Rodovia

A rodovia secreta no litoral norte de São Paulo

São dois viadutos, sendo que um deles possui 40 metros de altura e 300 metros de comprimento, e fica a cerca de 13 km da orla de São Sebastião. Era para carros e ônibus, mas atualmente é usado por praticantes de rapel e bungee jumping.

Estamos falando de um traçado que era previsto para a Rodovia Rio Santos, no trecho entre São Sebastião e Caraguatatuba, mas que acabou sendo suprimido na década 70. O fato foi abordado pelo site Plamurb, e o Via Trolebus fez uma entrevista com o criador da página, Thiago Silva, conforme vídeo acima.

A obra evidentemente não saiu do papel, e quem se desloca pela litoral norte de São Paulo fica refém da rodovia atual bem mais demorada, tortuosa, porém com belas paisagens.

O traçado suprimido, segundo Thiago, sairia da região do Rio Juqueriquerê, próximo ao Porto Novo em Caraguatatuba, à Praia de Camburi, em São Sebastião.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

1 comentário

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  • Os viadutos abandonados na Serra do Mar que fariam parte da Rodovia Rio-Santos

    A questão trata-se de mais uma das múltiplas obras paradas e abandonadas e dinheiro perdido ou mal utilizado.
    Os dois viadutos em questão fariam parte da rodovia Rio-Cubatão, que mais tarde acabou virando a conhecida Rio-Santos. As obras foram executadas na década de 70 pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), que mais tarde viria a se tornar o atual DNIT.
    Até ser inaugurado, o trecho compreendido entre Ubatuba e Santos sofreu mudanças e fez com que esses dois viadutos ficassem abandonados em plena Serra do Mar, com algumas vigas soltas e parte do terreno terraplanado.
    Na época do regime militar, o empreendimento foi pensado como uma extensão da BR-101, que terminava em Ubatuba, na divisa com o estado do Rio de Janeiro, e a ideia era ir até a cidade de Cubatão, na baixa santista. A previsão de entrega da obra era para o ano de 1971, o que acabou não acontecendo, após a primeira revisão do projeto, onde ficou decidido que a rodovia acabaria em Santos e não mais em Cubatão. O prazo foi postergado para o ano de 1975, que também acabou não ocorrendo.
    A outra mudança diz respeito ao trecho abandonado. A ideia era interligar a baixada do Rio Juqueriquerê, próximo ao Porto Novo em Caraguatatuba, à Praia de Camburi, em São Sebastião e os dois viadutos seriam usados nessa ligação.
    As construtoras que fizeram essas obras foram a Serveng-Civilsan, Camargo Corrêa, Mendes Junior e Queiroz Galvão. Desses lotes que ficaram abandonados, nenhum passou dos 50% de execução e juntos eles custaram cerca de US$ 150 milhões em valores correspondentes ao ano de 2015, quando a reportagem foi publicada.
    Após a decisão de não mais usar os viadutos, o governo optou por um projeto mais barato, mais modesto, optando por fazer a Rodovia Rio-Santos margeando o litoral, como é hoje. Um desses viadutos abandonados possui 40 metros de altura e 300 metros de comprimento. Ele fica a cerca de 13 km da orla de São Sebastião. Importante ressaltar que caso esse trecho tivesse saído do papel, o tempo de deslocamento seria muito menor, evidentemente. Basta olhar o traçado da Rio-Santos como é hoje. Por outro lado, como seria o atendimento à faixa litorânea? Provavelmente teriam feito os dois caminhos e quem estivesse apenas de passagem usaria os viadutos. Trata-se de um grande atalho em anel que encurtaria muito o tempo de viagem e como conseqüência o consumo de combustíveis de forma significante entre Caraguatatuba e São Sebastião, além de desenvolver muito a região, retirando a obrigação do trafego de cargas passar pela orla litorânea com a opção de dois caminhos e para quem estivesse apenas de passagem que seriam as maiorias usariam os viadutos, desta forma vejo total e plena viabilidade que este projeto seja retomado.

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