Metrô estuda aposentar trens da frota E

Colaboração de Rodrigo Lopes

O Metrô de São Paulo pode retirar os trens da frota E de operação, caso o processo de leasing de novas composições se mostre viável.

A declaração é do presidente da companhia, Silvani Alves Pereira, na noite desta terça-feira, 05 de fevereiro, durante encontro com portais de mobilidade.

O processo de “locação” seria para 19 trens, sendo que 11 deles seriam para substituir as composições da frota E, que atualmente rodam na Linha 1-Azul. São as únicas unidades da companhia que não contam com ar condicionado.

A Frota E foi originalmente fabricado pela Alstom entre os anos de 1998 e 1999 para servir a até então projetada extensão do ramal Leste-Oeste.

A operadora, nessa época, já mantinha trens das Frotas C e D em circulação na Linha Leste-Oeste. Pelos planos de extensão, os novos 11 trens foram necessários.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

17 Comentários deste post

  1. Esses trens tem praticamente 20 anos não seria mais prudente moderniza -los??
    Afinal o metrô tem frotas bem mais velhas que foram modernizadas

    Fabiano / Responder
  2. Tem é que privatizar, todos os dias esses trens velhos dão algum problema é atrasam a vida dos trabalhadores.

    Jjr / Responder
    • Privatizar por que??? Acha que empresa privada vai gastar dinheiro com o seu conforto? O que importa é boa gestão, independente de ser pública ou privada!

      Gabriel P. / (em resposta a Jjr) Responder
    • O que uma coisa tem a ver com a outra? Caso ocorresse a privatização da CMSP, os trens da frota E continuariam lá (assim como ocorreu com a frota F na linha 5), e o processo de modernização das frotas A, C e D e as compras dos trens das frotas G, H e P foram feitas pela CMSP como empresa estatal.
      Fora que, a maior dos problemas e acidentes recentes foram por conta não dos trens, mas sim por intervenção humana ou por problemas no sistema de controle dos trens, que estão sendo modernizados para o sistema CBTC…

      Francis / (em resposta a Jjr) Responder
      • Não to querendo defender o Governo do Estado e nem o Metrô e a CPTM. Mas gostaria de pontuar algumas coisas:
        1 A construção de linhas e aquisição de frota sempre foram bancadas pelo poder público, seja no caso de empresas estatais ou privadas (dou como exemplo os novos trens da Supervia, Metrorio e Metrô de Buenos Aires);
        2 Geralmente a tarifa e os subsídios cobrem apenas os custos da operação, a substituição da frota entra como investimento, ou seja, precisam de outra fonte de recursos;
        3 Podemos e devemos cobrar melhor uso do dinheiro público e o combate à corrupção, mas não devemos esquecer que mesmo o Estado mais rico do Brasil não tem capacidade de investimento tão alta a ponto de propiciar a troca rápida da frota;
        4 Ao mesmo tempo que troca a frota do Metrô e CPTM o governo investe na infra-estrutura dos dois sistemas. No caso da CPTM é bastante complexo e caro, reformar/adaptar todas as estações, melhorar os sistemas de sinalização, obras na via permanente e na rede elétrica, etc; no Metrô só me vem à mente agora a conclusão das obras e investimento em sinalização.
        Como disse no começo, não quero defender o Governo, só quero dizer que devemos pensar de uma maneira mais global. Temos uma demanda alta em várias áreas e nossa capacidade de investimento não é tão alta.

        Rafael Oliveira / (em resposta a Francis) Responder
  3. Absurdo ainda existir metrô sem ar condicionado, principalmente com o calorão que tava fazendo!

    Gabriel P. / Responder
    • Verdade. Sou um entre muitos passageiros que preferem esperar na plataforma pelo trem com ar condicionado a entrar em um vagão antigo, barulhento e abafado.

      Rogério / (em resposta a Gabriel P.) Responder
  4. Tem gente que não entende que uma estatal custa mais caro. Mesmo que a tarifa seja mais barato. É difícil.

    Henri Breton / Responder
  5. Privatizar é sinônimo de sucatear, não haverá bons serviços, jamais, sucateando trens e desvalorizando seus empregados.

    Agnaldo Ferreira Amorim / Responder
  6. Estuda? a linha 2 verde deveria era ter todos os modelos novos, já que só passa em estações de lugares nobres, seria o mínimo, e ter portas em todas as plataformas, piada.

    Rodrigo Santos / Responder
  7. Infelizmente reformar qualquer coisa nesse pais sempre fica mais carro do que comprar um novo, e geralmente fica uma porcaria, são como os ônibus, as vezes ele esta até que aparentemente em condições de rodar mais alguns anos, mas geralmente apos 7 anos de serviço a parte eletrica e hidráulica já foi pro beleleu, certa vez um engenheiro disse que um ônibus coletivo e considerado novo ate 3 anos de uso, com cinco anos ele já e velho, com sete anos é muito velho, com dez anos ele já não poderia mais estar rodando.

    PEDRO ELVIS / Responder
  8. mas então pq eles quiseram reformar esses antigos (a c d) sabendo do preço que sairia mais caro que um novo? na minha opinião como a linha 1 vai demorar muito pra instalação de cbtc a frota E poderia ser utilizada até la ou ao menos com reserva técnica em caso de necessidade / outra coisa pra tirarem a frota E irão precisar de uma frota nova / a frota E pelo que sei não e tão antiga assim, um pouco mais velha que a frota F, tem praticamente duas décadas de uso

    Johnny Viana / Responder
    • Bom tem uma matéria aqui de janeiro acho, que diz que o governo estuda comprar novos trens para o Metro, faria sentido aposentar essa frota da linha 2, o mais absurdo mesmo e instalarem porcamente o CBTC na linha 2, utilizando os trens da linha 1, e realocando os da frota G da linha 2 pra linha 3, ou seja tem algo bem errado ai, falta de trens novos pra instalar mais rapidamente o CBTC, e a incompetência de comprar um que já venha pronto pra instalar essa tecnologia, porque creio que os trilhos eletrificados já tenha essa tecnologia pronta faz um bom tempo.

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