Entrega de ônibus em Sorocaba impulsiona chegada de BRT

Em Sorocaba, o prefeito José Crespo lançou a licitação referente ao sistema de BRT de Sorocaba, a ser implantado futuramente no Eixo Norte-Sul, percorrendo vias como Itavuvu e Ipanema e também, no eixo Leste-Oeste, pela Avenida São Paulo e faixas exclusivas que seguirão até o Centro da cidade.

Os veículos, foram adquiridos pelo Consórcio Sorocaba (ConSor) e são de carroceria Caio Millenium BRT montados sobre chassi Scania, com portas altas à esquerda.

Foram apresentados então, à população os veículos que irão compor a frota dos corredores, incluindo adequações às normas de acessibilidade, emissões de poluentes e também, comunicação visual imposta pela prefeitura e a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba (URBES), gestora dos transportes da cidade.

Segundo a Prefeitura Municipal de Sorocaba, a cidade conta com “107 linhas de ônibus em operação que percorrem a cidade de norte a sul e de leste a oeste“.

Enquanto as obras não se iniciam (ou não terminam) na cidade, os veículos atenderão normalmente as linhas existentes da cidade.

 

Novo Ônibus Articulado de Sorocaba. Portas dos dois lados. Na esquerda, são altas e em nível com as novas paradas. Foto: Agência Sorocaba/ PMS

 


Autor: Rodrigo Lopes

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Paulistano, formado em Logística e graduando de Tecnologia em Transporte Terrestre, sempre gostou de transportes e tudo o que envolve a mobilidade, transportes e planejamento urbano. Participa de projetos relacionados a preservação ferroviária, transporte não poluente e gestão pública. Criador do Boletim do Transporte em 2011, desde Abril de 2018, colabora com o Via Trólebus.

7 Comentários deste post

  1. Montados sobre chassi Scania e motores movidos à óleo diesel.
    Se fosse na matriz sueca os veículos seriam elétricos.
    De Sorocaba a Campinas são uns 50 km e em Campinas tem uma fábrica de ônibus elétricos,
    mas os políticos brasileiros preferem os barulhentos e poluentes ônibus à diesel, até porque
    a Petrobrás precisa sobreviver.

    • Sempre haverá um interesse por trás, além de serem mais baratos a diesel, não que isso impeça que tenham alguns elétricos rodando, mais e questão de interesses mesmo, e chassi também e uma máfia no caso da Caio, e o governo propositalmente não deixa entrar empresas de fora pra competir, algo que não e só em transporte sabemos, seja telefonia, internet etc, tudo tem monopólio no Brasil propositalmente, em SP por exemplo muitas linhas centrais já poderiam roda com ônibus elétricos ha tempos, e porque não querem mesmo, por interesses e etc, uma vergonha.

      • Obs: Quando digo elétrico seria hibrido ou a bateria,s porque o elétrico aéreo comum já temos claro.

        • Concordo com o que você disse, no Brasil sempre há interesses políticos e empresariais por trás.
          Quanto a carroceria, tanto a Marcopolo como a Caio(que hoje é administrada pelo Grupo Ruas) já estão
          fazendo carrocerias para a BYD.
          O preço dos ônibus elétricos apesar de mais caros, a BYD já oferece as baterias em sistema de leasing,
          Portanto o preço do ônibus cai muito.
          Em relação ao custo da energia elétrica, é muito mais barato o km rodado à energia do que a diesel,
          mesmo com a atual tarifa de energia.
          E sem contar que motores elétricos não necessitam trocas de óleo e filtros, o que acarretam em economia.
          E os ganhos ambientais são imensos.

  2. Ônibus elétrico é mais caro de adquirir e manter. Enquanto a eletricidade for cara (e sem subsídios para transporte), nada vai mudar.

    Ivo /
    • Existe mesmo essa questão do custo da energia também que é pouco falado.

      Em Santiago, Chile, vi uma notícia da venda por parte da BYD de 100 ônibus elétricos (quais imagino que serão encarroçados pela própria BYD). Trata-se de uma parceria com a Enel, companhia energética em Santiago que, inclusive, será de SP também depois de ter adquirido a AES Eletropaulo.

      Ou seja, tudo depende da vontade de muita gente: dos governos e das empresas privadas.

  3. Aliás, embora todos ônibus sejam à diesel – o que não é novidade por aqui -, vale destacar que são ônibus de qualidade superior a muitas capitais do Brasil! No “padrão SP” da licitação que nunca sai (exceto algumas especificidades da SPTrans).

    O.Juliano /

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