Monotrilho

Um ano após cancelamento da Linha 18-Bronze, contrato com Vem ABC ainda não foi rescindido

Em 2019, o Governo do Estado de São Paulo anunciou que o ABC Paulista perdia uma linha de Metrô e ganhava outras duas, além de um corredor de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit).

Um ano depois, de concreto foi a alocação de trens com cerca de 10 anos de uso para a Linha 10-Turquesa da CPTM, que de fato teve seus serviços melhorados. Já a Linha 20-Rosa do Metrô (Santo André-Santa Marina) segue na fase de projetos sem qualquer previsão para obras. A última notícia é a contratação de empresa ou consórcio que vai executar o anteprojeto funcional e estudo de impacto ambiental do novo eixo metroviário.

E o BRT do ABC, que poderia ter novidades em junho, conforme disse o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, em entrevista ao Via Trolebus, segue sem maiores definições.

Já sobre o Consórcio Vem ABC, quer seria o operador do monotrilho da Linha 18-Bronze, o contrato ainda não foi rescindindo, de acordo com o jornal “Diário do Grande ABC“.

“Foram realizadas reuniões para tentativa de conciliação e, não tendo havido acordo entre as partes nem mesmo tendo havido apresentação de qualquer proposta de indenização pelo governo, a Vem ABC notificou o Estado da instauração de controvérsia, conforme previsto no contrato”, relatou em nota do consórcio.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • Curioso, não? Como uma gestão que se diz transparente se recusa a publicar os dados concretos sobre esse cancelamento e sobre o corredor de ônibus. Tenho certeza, aliás, de que esses dados sequer existem, o cancelamento foi fruto da mais pura e simples pressão do setor rodoviário por cima do ferroviário, assim como foi com todas as nossas ferrovias e com os bondes de São Paulo. Precisamos de uma agência independente para regular, planejar e implantar o transporte coletivo em São Paulo. E pra ontem.

    • O problema é que essa linha 18 – Bronze, muito necessária e essencial para o desenvolvimento regional e para uma plena integração de mais cidades do ABC à malha metroferroviária, custa horrores aos cofres públicos e enfrenta dificuldades para conseguir financiamento do BNDES para fazer as desapropriações. É uma linha de suma importância para o Estado em si, ainda que os beneficiários sejam os moradores do ABC, bem como os do entorno e da da própria capital, porém o Governo do Estado de São Paulo sabe que o custo da rescisão contratual será alto, ainda que mais barato que o custo total de 400 e poucos milhões ao Estado e mais alguns valores de outorga. No entanto esse imbróglio todo poderia ser prorrogado até o final da gestão dele, que, diga-se de passagem, não está tão longe assim. Precisamos da linha, não há discussão, e sabe-se que ela será melhor que o BRT, porém se houvesse a possibilidade de reduzir os custos contratuais, de obra, desapropriação e prorrogar o tempo de contrato da VEM ABC, para assim reduzir os custos e aumentar o tempo de lucro, talvez pudéssemos ter um desfecho positivo.
      A verdade é que o Governo sabe que esse dinheiro público dessa obra, quase indo para o ralo, somado ao custo do BRT, poderá até quem sabe aproximar-se dos R$ 5 bilhões totais da obra. Por fim, quaisquer das soluções poderá tornar-se ruim ao contribuinte de quaisquer formas.

  • Tomara que esse imbróglio continue, e o lixo de BRT do cafajeste do Doria nunca saia do papel, aliás MP deveria investigar essa sujeira a fundo.

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