Foto: Renato Lobo
CPTM

Há 10 anos governo estadual promete serviço da CPTM no “padrão metrô”

Vamos colocar os trens da CPTM no padrão Metrô”. A mesma frase foi usada em décadas diferentes. José Serra, em 2008, quando entregava uma nova estação para a Linha 12-Safira, e João Doria, em diversas entrevistas e até na campanha eleitoral.

A promessa de tornar os serviços de trens urbanos para o padrão atual nas linhas metroviárias corresponde a reduções no intervalo e melhorias nas estações. No entanto, passados mais de 10 anos, nem todos os aspectos evoluíram.

A frase usada pelos governadores as vezes incomoda trabalhadores da ferrovia, uma vez que a companhia possui caraterísticas diferentes da operação metroviária, como o espaçamento de estações e o carregamento.

Em todo casos, os governantes insistem nesta definição.

Nomenclaturas 

Também em 2008, a administração pública alterou a nomenclatura das linhas para, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos – STM, promover “a uniformização da comunicação visual dos dois sistemas e para facilitar a locomoção e a localização dos usuários e de turistas”, integrando-as à nomenclatura utilizada pelo Metrô.

Quando a CPTM foi criada, em 1992, as linhas já tinham cada uma sua cor e seu nome. Os nomes foram unificados, sendo chamadas por letras, em ordem alfabética:

  • Linha A – Marrom (Luz/Francisco Morato/Jundiaí)
  • Linha B – Cinza (Júlio Prestes/Itapevi/Amador Bueno)
  • Linha C – Celeste (Osasco/Jurubatuba/Varginha)
  • Linha D – Bege (Luz/Rio Grande da Serra/Paranapiacaba)
  • Linha E – Laranja (Brás/Guaianases/Estudantes)
  • Linha F – Violeta (Brás/Calmon Viana)

Intervalo de trens

Não apenas as nomenclaturas, mas os serviço entre as duas empresas, de forma a se assemelharem, também era alvo das promessas. No final de década passada, já eram previstos intervalos de 3 minutos em todas as linhas.

Os prazos para instalação de novos sistemas de sinalização que permitiria a redução dos intervalos nos então 260 km de linhas metropolitanas, foram dadas a partir de 2007, e até 2012 todos as ligações ferroviárias deveriam contar com a nova funcionalidade.

Os intervalos de fato reduziram, sem que a empresa tenha conseguido implantar as tecnologias. Parte deste feito foi com a compra de novas composições. Nas linhas 9-Esmeralda e 11-Coral, em alguns trechos e alguns horários, o intervalos chega a 4 minutos. Mas nas demais os intervalos no horário de pico são a partir de 5 minutos.

Em termos comparativos, o intervalos entre trens na Linha 3-Vermelha do Metrô, o intervalo no pico é de dois minutos. Na década passada, a espera nas plataformas dos trens metropolitanos eram superiores a 10 minutos.

Estações

Parte das estações foram reformadas. No entanto, uma outra parte considerável ainda não é acessível. Isso significa que 32 das 94 paradas ainda não estão prontas para receber pessoas com deficiência. A atual administração tem como meta a readequação de 32 estações, com previsão de entrega para 2022.

 

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

Clique aqui para postar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Publicidade

Assuntos

Cadastre-se em nossa newsletter!