Governo Federal concede 4 aeroportos a iniciativa privada

O Governo Federal conseguiu leiloar nesta quinta, 16, os 4 aeroportos previstos e arrecadou R$ 3.72 bilhões, cerca de 23% acima do valor esperado pelo governo de R$ 3,014 bilhões. Este é o primeiro leilão da gestão Temer e o primeiro sem a participação da Infraero.

 

Os lances mínimos foram fixados com base em 25% do valor da outorga e esses valores terão que ser pagos no momento da assinatura do contrato. O governo garantiu uma arrecadação para esta etapa no valor de R$ 1,46 bilhão, o que representa um ágio de quase 100% sobre o mínimo estabelecido pelo edital (R$ 753 milhões).

Veja abaixo os vencdedores por aeroporto:

  • Fortaleza: Fraport AG Frankfurt Airport Services (Alemanha)
  • Salvador: Vinci Airports (França)
  • Florianópolis: Zurich International Airport AG (Suíça)
  • Porto Alegre: Fraport AG Frankfurt Airport Services (Alemanha)

A Zurich International Airport AG hoje administra o maior aeroporto da Suíça, em Zurique e registra circulação de 25 milhões de passageiros por ano, com quase 270 mil voos ao ano e 400 mil toneladas de carga transportada. Também faz parte do consórcio que administra o aeroporto de Confins, em Minas Gerais.

 

A Fraport administra aeroportos em todos os continentes: cinco na Europa, sendo o de Franfkurt, um dos mais modernos do mundo, um deles – cinco na Ásia , dois na África e um na América Latina e registra um tráfego anual de mais de 99 milhões de passageiros.

 

Já a francesa Vinci opera 35 aeroportos ao redor do mundo.

 

O prazo de concessão será de 30 anos, com excessão de Porto Alegre que será 25.

 

Entre os principais investimentos que deverão ser realizados pelos futuros operadores estão a ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e das pistas de pouso e decolagem. Também estão previstos o aumento do número de pontes de embarque, ampliação dos estacionamentos de veículos.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

10 Comentários deste post

  1. Vai gastando, afundando o País e vendendo os ativos brasileiros para continuar a fazer a mesma politica entreguista e incompetente para continuar gastando erroneamente. 0Vai chegar a hora que o Brasil estará devendo até as calcas e sem nada para vender e remefiar o problema.Não temos politicos que pensa no País. Sai desgoverno, entra desgoverno e tudo continua a mesma draga.

    Felix / Responder
    • Um comentário bastante sensato e lúcido vindo de vc, Felix. Parabéns!

      Gapre / (em resposta a Felix) Responder
    • Concordo plenamente.

      Juarez Costa / (em resposta a Felix) Responder
    • Os politicos são apenas o REFLEXO de seus eleitores e atendem plenamente aos anseios dos mesmos. A maioria não cobra, fiscaliza, pressiona e nem exige o cumprimento das promessas….logo

      Renato / (em resposta a Felix) Responder
      • 80% certo. Os políticos são o reflexo dos eleitores = 100%. A maioria não cobre, fiscaliza, pressiona e exige cumprimento. Quase. Na verdade nem a própria população se auto fiscaliza, auto pressiona e auto exige o cumprimento de leis. Só reclama.

        Anonimato / (em resposta a Renato) Responder
  2. Gapre, se vc acompanhar meus comentários, verá que não sou contra a Privatização e nem contra a Estatização., desde que tenha bom senso, patriotismo e honestidade.Uma Empresa Estatal pode ser tão Superavitaria como uma Empresa Privada ,desde que não tenha interferência politica ou de sindicatos, isso é extremamente maléfico.A França tinha privatizado a distribuição de água, viu que o preço ficou caro para os consumidores, agora voltou a ser Estatal e os preços melhoraram e a qualidade também.Os Correios do Brasil, antiga ECT era um exemplo para o mundo, era o melhor do mundo, depois de muita interferência politica/sindical , hoje é uma Empresa deficitária e seu Fundo de Pensão com problemas.A culpa não é se Estatal ou Privada, mas a culpa dos erros são das más Gestões.

    Felix / Responder
    • Sim, é mais ou menos o que eu penso também. Em algo concordamos. Prefiro que os serviços essenciais sejam estatais por patriotismo, pra garantir que eles serão prestados e dar maior valorização aos seus empregados. No entanto, caso o Estado se mostre incompetente e não consiga proceder a isso, então faça concessões, privatizações, etc, desde que não sejam doações e se garanta que o serviço será prestado a toda população a um valor justo.

      Gapre / (em resposta a Felix) Responder
  3. Já era tempo. A falida ideia de obrigar as empresas estrangeiras a ter como sócia a Infraero, espantou a maioria dos interessados nas concessões anteriores, pois criava absurdos como vistos em Viracopos, onde funcionários da Infraero não aproveitados pela empresa vencedora da concessão eram realocados em funções como ” observador de praça de alimentação”. Sim, uma pessoa ficava o dia todo olhando a praça de alimentação. Imagina: você ganha a licitação e no dia seguinte a Infraero aparece com uma lista enorme de funcionários dela que precisam ser realocados por você. E pior, você descobre que bastaria apenas metade daquela lista pra fazer o aeroporto funcionar com eficiência.
    Qualquer coisa que esteja no controle do estado, inevitavelmente será contaminado pela politicagem, pois é disso que vive o estado. E lembrem-se que o Estado por natureza é monopolista, pois ele é o único prestador do serviço. Ruim ou bom, você não terá pra onde fugir.

    gustavo / Responder
  4. Privatizaram as Empresas de Telefonia, quantos telefones o brasileiro já pagou de 1998 até 2017 só pagando mensalmente a taxa minima? Será que se desse essa mensalidade para as Estatais não melhoraríamos as Empresas brasileiras? Cadê os orelhões que eram bem cuidados pela Telesp?Para onde foi o dinheiro que eram gastos com manutenções de orelhões ?

    Felix / Responder
    • Felix, seria um mundo perfeito se pudéssemos ter um serviço de qualidade e altamente competitivo operado pelo Estado, mas sabemos que isso é difícil justamente pelo fato dele ser infestado pelo jogo político. Já que mencionou a telefonia, basta ler um pouco sobre a história da Telebras, que no auge da ineficiência (um pouco antes de ser privatizada), vendia linhas por mais de mil dólares na época, o que daria muito mais que isso hoje em dia. Quem pagasse esse valor, tinha que esperar até 6 anos para ter a linha instalada em casa.
      E você acha que era assim por falta de recursos? Não, pois a TELEBRAS reinava absoluta na oferta do serviço. Era uma ineficiência inerente ao estado, coisa que não muda, pois não é interesse do estado ser competitivo em fornecer um serviço que ele é o único ofertante.

      gustavo / (em resposta a Felix) Responder

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