Linha 15: 5 estações para março e 3 para maio

O governador Geraldo Alckmin participou nesta terça-feira (20/02) da primeira viagem de trem para vistoria no novo trecho da Linha 15-Prata do Metrô. Foram inspecionados 5,5 km de vias do monotrilho entre as estações Oratório e Vila União.

 

De acordo com o cronograma de obras, cinco novas estações – São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União e Jardim Planalto – e mais 6,5 km de via elevada serão entregues à população em visita assistida neste mês de março. Já em maio está prevista a entregue das estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus e mais 3,6 km de vias.

 

A Linha 15, implantada em um projeto moderno e arrojado, é o primeiro monotrilho de alta capacidade de transporte do Brasil e vai conectar as regiões leste e sudeste a toda a rede de trilhos de São Paulo. Em operação desde 2014, entre Vila Prudente e Oratório, o ramal permite integração gratuita com a Linha 2-Verde e proporciona o acesso a uma rede de 339 km de trilhos, em 22 municípios, cobrando uma única tarifa. Quando pronto, o trecho de Oratório a São Mateus atenderá a 400 mil pessoas por dia.

 

O monotrilho possui características diferentes do metrô convencional. Suas estações são elevadas (em média, a 15 metros do solo) e com arquitetura leve que se integra a paisagem do local. Os trens são operados de modo totalmente automático e trafegam sobre vigas de concreto elevadas. Cada composição possui sete carros e capacidade para transportar mil passageiros por viagem.

 

As estações da Linha 15 – Prata apresentam soluções estéticas em concreto aparente e aço com grandes vedações em vidro, garantindo aos espaços públicos plena ventilação e iluminação natural. As plataformas são centrais, com 90m de comprimento e 9,90m de largura para acomodar as duas vias operacionais, possuem cobertura com estrutura metálica em arco, passarelas de emergência nas extremidades, sistema de portas automáticas para embarque/desembarque em toda sua extensão, escadas rolantes, escadas fixas, elevadores e bicicletários. Os acessos das estações situam-se em ambos os lados da avenida Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello. Todas as estações adotam conceitos de reurbanização e de paisagismo que integram a paisagem do entorno aos elementos arquitetônicos, possibilitando a melhoria da qualidade dos espaços públicos através da integração com outros modais – andar a pé, ciclovia e ônibus – gerando conforto ambiental e beleza, de forma a garantir áreas de convívio “estar” e áreas verdes entre os acessos das estações e o sistema viário adjacente.

 

Fonte: Assesoria Governo de SP


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

18 Comentários deste post

  1. Bah. Sou muito mais o brutalismo da Cruzeiro do Sul, aliado a alta capacidade

    Pedro Lucas /
    • Concordo! Sapopemba é o segundo distrito mais populoso de São Paulo, merecia um transporte de grande capacidade e não de média capacidade.

    • Não concordo, esse modelo gera muitos espaços degradados. Estamos em tempo de pensar na melhor forma de cidade.

      Agora, concordo que a capacidade do sistema vai ficar bem abaixo do necessário.

      • Ela já vai começar suas operações saturadas quando for até São Mateus, uma linha naquela região tinha que ser de alta capacidade, pois em uma região altamente povoada como aquela, duvido que o monotrilho vai dar conta de receber há alta demanda que há ali sem problemas.

  2. Ih….já começou a pipocar as entregas em parcelas a perder de vista….

    Em Abril muda o governo….graças a deus!

    Renato /
  3. Senta que lá vem novela mexicana, quer dizer, de tucano

    Thommy /
  4. Engraçado se pode dizer assim. Como que. Um monotrilho ir vila prudente até São Mateus.
    So isso já vai 400 mil usuários. Imagine qd levar até ipiranga com a CPTM×São Mateus até Cid. Tiradentes

    Leandro /
  5. Vai aliviar a Linha 3 Vermelha.

    Felix /
    • Com certeza!

      Agora preocupa um pouco como vai ficar aquele trechinho entre Tamanduateí e Chácara Klabin, provavelmente (suposição minha) muita gente que vem das Linhas 10 e 15 vai ter interesse em ir para a Linha Lilás, como a ligação é só pela Linha 2 é possível tenha superlotação e problemas no trecho. Embora não apareça nos planos de expansão, seria interessante que a Linha Lilás fosse estendida até a futura estação São Carlos que, segundo os planos da CPTM, seria uma das paradas do Expresso ABC.

      rafael oliveira / (em resposta a Felix)
  6. Hoje tive dificuldade para pegar ônibus na Inhaia Melo, espero realmente que o monotrilho faça alguma diferença.
    (Mas que também não retirem as linhas expressas que passam por lá).

    Tiago Gimenes /
  7. A realidade é que São Paulo precisaria de muito mais metrô. No entanto, não tem grana suficiente para fazer tudo. A solução do monotrilho, ao meu ver, não é adequada para essa região da Zona Leste. Era perfeitamente possível fazer uma linha de metrô convencional em elevado entre Vila prudente e São Mateus e, depois, para Cidade Tiradentes, como são os trechos Santana-Armênia a linha 1 e Santo Amaro-Capão Redondo da linha 5. Pode se fazer estações com bom gosto, sem brutalismo com alta capacidade. Quando ao metrô ,de modo geral, é ponto pacífico que SP e outras regiões metropolitanas no Brasil precisam de bem mais metrô, de preferência o metrô convencional, além de modernizar e ampliar o trem metropolitano. Monotrilhos viriam somente como complemento. No caso específico de SP, estamos falando da terceira aglomeração urbana do mundo. São 8 milhões de veículos, que são um grande problema,mas que poderiam ser parte da solução. A grana vai ter que sair do automóvel particular para financiar a cara e necessária expansão do metrô. Com R$ 3 diários cobrados de cada veículos,seriam cerca de R$ 66 reais mensais(22 dia súteis), cerca de R$ 750 anuais por carro, o que daria cerca de R$ 6,3 bi anuais, suficientes para fazer de 10 a 12 km de metrô convencional por ano. As PPPS e o orçamento atual do governo estadual se mostram soluções limitadas. A linha 6 e a 4 demonstram isso claramente. O custo do metrô é muito alto para ser bancado pelo setor privado,mesmo com PPPS, Creio que a iniciativa privada aceitaria bancar até uns 25% da obra, como fez na linha 4. Mais que isso, acho muito improvável. Com recursos desse montante, pode-se até ter um complemento de uns 20, 25% com recursos privados, e ,aí poderíamos ter expandir em até 15 km por ano o metrô. Mas os contribuintes estão descrentes , e com razão. Só que aí, teremos que nos contentar com expansões de, no máximo , 2kms por ano.

    robson bertezini /
    • Robson, concordo com praticamente tudo o que vc falou, exceto uma coisa: A parte do metro convencional em elevado.
      Nesse tipo de obra, existem 2 grandes problemas: O custo de desapropriação e a poluição visual.
      Uma obra de metro pesado em elevado ocupa muito mais espaço que um pilar de monotrilho. Assim, para se passar uma construção desse tipo sobre uma via é necessário “comer” boa parte das ruas, isso quando não se necessita desapropriar alguns imóveis. Assim, além de gerar um custo maior (as desapropriações são boa parte do gasto em obras viárias e similares) a parte sob os trilhos se tornaria bastante ociosa, isso se não for degradada.
      Quanto ao aspecto da poluição visual, na engenharia urbana atualmente tem se pregado a demolição de viadutos e construções mais “Brutas”, por terem suas partes inferiores degradadas, atrapalharem a incidência solar e sere esteticamente feios. Inclusive, teoricamente o monotrilho se encaixaria nesse tipo de construção, apesar de seus defensores tentarem justificar dizendo que seu design, por ser mais leve, contribui com a paisagem urbana. Na prática, o metrô convencional pode carregar o dobro de passageiros em relação ao monotrilho, só que sua perspectiva de vida é um pouco menor.

      • Concordo com o Francisco. Metrô de superfície em SP é inviável.

      • Francis, o problema que ali é uma região densamente povoada, o monotrilho ali não dara conta, ela já iniciara as suas operações até São Mateus saturada, no final da história, o custo benefício do monotrilho vai sair bem caro, que apesar de nessa linha ser implementado de forma equivocada, é uma ideia a ser olhada com bons olhos dependendo do projeto da linha !!!

  8. Até que enfim uma notícia sobre entrega das estações da linha 15. Há um tempo vinha pensando que falava-se muito sobre as linhas 4, 5 e 17 e nada da 15. Mas fiquei triste de saber que não vão entregar todas em Março. Podem até entregar essas 5 agora em Março (isso se não jogarem pra Abril) mas já to duvidando da entrega das outras em Maio. Agora, o que falta pra botar em prática o restante da linha? (Vila Prudente/Ipiranga e São Mateus/Hospital Cidade Tiradentes)

    Rodrigo Branquinho /
  9. LAMENTO EM DIZER, MAS NÃO FOI DESTA VEZ QQUE VCS ACERTARAM…
    Como podem dizer que a linha 15 Prata estas estações ficará prontas em Março, se falta uma semana
    para o Mês terminar…
    Estações: São Lucas; Camilo Haddad; Vila Tolstoi; Vila União e Jd. Planalto, tudo em fase de acabamento,
    calçadas sem terminarem, reparos precisando em ser feitos alguns detalhes, passarelas incompletas, e tantas outras coisas
    de acabamento que precisam ser feitos e não foram,
    JÁ VÃO LIBERAR A SEMANA QUE VEM???
    Quem inventou esta historia para ser publicado sem ter certeza…
    Desmente???

    Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, faltando um monte de detalhes para acabamento
    ser inaugurado em Maio???
    Gente, onde vcs estão com a cabeça para publicar um negócio deste?

    Faltando um mês para eleição, acredito até que possa acontecer,
    neste prazo acima divulgado… Esquece, mais uma semana termina o mês de Março
    se quiserem atualizar esta publicação dizendo que a INAUGURAÇÃO VAI SER 1º DE ABRIL
    do trecho São Lucas ao Planalto… vamos dar um voto ao inventor que está sonhando no
    Conta tempo…

    Santos /
  10. TERMINAL VILA PRUDENTE DE ENFEITE; Ninguém fala nada e nós sofrendo por conta de transtorno naqueles 3 pontos em horários de pico;
    A jogada é esta; ISTO VCS PODEM TER CERTEZA;
    Vão reduzir muitas linhas desta área 5 sudeste(Sapopemba/São Lucas/ V.Alpina) sendo remanejadas para o novo terminal VP,
    tirando o trajeto da Mooca e do Centro, Ipiranga, Cambuci e daí por diante para colocarem
    no esperado Terminal; Com apenas a Linha 5109-10; 5110-10 e 3160-10 Via Moóca com a cesso ao Centro;
    = o Terminal Sacomã q retiraram muitas linhas q faziam o Centro antigamente, deixando apenas a linha 5105 e 5107 com acesso ao Centro-SP

    ISTO DEVERÁ ACONTECER ANTES DO NOVO PROJETO DE LICITAÇÃO PROMETIDA PARA ALGUNS ANOS SOBRE O REMANEJMAMENTO GERAL Q VAI ACONTECER EM TODA CAPITAL DE SP.

    SE PREPAREM

    Santos /

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