria de constar no edital… Esperemos e veremos se isso acontece, talvez numa sessão “permissão de tráfego pela CPTM”, incluindo o Expresso Turístico e esse puxadinho da linha 13.

  • Minha sugestão de cenário:

    – Linha 8 diamante até Barra Funda (Há pouquíssima demanda desse ramal até Julio Prestes);
    – Linha 7 rubi até Julio Prestes (Integração para Luz com construção de túnel entre essas estações);
    – Corredor livre do Brás até Barra Funda para Linha 13 jade e linha 11 coral;
    – Levar linha 13 jade até os outros terminais do aeroporto de Guarulhos por meio subterrâneo;

    Se o Governo de SP (PSDB) e CPTM tiverem vontade de fazer as coisas andarem seria um grande avanço. Tirando a parte das estações nos terminais da GRU Airport, as outras mudanças são totalmente viáveis.
    Gostaria muito de fazer essa sugestão para o Presidente da CPTM, sec. de transportes e Gov. João Dória.

    • Nenhuma dessas sugestões possui viabilidade.

      A estação da Luz não pode receber mais nenhuma linha e um túnel ligando ela a Julio Prestes provocaria um colapso operacional, com dezenas de milhares de passageiros se esmagando nos túneis de integração e nas plataformas estreitas em busca de espaço.

      A estação Julio Prestes atende a pouco mais de 7 mil pessoa por dia e esse número irá crescer com a construção do novo hospital da mulher nos seus arredores. Não existe viabilidade em levar a Linha 7 para Julio Prestes quando seus passageiros tem como destino a estação da Luz.

      A demanda de passageiros que usaria uma Linha 13 entre Barra Funda e Brás é ridiculamente pequena quando comparada a dos passageiros que usam hoje linhas 7 e 11 nesse trecho. Não faria sentido prejudicar a maioria (Linhas 7 e 11) em benefício de uma minoria (Linha 13);

      Não é viável tecnicamente construir a Linha 13 em túnel até o aeroporto. A região da Linha 13 possui córregos (e previsão de um grande piscinão do DAEE), dutos de gás e óleo, fibra ótica e cabos elétricos do aeroporto e a própria Linha 13 foi construída com um projeto geométrico de vias que impede qualquer alteração de traçado para dentro do aeroporto. Para colocar uma estação elevada dentro do aeroporto, a CPTM teria que demolir mais de 1 quilômetro de vias e a estação Aeroporto existente para que tudo fosse reconstruído com a geometria adequada para entrar no aeroporto.

      O compartilhamento de vias é extremamente simples, dependendo apenas de equipamentos de sinalização (ATO ou CBTC), porém o estado não tem dinheiro para adquirir esses equipamentos no momento (estimados em mais de R$ 500 milhões).

      • A linha 13 tem que possuir utilidade/mobilidade e rentabilidade. Isso tudo não vai ser possível se a linha não atender parte de GUARULHOS até Bonsucesso conforme aquele projeto apresentado pelo Dória. Poderia vim da Luz ou do Bras, mas tem que ter vias próprias pra operar regularmente sem depender ou atrapalhar as outras linhas.

  • Para tentar reverter o fracasso da baixíssima demanda da Linha 13-Jade (15%) a gestão Doria optou por adaptar a Linha 13-Jade para utilizar as vias das linhas 12-Safira e 11-Coral. Mas Baldy revelou que o plano poderia incluir até mesmo Barra Funda. Segundo ele, um financiamento de quase R$ 380 milhões que estava parado no BNDES seria usado para “melhorar as condições da Linha 13…para que pudéssemos ofertar mais horários, mais modelos de viagens, sobretudo conseguir de forma muito exponencial chegar às estações que ligam com outras linhas do Metrô e da CPTM“.

    Ao mesmo tempo, o executivo afirmou que o plano de estender o ramal até a região de Bonsucesso, onde seria também construído um pátio de manutenção “não está no escopo da gestão Doria“. Ou seja, assim como aconteceu com a Linha 18-Bronze entre outras, novamente o planejamento técnico está sendo desprezado para serem tomadas medidas adaptadas sem fundamentos plausíveis, visto que a Linha 13 não previa em seu projeto original seguir até o centro. Embora seja uma alternativa viável até Brás diante dos altos intervalos da Linha 12, levar o ramal até Barra Funda significaria contrariar as Leis da Física com a impossibilidade de se disputar espaço ao mesmo tempo com as linhas 11 e 7 sem uma construção e reforma de novas estações no trecho entre as estações Tamanduateí e Lapa é o que possui a maior capacidade de se eliminar e redistribuir as múltiplas baldeações desnecessárias e desconfortáveis, e preparar para os futuros 4 Trens intercidades que hoje não existe, se é que um dia eles irão voltar!

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