Santos Dumont recebe sistema de aproveitamento de água do ar condicionado

O Aeroporto Santos Dumont (RJ) concluiu a instalação do sistema de aproveitamento da água dos aparelhos de ar condicionado das salas de embarque e desembarque, área também conhecida como “conector”. Com o equipamento, é possível aproveitar até 600 mil litros de água por mês. Inicialmente, o volume captado será usado no sistema de aspersão de água sobre os vidros da sala de embarque, o que contribuirá na redução da temperatura do local, sendo o suficiente para suprir a demanda dessa área do terminal carioca durante o período de seca. 

 

O coordenador de Manutenção de Sistemas Civis do aeroporto, Ramón Gonzalez Cambeiro, explicou que os meses de abril a setembro figuram como o período de estiagem na capital fluminense, no qual são registradas também as temperaturas mais amenas. “Com isso, o consumo do sistema de aspersão é muito reduzido e a água captada do sistema de climatização servirá para manter a independência do sistema de reuso do Santos Dumont no período mais desfavorável“, destacou. Além disso, a Infraero também estuda a possibilidade de aproveitar o novo sistema para captar e aproveitar água da chuva que cai sobre essa área.  A expectativa é que esta parte do sistema esteja pronta para uso dentro de aproximadamente 90 dias.

 

Atualmente, o aeroporto já possui um grande sistema de aproveitamento de água que combina aproveitamento de água de chuva e aproveitamento da água de condensação dos equipamentos de ar condicionado situados no terminal de embarque, capaz de atender em quase 90% as bacias sanitárias e torneiras de limpeza, jardim e jardim e manutenção com fins não potável dos Terminais de Embarque e Desembarque do Santos Dumont, por quase todo o ano.

  

Como funciona o novo sistema

A obra concluída em março usa a gravidade para a captação da água, aproveitando o desnível existente para a drenagem do pátio de aeronaves. Um reservatório foi construído embaixo do conector que recebe a água captada que, através de bombeamento, chega ao reservatório de recalque onde recebe tratamentos químicos e filtração para poder ser utilizada.

 

Fonte: Assessoria Infraero


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

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