Trens Regionais

Bolsonaro fala em reativar trem entre Santos e Vale do Ribeira

O presidente da República, Jair Bolsonaro, em visita pela Baixada Santista durante o feriado da Proclamação da República, afirmou que há probabilidade de volta do atendimento ferroviário entre a região do Vale do Ribeira e Santos.

Bolsonaro disse a TV Tribuna que vem conversando com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, sobre a possibilidade de reativação da ferrovia de Santos, que vai até a cidade de Cajati.

“Existe a possibilidade, mas logicamente, vai ser a iniciativa privada que vai fazer esse investimento. Tem que ver a viabilidade econômica. A economia da região (do Vale do Ribeira) é a banana, mas também pode ser voltada ao Turismo”, contou.

O transporte de passageiros entre Santos e Juquiá foi suspenso em 1977, reativado em 1983 e extinto definitivamente em novembro de 1997, depois de 84 anos, de acordo com o site Estações Ferroviárias. A linha seguiu ativa para composições cargueiras, transportando enxofre do porto para Cajati, até o início de 2003, quando barreiras caíram sobre a linha na região do Ribeira. O transporte foi suspenso posteriormente e a via férrea está sem uso.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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    • de dar nos nervos são esses comentários que reclamam por simplesmente reclamar, uma ferrovia importante que pode ser operada pra carga e pra turismo deve ser apoiada principalmente se feita por iniciativa privada que trará desenvolvimento para todo entorno…

  • Esta ferrovia proposta pelo presidente se mostrou inviável, pois não existe demanda suficiente para que possa retornar, tanto é que foi devolvida pela concessionária Rumo.

    Com relação ás ferrovias, vale relembrar que com raríssimas exceções a parte mais rentável é a carga, e que embora as concessões feitas até hoje preveem a utilização de trens de passageiros, a maioria, exceto a Vale não as cumpre, pois é possível se utilizar de forma compartilhada cargas e passageiros como existe em alguns lugares do mundo (AMTRAK) e já existiu no Brasil (FEPASA), e com relação a um estudo mais atualizado entendo ser a ligação concomitante Rodo Ferroviária entre Parelheiros e Itanhaém, interligadas com o rodo e ferroanel, planejados desde a década de 70.

    Vale lembrar que as duas linhas ferroviárias utilizadas pela MRS em bitola mista(1,0 + 1,6m) da antiga FEPASA para realizar esta ligação com o litoral já se encontra saturada, e possui uma demanda muito maior, o que a torna inviável o seu uso para trens de passageiros, o mesmo ocorre com a recuperação do traçado do antigo sistema funicilar, um traçado obsoleto e com relação a rodovia dos Imigrantes, existe um bloqueio para descida de veículos pesados como ônibus e caminhões por conta da segurança, pois a maioria destes veículos não possuem o *Retarder, tendo estes como única opção a via Anchieta.

    Sendo assim, existe a necessidade dos dois modais rodoviários e ferroviários serem construídos de forma paralela concomitante, como a ligação Parelheiros Itanhaém, pois comprovadamente existe uma redução de custo de ~25% quando deste tipo de construção, e os ferroviários utilizados de forma compartilhada inicialmente, pois somente após a demanda do trem de passageiros for suficiente se possa separar.

    Outro fator importante com relação á implantação dos trens regionais, é que as locomotivas e carruagens são existentes em bitola de 1,6m e estão em bom estado de conservação, restando “apenas” se construir as linhas.

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