Alckmin quer compartilhar trilho de trens de carga com de passageiros

O governo de São Paulo anunciou nesta sexta, 23, que contratou um consórcio por R$ 20,8 milhões para propor alternativas de transporte de carga e passageiros para um período de 50 anos. O estado de São Paulo possui 1.375 km de linhas de trem, sendo que apenas 22% são usadas para transportar passageiros.

A ideia é usar as linhas de trem de carga para também transportar passageiros pelo Estado. Seria mais uma tentativa de tirar o projeto de trens intercidades do papel, promessa que vem sendo feita por Geraldo Alckmin desde 2010.

Ainda este ano, o governo espera lançar o edital para contratar o primeiro trecho, ligando a capital à cidade de Americana, na região de Campinas. A primeira fase do chamado Trem Intercidades, que também deverá ligar com trem de média velocidade as cidades de Jundiaí e Campinas por um percurso de 135 quilômetros e nove estações, tem investimento previsto de R$ 5 bilhões.

“Agora a nossa ideia é compartilhar o trilho nos trechos onde tem ociosidade, otimizando a infrestrutura e reduzindo o custo de implantação”, disse o secretário de Logística de Transportes, Laurence Casagrande.

 

Fonte: Estado


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

22 Comentários deste post

  1. A piada pronta…..

    Me engana que eu gosto!

    FORA PILANTRA!!!

    Renato / Responder
  2. Lá vem

    Rodrigo Santos / Responder
  3. Boa idéia, infelizmente muitos lêem mas não entendem o que leram, outros nem leram?

    Felix / Responder
  4. O governo federal é lento paral liberar o uso da faixa de domínio para implantar novos trilhos, como almejado pelo governo paulista desde 2012. A liberação do uso de vias ociosas concedidas será ainda mais difícil pois não é do interesse das concessionárias de cargas, que só aceitam devolver trechos abandonados mediante o recebimento de benesses (financeiras e ou de ampliação dos contratos de concessão). Enquanto o governo federal não reorganizar o Ministério dos Transportes (bagunçado desde os anos 1990), nada vai mudar.

    Ivo Suares / Responder
  5. Kkkkk essa piada e pra rir ou chorar mesmo.

    Leandro / Responder
  6. Só acredito quando sair.

    Rodrigo Santos / Responder
    • também só acredito quando sair !!!! mas tenho absoluta certeza que se querermos prosperar em mobilidade urbana,este modal é mais que necessario que ele seja difundido por todo o país

      vinicius pesse / (em resposta a Rodrigo Santos) Responder
  7. Trem Intercidades, senta que lá vem historia !!!

    Rafael / Responder
  8. hahaha, então o governo teve a idéia que os trens de longo percurso poderiam circular na mesma via que os trens de carga! Genial, Exatamente da mesma forma como rodavam os trens de longa distância de 1867 a 1998 em São Paulo…. Compartilhando via, assim rodam os trens de longa distância brasileiros entre BH – Vitória, São Luiz (MA) – Parauapebas e Curitiba – Moretes. É como se alguém pegasse a fórmula que todos sempre falamos, retirassem ela do lixo e apresentasse como nova. Que ao menos aconteça alguma coisa, já cansei de ter que ir numa porcaria de ônibus até Santos.

    Rafael de Souza / Responder
  9. primeiramente Glória Deus, Glória Deus.
    Segundo, acho que o problema de tudo são as merdas das bicicletas …. tem que acabar com isso

    Jurandir / Responder
    • Acho que o maior problema é a merda do Jurandir. Tem que acabar com isso.

      Gapre / (em resposta a Jurandir) Responder
    • Acho que o problema de tudo é a merda do Jurandir. Tem que acabar com isso.

      Gapre / (em resposta a Jurandir) Responder
    • que tem haver deus antes de soltar uma porcaria de comentario sem sentido algum, alias nunca agrega nada. o qie fazes em um site de mobilidade, no site do g1 tem diversos comentarios e comentaristas desse nivel seu, para ficar em discussoes eternas, inclusive com bots …

      Alexandre i / (em resposta a Jurandir) Responder
  10. Alguém já viajou no trem de longa distância de Belo Horizonte a Vitória? Aquilo sim é um exemplo a ser seguido, muito confortável, o preço é ótimo, seguro e muito bom. Os trens de carga rodam junto na mesma via e está tudo certo.

    Uma coisa tão simples de fazer, e é um absurdo que o estado de São Paulo, que antes possuía trens para várias cidades do interior hoje não tenha esse tipo de serviço.

    É lamentavel.

    Rafael de Souza / Responder
    • Não é exemplo, é um trem lento, obsoleto e deficitário, mantido apenas por exigência contratual da venda da Vale. Antigamente o governo paulista tinha de tirar recursos da educação, saúde, segurança para manter trens de passageiros da FEPASA para uma minoria utilizar. Isso causou a ruína financeira de São Paulo.

      Esse modelo de trens de cargas e passageiros na mesma via é receita para o fracasso. Se for para voltar 50 anos no tempo, é melhor que não façam nada.

      Ivo Suares / (em resposta a Rafael de Souza) Responder
      • Então tá Sr. Ivo, é sua opinião… Então vamos todos continuar nas mãos dos empresarios dos cartéis de onibus rodoviário, é melhor né?
        Trem obsoleto? O da vale? acho que o Sr nunca foi lá, eles compraram um trem novo importado da Romênia e é muito confortável.
        Para comparação:
        Ônibus BH – Vitória: R$ 134,00 (executivo – Gontijo) – 9h15min
        Trem BH – Vitória: R$109,00 (executivo) – 13h00
        Leva mais tempo porque a linha segue ao norte por Governador Valadares. Na boa? É bom ter pra escolher. Pior é ir pra sorocaba onde só vai a sucata do Cometa ou Jales com o monopólio da porcaria da Viação Itamaraty.

        Eu estive na Argentina em 2014 e fui de Buenos Aires (Estação Plaza Constitución) até a cidade de Tandil. fui de trem, voltei de ônibus O trem Fez a viagem em 7 horas, o ônibus fez o mesmo trajeto em 6 horas. O trem compartilha a linha com o carga e também com o Suburbio… Acho que não é algo de outro mundo.

        Não discordo que o ideal é linha segregada e trens ultra-rápidos, só acho que o povo paulista está sonhando com Lamborghini quando não tem sequer um fusquinha…

        Rafael de Souza / (em resposta a Ivo Suares) Responder
        • Rafael, os dois tem razão, vc e o IVO, a materia fala de trens para longas distâncias, para Sorocaba que vc citou vai continuar o projeto de Trens Intercidades.Veja o Terceiro Parágrafo.Quanto havia o antigo Fepasa não era nada bom, eu pegue apenas uma vez de Bauru para São Paulo saida de Bauru 22:00 hs e Chegada na Estação Julio Prestes 6:00 hs , cansativo e trens desconfortáveis. Ia de Onibus Expresso de Prata, 4,5 horas, com uma parada no Maristela e era muito mais confortável. Nada como fazer uma linha que possa proporvionar maior velocidade e menos paradas para as maiores cidades.

          Felix / (em resposta a Rafael de Souza) Responder
      • Se fosse trem de cargas junto com trens de passageiros de subúrbio, tal como a CPTM o é e tal como hoje há os compartilhamentos de via nas linhas 7, 10 e 11, de fato está certo na sua lógica. Não é a toda que até hoje a GESP tenta fazer um arco ferroviário, mas esbarra na falta de verba e nos dilemas para a construção.

        Mas falamos de trens regionais, de partidas eventuais (intervalos longos, geralmente com partidas nas manhãs, tardes e fins de tarde apenas). Era o modelo usado na Fepasa, mas que funcionava, e como mostrado pelo Rafael, usado no ES-MG.

        Talvez se as empresas que tomaram as concessões tivessem mantido os trens de passageiros, poderia até dar alguma receita. Sério, nem que mínima. As linhas não estariam abandonadas e talvez haveria mais respeito ao transporte público.

        Nada é de graça também, há custos para manter e operar as linhas. Mas se a operação fosse certinha, houvesse uma cultura de respeito ao transporte e tudo mais, não estaríamos aqui discutindo sobre isso, mas sim viajando de trem por aí.

        Anonimato / (em resposta a Ivo Suares) Responder
  11. essa promete ser mais uma novela tucana, hahaha

    haroldo / Responder

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