Governo de SP pode construir a Linha 6 – Laranja

O secretário dos transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse neste sábado, 24, em evento na futura estação Congonhas, da linha 17 – ouro, que o Governo do Estado pode mudar a forma de concessão da futura linha 6 – laranja, do Metrô, e pode ficar responsável pela sua construção e depois passar a iniciativa privada.

“Nós podemos avaliar se nós vamos continuar fazendo um projeto de concessão integral ou em partes. Em vez de que o concessionário faça tudo, nós podemos fazer a obra. Vamos avaliar o que é mais conveniente”, afirmou.

A linha 6, ligará a Brasilândia a estação São Joaquim, e está com as obras paradas há 1 ano e meio quando o atual concessionário, a Move SP, teve problemas financeiros e não conseguiu empréstimos para tocar a obra.

Desde então, foi tentado um acordo com a empresa China Railway Engineering Corporation Ltd. (CREC) para que ela comprasse a concessão porém o negócio não vingou e agora o contrato deve ser caducado.

 


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

13 Comentários deste post

  1. Assumindo entrega daqui 20 anos, sem dúvida.

  2. “responsável pela sua construção e depois passar a iniciativa privada”

    Sempre isso, constroi para depois passar de mão beijada para a “empresariada” sangue-suga., ai fica fácil né, haja rabo preso.

    Felipe /
  3. Se construir e operar metrô fosse lucrativo teria um monte de empresas interessas, o que esse caso da Linha 6 mostra é que PPP (seja em SP ou Salvador) só funciona assim:
    o GOVERNO arca com custos judiciais de desapropriações
    o GOVERNO garante o licenciamento ambiental,
    o GOVERNO banca metade da obra,
    o GOVERNO financia a outra metade da obra,
    o GOVERNO se responsabiliza pelos atrasos,
    o GOVERNO garante o lucro da empresa, mesmo se a linha for deficitária,

    o PRIVADO fica com a imagem de gestão responsável,
    o PRIVADO financia o caixa dois da campanha.

    E ainda tem gente que acha que o problema do país são os sindicatos…

    rafael oliveira /
    • tem muita coisa errada !!!! o proximo governador ou vai escancarar os erros que a gestão anterior fez, ou vai seguir a mesma linha existente

      vinicius pesse / (em resposta a rafael oliveira)
    • Muito bom comentário Rafael!
      E tem gente que acha que a iniciativa privada é maravilhosa, quando na verdade as maracutaias que tem lá até superam as que ocorrem nas empresas estatais.

      Rafael de Souza / (em resposta a rafael oliveira)
    • Eu concordo que seja Estatal, só e somente só, se não tiver ingerência Politico/Sindical.Tem que ser Gerida exclusivqmente por Funcionários qualificados.Os Correios antiga ECT era exemplo para o mundo, tinha a UNICO Univefsidade dos Correios em Brasilia que formavam administradores Postais e Tecnico Postais,altamente capacitados, a partir das ingerências politicas sindicais a Empresa e seu Fundo de Pensão qye eram Superavitarios passarama ser Deficitarios com um rombo gigante,EUA, Franca, Alemanha, Noruega etc…tem suas Estatais muito bem Administradas.

      • Felix,
        Vamos comparar o Metrô e a CPTM

        Até pouco tempo atrás o metrô de São Paulo ostentava a certificação ISO na Manutenção e Operação, somente o metrô de Hong Kong tinha a mesma certificação de qualidade. Disputava com o Corpo de Bombeiros e o Poupatempo o prêmio e órgão público mais admirado pela população (e ainda dava lucro). A CPTM era um péssimo exemplo sob qualquer ponto de vista.

        Ambas empresas são administradas pelo GESP e tem seus sindicatos fortes e combativos. Hoje exalta-se a qualidade do serviço da CPTM, um exemplo de qualificação e administração de uma empresa pública, ao mesmo diz-se que o metrô é ineficiente e tem que ser privatizado porque o poder público não sabe administrar e o sindicato é um grande problema.

        É óbvio que houve diferentes posições do governo para as empresas, a emprsa que dá lucro está sendo sucateada para justificar a entrega de um serviço lucrativo para os empresários a empresa problema foi corretamente administrada para (entre outros motivos) servir de exemplo da boa gestão do governador.

        Só pra lembrar, o Grupo CCR é formado por empreiteiras ligadas tanto à Lava Jato quanto ao cartel das obras do Metrô, ou seja estamos entregando o melhor do serviço público para bandidos.

        rafael oliveira / (em resposta a Felix)
        • Ué, eu nunca ouvi essa sua afirmação em relação ao Metrô de Salvador, por quê será, se quem administra é a mesma Empresa de São Paulo ?

          • Pq tá todo mundo preso nesse falso debate CoxinhaXPetralha, já comentei aqui sobre a CCR e quem são seus sócios.

            rafael oliveira / (em resposta a Felix)
    • E quem arca com as despesas de milhões da operação, manutenção e de pessoal?

      • Renato, é justamente isso que é pago com a arrecadação do sistema.

        Como eu falei acima, o metrô era lucrativo, e digo mais, era lucrativo considerando apenas a venda de bilhetes. Depois veio um considerável aumento de receitas não tarifárias, pois a publicidade ficou mais cara depois da lei cidade limpa, houve aumento dos espaços comerciais, e ainda a construção dos shoppings.

        Existem maneiras de se reduzir os custos, e acho que é preferível a automação à terceirização. Em vários países o sistema de venda de passagens por maquinas é mais fácil e eficiente que no Brasil. Os trens do metro de Lyon são também “driverless” mesmo sem ter porta de plataforma nas estações. Não sou capaz de opinar sobre a manutenção e como poderia aumentar a eficiência dela. Mas enfim, por muitos anos o metrô teve uma gestão muito profissional, a ponto de fazer consultoria para a implantação de sistemas em outras cidades do mundo.

        Já a Linha Amarela reduz custos, pagando baixos salários, reduzindo o quadro de funcionários ao mínimo possível e terceirizando tudo o que for possível (ou seja, funcionários com salários mais baixos ainda); além disso ela economiza energia elétrica operando com longos intervalos entre trens nos horários de vale. O Lucro dela é garantido por contrato, então ela não precisa adaptar as estações para incluir novos empreendimentos (já pensou que daria para fazer um grande shopping e uma torre de escritórios no terreno da estação Butantã?).

        Acho que essa é uma discussão muito importante e seria ótimo discutir com todos vocês de uma maneira franca.

        rafael oliveira / (em resposta a Renato)
  4. Sempre no condicional, e sempre em ano de eleições. Isso não é notícia é boato.

    Ezequiel Ferreira /
  5. E Por Isso o Povo Pede Para o Governo Estender a Linha 6 Laranja do Metrô Com Operação Térrea Para o Alto Tietê

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