Alstom e parceiros lançam a Aliança de Descarbornização de Transporte

A Alstom e empresas, cidades e países parceiros se reuniram em Leipzig, na Alemanha, para o lançamento oficial da Aliança de Descarbornização de Transporte (ADT), uma aliança que tem o objetivo de catalisar a descarbonização no setor de transporte. O evento faz parte do Fórum Internacional do Transporte (FOT), que aconteceu de 23 a 25 de maio.

Com as emissões de transporte atualmente representando 25% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas a energia, a ADT reúne países, cidades e empresas líderes em uma “coalizão dos interessados” em procurar transformar o setor global de transporte para atingir emissões zero de poluentes antes de 2050. A ADT, que faz parte dos 12 compromissos assumidos na cúpula One Planet Summit promovida pelo presidente francês Emmanuel Macron em Paris, na França, em dezembro de 2017, facilitará a discussão sobre a descarbonização no contexto de processos de políticas corporativas globais, regionais, nacionais e locais, ao mesmo tempo em que demonstra que a descarbonização é tecnicamente viável, economicamente atraente e traz amplos benefícios sociais e ambientais.

 

A neutralidade de carbono no setor de mobilidade pode ser atingida; todos os sistemas de transporte precisam ser reinventados e transformados para enfrentar esse desafio. Com nossos parceiros na Aliança de Descarbonização de Transporte, queremos estar na vanguarda dessa transição”, afirmou Henri Poupart-Lafarge, Chairman e CEO da Alstom.

 

Na aliança, a Alstom se une a outras empresas-membro fundadoras CEiiA, EDP, ITAIPU Binacional, Michelin e PTV. Os países-membro da ADT são Costa Rica, Finlândia, França, Luxemburgo, Holanda e Portugal, com as cidades-membro de Curitiba (Brasil), Roterdã (Holanda), Lisboa (Portugal) e Frente Atlântica Porto-Gaia-Matosinhos (Portugal).

 

A Alstom está engajada no combate às mudanças climáticas há vários anos por meio de suas inovações sustentáveis, sua participação nos eventos da Conferência das Partes (COP) e seu apoio à Parceria Sustentável de Transporte de Baixo Carbono (SLoCaT) e ao Processo de Paris sobre Mobilidade e Clima (PPMC).

 

A fim de ajudar a impulsionar a neutralidade de carbono no transporte, a Alstom definiu sua estratégia em três pilares: colocar soluções elétricas com eficiência energética no centro de seu portfólio; permitir a transição energética para soluções de mobilidade sustentáveis; e descarbonizar suas operações.

 

Como um exemplo de suas inovações, a Alstom apresentou em 2016 o Coradia iLint, o primeiro trem movido a célula de hidrogênio do mundo. O trem regional é completamente livre de emissões e oferece uma alternativa sem precedentes aos trens a diesel para operação em linhas ferroviárias não eletrificadas. Alimentado por uma célula de combustível na qual o hidrogênio é convertido em energia elétrica, o Coradia iLint emite apenas vapor e água. A Alstom propõe o Coradia como parte de um sistema completo, incluindo trens e serviços relacionados, bem como a infraestrutura necessária para abastecê-los. O trem entrará em serviço regular na rota Cuxhaven-Bremervörde, na Baixa Saxônia, Alemanha, em 2018. No início deste ano, ele ganhou o GreenTec Award 2018 na categoria Mobility by Schaeffler.

Fonte: Assessoria Alstom


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

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