Avelleda vem sendo pressionado sobre ciclovias dos 2 lados, diz jornal

Reportagem deste sábado, 27, do jornal Folha de São Paulo, relata que o secretário municipal dos tranpsorte e mobilidade urbana, Sérgio Avelleda, vem enfrentando problemas com cicloativistas da cidade que não estão aprovando o jeito que as bikes estão sendo tratadas pela gestão Doria.

 

Avelleda é ciclista ativo e não possui carro. Só usa a magrela para seus afazeres e isso era uma esperança para os ciclistas da cidade, que vinham nele a esperança que o programa de ciclovias continuassem na atual gestão.

 

Vereadores da base de apoio da gestão Doria está pressionando a Prefeitura a retirar ciclovias e isto está deixando o secretário acuado, segundo o jornal. A vereadora Edir Sales já organizou abaixo-assinado para retirar ciclovias da Vila Prudente, na zona leste. Aurélio Nomura fez requerimentos contra as pistas para bicicletas na Vila Mariana, zona sul. Mário Covas Neto quer remover as que passam ao lado da Câmara Municipal, no centro. João Jorge é mais radical: tenta excluir mais de cem trechos na cidade toda.

 

Com todo esse cenário, Avelleda está no meio de uma briga. De um lado a base de vereadores querendo remover ciclovias e, do outro,  ciclistas (como o prórprio Avelleda).

 

A Folha disse que no dia 28 de abril, um grupo chegou a pichar “Avelleda traíra” no asfalto em frente ao prédio onde ele mora.

 

Em comum, os dois lados fazem uma cobrança semelhante: a apresentação do plano cicloviário a ser implantado pela gestão Doria.

 

O Via Trolebus esteve presente em um evento com o secretário neste sábado mas a discussão era somente sobre SPTrans.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

15 Comentários deste post

  1. A prefeitura não tem que tirar nada. Ela tem que cumprir a Lei nº 12.587 de 2012 que instituiu as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU).

    O inciso II do Art. 6º do texto legal é claro aí afirmar que há “prioridade dos modos de transportes NÃO motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado”. Só por esse princípio a remoção de ciclofaixas e ciclovias para priorizar automóveis já pode ser considerada ILEGAL.

    O Art. 24 da mesma lei determinou que cidades com população acima de 20.000 habitantes deveriam elaborar um plano diretor, com um Plano de Mobilidade Urbana, de maneira integrada e com ele compatível, ou nele inserido.

    Dessa forma, na cidade e São Paulo foi promulgada a Lei nº 16.050 de 2014, que aprovou a Política de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor Estratégico do Município.
    Posteriormente foi promulgado o Decreto Municipal nº 56.834 de 2016,que instituiu o Plano Municipal de Mobilidade Urbana de São Paulo – PlanMob/SP 2015.

    Totalmente alinhado com a PNMU, o PlanMob estabeleceu diretrizes e metas específicas para a mobilidade urbana, entre as quais as atinentes à estrutura cicloviária. Referido plano é muito claro com relação às metas de ampliação da estrutura, prevendo que a malha seja finalizada até o ano de 2030.

    ——–
    Ou seja, não é uma questão de querer ou não querer, ser contra ou a favor agora é obrigação, é lei federal.

    É só o secretário cumprir a lei e falar para aquele carrocrata do Doriana que ambos podem ser responsabilizados por irem contra a politica nacional de mobilidade urbana, simples assim.

    Renato / Responder
    • Nossa cara, dizer que remover ciclovia é ilegal segundo o texto dessa lei que vc colocou é uma viagem total. O texto fala de prioridade, e não veta exclusões ou adaptações. Muito fraco esse seu argumento. Fail.

      Josh / (em resposta a Renato) Responder
      • Fail é o seu camarada que não apresentou nenhum argumento e fonte que comprove sua tese. Logo, é apenas achismo seu sem valor algum.

        Renato / (em resposta a Josh) Responder
  2. Tem que fazer estudos e verificar o uso efetivo e qual o crescimento de usuarios depois de implanata das ciclovias, se o Estudo apontar que não há usuarios retira se e Zé Fini.Quem manda é o bom senso e não as vontades individuais de minorias.

    Felix / Responder
    • ERRADO! Leia a lei de novo antes de falar o que não sabe.

      Isso só pode ser feito em caso de acidentes constantes (como foi com a motofaixa que não deu certo pq aumentou muito o numero de acidentes com as motos)

      Como não há registros de acidentes, não há argumentos e por isso o máximo que a prefeitura pode fazer é ajustes, não retirar, como por exemplo a do Bom Retiro!

      SABE pq a prefeitura parou de remover ciclovias na surdina e passou a chamar os ciclistas e os moradores para conversar? Pq a galera foi lá e pressionou, fomos no MP, entramos na justiça e fazemos pressão. Se tirar, a gente vai lá e pinta de novo. É assim que ocorreu em Toronto, NY, Buenos aires e várias outras.

      As ciclovias, assim como as bikes VIERAM para FICAR, quer GOSTE você ou não.
      tu não conhece a força dos ciclistas.

      Então fica quietinho ai que você ganha mais, não anda de bike, nem usa transporte publico, então o que vc sabe? Nada!

      Renato / (em resposta a Felix) Responder
    • Perdeu uma grande oportunidade de ficar calado troll fdp!!!

      Marcelo / (em resposta a Felix) Responder
    • Felix, não é bem assim que funciona.
      A malha cicloviária está em implantação, portanto é normal que algumas ciclovias que ainda não estão conectadas as demais, estejam sub utilizadas. Isto não significa que não cumprem com sua finalidade de preservar a segurança dos ciclistas que a utilizam. A maioria das reclamações são de motoristas que perderam um privilégio indevido, estacionar seus carro em via pública. Nada impede que reclamações sejam analizadas e alternativas discutidas com os ciclistas. Estamos num momento de continuar ampliando a malha, melhorando as existentes e eventualmente fazendo correções pontuais. Não se deixe levar pelo discurso que diz que não houve planejamento, existem diversos estudos há décadas.

      Marcelo Pádua / (em resposta a Felix) Responder
    • Só tem uma coisa: não se mede número de usuários de bicicleta para depois implantar as ciclovias. É exatamente o contrário.

      Você cria as ciclovias e ciclofaixas para criar uma cultura que gera tráfego de bicicletas. Por exemplo, uma pessoa que quer ir ao trabalho de bicicleta não vai comprar a ideia se ela tem medo de disputar espaço nas ruas com veículos motorizados e alguns motoristas agressivos. Agora, se houver segurança numa via exclusiva para bicicletas, ela vai se sentir mais motivada. E essa pessoa que mudou o hábito vai incentivar outras a fazerem o mesmo.

      Alex / (em resposta a Felix) Responder
    • Ciclovias existem pois existem pessoas COMO VOCÊ que usam o termo “bom senso” para definir o que é considerado julgamento positivo próprio. E acabam com isso atropelando outros pois pensam que estavam certos, quando não estavam.

      Relembre: Entre 2012 a 2015, houve um grande aumento de acidentes com ciclistas. A política de implantação de ciclovias teve sua aceleração justamente por este motivo – infelizmente a morte de ciclistas mostrou que falta justamente “bom senso” ao condutor que esquece que ao ultrapassar uma bicicleta, se mantém um espaço para ultrapassagem.

      Se você não respeita as tais “vontades individuais de minorias”, no final não está sendo democrático. Nada democrático.

      Anonimato / (em resposta a Felix) Responder
  3. Num país onde o poste mija no cachorro é normal as leis não serem cumpridas e interesse de políticos sujos até o pescoço prevalecer sobre os interesses da população…ciclovia só traz benefícios, quem vai contra é porque nunca pegou uma bike para andar e tirar a bundinha um pouco das 4 rodas. Ah, eu sou motorista de carro tb viu antes que comecem os ataques…que as ciclovias continuem e se expandam ainda mais

    Ricardo Verillo / Responder
  4. O Felix comentou: “Quem manda é o bom senso e não as vontades individuais de minorias.”

    Cara, você tem ideia de quantas pessoas usam a bicicleta como meio de transporte na cidade de São Paulo? Vamos supor que 1% da população faça isso (na verdade, estima-se que é um número bem maior). Ou seja, mais de 100 mil pessoas/dia são ciclistas. Por mais que isso seja uma minoria em termos percentuais, 100 mil é um número muito grande para se desprezar.

    Alex / Responder
  5. O pior dessa notícia é ver a argumentação dos vereadores. Todos criticam a remoção das vagas de estacionamento. É um argumento raso e contra as medidas de redução de trânsito.

    Alex / Responder
  6. Tenho muitas críticas à Avelleda em relação as suas passagens pelas presidências da CPTM e do Metrô, onde alguns esqueletos no armário (contratos de manutenção de material rodante e contatos de sinalização feitos a toque de caixa), escolha do modal Monotrilho, compra de trens da linha 5 sem que a mesma estivesse com sua extensão pronta, o que deixou as unidades paradas no Pátio do Metrô e na fábrica da CAF por mais de 3 anos, mas é lamentável essa pressão que vem sofrendo de vereadores tucanos carrocratas.
    Mais lamentável ainda é ver o que o PSDB se tornou, um partido fundamentalista de tropa de choque, um bizarro sucessor do Malufismo em São Paulo.

    Ado Silva / Responder
  7. Pouquíssimas estações de metrô, tem bicicletários. Havendo uma rede destas, mais uma estrutura de bikes compartilhadas na rede cicloviária, vão pipocar milhares de novos usuários de bikes.

    Jean / Responder
  8. Eu acho que o Avelleda realmente está meio “renegado”. E a pressão existe pois ele está tentando ser “isento”, sendo que é difícil ser isento em uma situação como esta, onde quem defende a prioridade ao automóvel faz de tudo para se por como certo.

    Em tempos: quem pixou “Avelleda traíra” é um criminoso.

    Anonimato / Responder

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