Foto: Metrô de SP
Metrô SP

Linha 5-Lilás do Metrô ganha upgrade no sistema elétrico. Frota F segue inoperante

O sistema de energia é vital para o funcionamento de eixos metroviários e ferroviários, e a medida em que mais trens entram em operação, a alimentação elétrica precisa ser mais robusta.

A linha 5-Lilás do Metrô teve trabalhos de reforços nos sistemas, de acordo com o presidente da companhia, Silvani Pereira, em suas redes sociais. O eixo metroviário que liga as estações Capão Redondo e Chácara Klabin, é operada pela ViaMobilidade. Mas alguns trabalhos de melhorias ainda estão a cargo da estatal.

“Finalizamos a instalação do reforço de 22kv em toda a extensão da Linha 5-Lilás. Foram usados 48.366 metros de cabo para proporciona uma melhoria em todo o sistema de alimentação elétrica”, disse Silvani no post.

Nem sinal da frota F

A linha 5 pode ter tido melhorias no sistema de energia, mas isso não significa, por enquanto, incremento na oferta de composições com a frota F, chamada de série 500 fase I.

Em junho o Metrô havia liberado e ajustados os trens para uso na Linha 5-Lilás, e naquele mês a ViaMobilidade, concessionária responsável pelo eixo metroviário, confirmou a volta das composições. Perguntado pelo Via Trolebus sobre o retorno das composições na época, a concessionária disse que “os trens da Frota F que estão sendo liberados parcialmente pelo Metrô passarão por um período de testes e ajustes”.

Passado seis meses, as oito unidades do modelo Metropolis ainda não voltaram a levar passageiros. Mas, em uma reposta nas redes sociais no mês de outubro, a concessionária diz que as composições voltam em breve e que a empresa ainda aguarda o recebimento oficial por parte do governo estadual para a concessionária:

Já o presidente do Metrô, na postagem que falou sobre o upgrade no sistema de energia, respondeu a um usuário que a “utilização da Frota F está sob gestão da Via Mobilidade”.

Fontes ouvidas pelo site dão conta de que há problemas na integração entre os oito trens que estão inoperantes desde 2017, e o sistema de sinalização CBTC.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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    • E você queria o que? Concessão é assim! A ViaMobilidade é responsável pela operação e manutenção da linha, por determinado período.

      A Linha 5-Lilás continua e continuará sendo patrimônio do Metrô! Logo não se pode cobrar da ViaMobilidade o que não está em contrato. Se existe revolta, cobrem o governo que está montando as concessões. Falar em governo, já deu de psdb né SP?

    • Por que antes de comentar não busca o contrato de concessão e procura estudá-lo cláusula por cláusula para entender a razão disso??? A Via Mobilidade já tem feito investimentos que cabem a ela desde que começou a concessão, o problema central são as pendências deixadas pelo Metrô antes dela assumir.

      • meus caros acionistas da CCR, nao estou cobrando da viamobilidade o que nao está em contrato, mas justamente se criar contratos onde a concessionaria tenha o minimo de investimentos. até porque, a justificativa da concessao nao é justamente diminuir o investimento do estado??? nao é isso o que diz o governo? acho q voces tem o minimo de neuronios para entender o que eu escrevi.

        mas aqui no Brasil, a galinha bate palma pra raposa. governantes fazem o que bem entendem com o dinheiro de nossos impostos, mas tudo em nome de um negacionismo do estado, é justificado …

  • 1º A responsabilidade pela adaptação dos trens fabricados pela Alstom (Alstom-Metrópolis), mais conhecidos como Frota F para operar com o sistema CBTC-Controle de Trens Baseado em Comunicação, caberia à Bombardier em substituição ao ATC nos trens antigos pela atual Frota P, fabricada pela CAF foi bancada pelo Metrô.

    2º Também as instalações das portas de todas estações desta Linha 5-Lilás ficou a cargo do Metrô.

    3º Agora este upgrade na instalação do reforço em toda a extensão da Linha 5-Lilás, em que foram usados 48 km de cabos para proporcionar uma melhoria no sistema de distribuição da alimentação elétrica.

    Da mesma forma causa estranheza que os custos e a administração destas instalações e modernizações administradas pelo Metrô, e não pela concessionária, fica comprovado que estas concessões do PSDB são um negócio de pai para filho, e o risco econômico da concessionária é praticamente zero!

    Alô Ministério Público, vocês deveriam fiscalizar melhor estas concessões, pois trazem prejuízo para o Estado.

    • com certeza, amigo. o problema é que nossa sociedade engole facil esse discurso privatista do governo do estado. tudo em nome de um negacionismo ao estado. os contratos sao moldados de acordo com os interesses dos empresarios aliados, que ganham contratos de risco zero com o pretexto de “manter a saúde financeira da concessao”. balela. um dia q este país for serio, governantes assim nao servirão nem para administrar a casa deles.

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