Em 2016, a cada 23 horas, Metrô e CPTM tiveram problemas operacionais

Reportagem da TV Globo desta segunda-feira, 17, mostra que o Metrô ea CPTM tiveram, em 2016, um problema operacional a cada 23 horas e 34 minutos. A emissora fez o levantamento com base em relatos divulgados pelos usuários em redes sociais e confirmados pelas empresas.

 

Foram 212 problemas no Metrô e  143 na CPTM. Ambas levaram à paralisação temporária dos trens. Os dados incluem problemas nos trens de diversos tipos, incluindo falhas nos trens (incluindo portas, tração, comunicação interna e freio), no sistema de comando e controle, de equipamento na via ou da via, manutenção e alimentação elétrica. No caso das portas, pode ter aocorrido algum problema onde o responsável foi o usuário.

 

A linha 3 – vermelha, do Metrô, foi a que mais teve problemas que paralisaram o serviço dentre as linhas do Metrô em 2016: foram 32 ocorrências – aumento de 52% em relação a 2015.

 

Já na CPTM, a linha 11 – Coral foi a campeã, com 33% dos incidents registrados. A linha 7 – Rubi teve 30%.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

12 Comentários deste post

  1. É SP saindo dos trilhos….rsrs
    A cada ano que passa, piora mais….e a tarifa só aumentando!

    Tiago / Responder
  2. Do jeito que é exposto, é como se todos problemas operacionais fossem gravíssimos.

    Existem níveis de problemas operacionais, sendo os mais “simples” a falta de comunicação (aviso) nos trens com os usuarios ou o impedimento das portas por usuários, falhas médias como problemas no trem (que precisa “reiniciar” o mesmo) e problemas na comunicação trem-operação (o que faz o trem operar mais lentamente), até falhas mais graves tração ou freios e que comprometem a segurança.

    Quanto menos problemas, muito melhor. Mas acho que tem que se tomar cuidado ao anunciar para não ficar algo sensacionalista. As pessoas estão ficando preguiçosas ao informar e não apurar.

    Anonimato / Responder
    • O problema é que exagero gera repercussão, principalmente atualmente onde as pessoas costumam apenas ler o enunciado no Facebook e não mais o texto e muito menos procurar mais fontes (pontos de vista) daquela notícia.

      Políticos exageram nas promessas e depois exageram nos discursos, a imprensa exagera na informação para obter mais ibope, leitores ou page views, o cidadão que exagera em qualquer discussão (colocando aqui de fora as brincadeiras e ironias), pois quando se elege um lado se cria argumentos incríveis para a defesa “daquele lado” (PSDB x PT, por exemplo), enfim, estamos num mar de exageros muito agitado.

      Sobre a reportagem, ela não é mentira, tem que ser investigado a quantidade de problemas mesmo, mas não é simplesmente mostrando dados que as coisas irão se resolver, até porque o Governo pode chegar e dar uma desculpa esfarrapada ou melhorar alguma coisa boba e dizer que as falhas estão diminuindo, tem que investigar as pontas das falhas para apresentar algo concreto para que aquilo seja corrigido ou que, uma vez exposto, o Governo não tenha desculpas em dizer que aquilo não existe e dar um prazo para correção.

      Já citaram aqui que a equipe de manutenção é terceirizada e isso é um dos motivos da má manutenção das linhas, então por que nenhuma emissora fez ainda uma reportagem sobre isso? Sobre a empresa terceirizada, sobre quem escolheu aquela empresa e quais foram os critérios, etc.. Pelo menos eu não vi nenhuma grande reportagem sobre isso.

      O.Juliano / (em resposta a Anonimato) Responder
      • curti seu comentario

        haroldo / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • O ideal é que se divulgue mais os erros médios e graves do que os problemas “simples”. Senão o que ocorre é que o senso de alerta de alguns acaba vendo os sistemas férreos de forma negativa (algo costumaz a propósito) e evita de pegar o trem por medo ou desconhecimento.

        De fato, aumentou infelizmente nestes últimos meses os problemas – quatro descarrilamentos (sendo três com composições operacionais), uma batida e as velhas enchentes e superlotações.

        Ainda acho que falta campanhas para ajudar ao menos a fazer o usuário de transporte fazer escolhas relevantes na hora de se locomover pela cidade.

        Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
    • Exageros a parte, é notavel que aumentou o numero de falhas e problemas no sistema metroferroviário, principalmente na CPTM, onde o governador se preocupa apenas em entregar trens novos pois dá visibilidade e votos, mas deixa a infraestrutura em ultimo plano…..

      Renato / (em resposta a Anonimato) Responder
      • Para sabermos se esses números são muito ou pouco, teria que ser comparada a outros Metrôs padrão que sirva de exemplos a ser seguido.

        Felix / (em resposta a Renato) Responder
        • O parâmetro na verdade deve ser si mesmo, se comparar com outros metrôs, há discrepâncias. Lembrando que a malha de São Paulo é diferente de qualquer outra.

          Se há aumentos de falhas, que se investigue. Mas se há problemas “corriqueiros”, que se estude de onde vem para poder muda-los.

          Anonimato / (em resposta a Felix) Responder
          • exato, ficar contando problemas e comparar com outros não resolve, se for pra buscar a raiz do problema e contornar é super válido, se for só para levantar números não vale a pena.

            Alexandre i / (em resposta a Anonimato)
          • Exatamente.. As comparações, ao contrário de equilibrar, podem apenas expor o quão diferente são cidades, países, sistemas, necessidades..

            Além do mais, sabemos que muitas coisas que acontecem por aqui são por erros primários de projeto e administração que poderiam ser resolvidos em grande parte apenas por boa vontade, afinal no Brasil mesmo temos centros com excelentes técnicos e tecnologia.

            O.Juliano / (em resposta a Anonimato)
    • Mas muitos problemas simples em um mesmo dia prejudicam a circulação de trens muito mais que alguns problemas médios, o ideal seria que se evitasse ao maximo esses problemas, porém há tendência é só piorar !!!

      Rafael / (em resposta a Anonimato) Responder
  3. Sempre vou repetir o mesmo, novidade?

    Rodrigo Santos / Responder

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