Foto: Metrô de SP
Recordar é viver

Estação Corinthians-Itaquera do Metrô completa 32 anos

A estação Corinthians-Itaquera cumpre um papel importante na manhã metroviária de São Paulo, sendo ponto inicial ou final da Linha 3-Vermelha do Metrô, a mais demandada do sistema. Faz ainda conexão com a Linha 11-Coral da CPTM, e com diversas linhas de ônibus que atendem ao terminal anexo na piso térreo da parada.

A grande estação completa 32 anos nesta quinta-feira, 1º d outubro de 2020. A operadora lembrou o fato por meio de uma postagem nas redes sociais do tipo TBT. “Sua construção levou o Metrô para uma das regiões mais populosas da Capital, ajudando no seu desenvolvimento” – disse o Metrô.

Não seria a estação final do Metrô

Os trens já passavam por Guaianases, e a modernização no transporte chegou de fato ao distante bairro da Zona Leste de São Paulo, no limite da capital com Ferraz de Vasconcelos. Mas, apesar da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM ter introduzido o Expresso Leste na antiga Linha E, originalmente o trecho em subterrâneo foi vendido pelo governo como sendo do Metrô, o que seria a Linha 6-Laranja no eixo Barra Funda-Guaianases.

É o que mostra um material de divulgação na época das obras:

Ligação do Pátio com Guaianases

O viaduto de ligação entre a estação Corinthians-Itaquera e o Pátio de mesmo nome contem uma espécie de “saída” à leste, que indica que poderia ser construído uma alça de acesso do pátio até Guaianases.

Frota de trens chegou a ser licitada

Em 1991 a Companhia do Metropolitano de São Paulo realizou o processo de licitação nº 00800310 para a compra de 67 trens de 6 carros, que seriam divididos da seguinte forma :

  • Lote I – 45 trens para a Linha Vila Madalena-Vila Prudente;
  • Lote II- 22 trens, sendo 16 para complementação de frota da Linha 3 e 6 para a expansão Itaquera- Guaianases.

A concorrência pública foi vencida pela Mafersa, no entanto a empresa nunca conseguiu fabricar os trens, já que acabou falindo em meio a uma grave crise econômica.

A Alstom acabou retomando a fabricação de 11 trens do Lote II em 1996, tendo sido entregues em setembro de 1999. São os atuais trens da frota E:

Foto: Renato Lobo | Via Trolebus

Do Metrô para a CPTM

Em 1987 o governador Orestes Quércia encomenda ao Metrô um estudo sobre a ampliação da Linha Leste-Oeste do Metrô até Guaianases. Os resultados do estudo indicaram que a mera expansão da linha do metrô causaria o colapso do eixo metroviário por superlotação, indicando que a solução ideal seria a revitalização da ferrovia administrada pela CBTU –  Companhia Brasileira de Trens Urbanos, antecessora operadora da ferrovia antes da CPTM.

Contrariando os estudos, Quércia lançou as obras em 14 de outubro daquele ano. Naquele momento o estado de São Paulo estava endividado com o BNDES, de forma que as obras ficaram rapidamente sem fundos, sendo paralisadas até maio de 1988, quando foram retomadas. Mas as construções acabaram completamente abandonadas em 1992, durante a gestão Fleury.

Em 1995, na gestão Covas, as obras são retomadas pela CPTM, que possuía condições financeiras de assumir o financiamento das construções com o BNDES, tendo sido inaugurada em 27 de maio de 2000.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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