Verba do PAC cai e afeta projetos de mobilidade em São Paulo

O Governo Federal diminuiu os repasses do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para obras de mobilidade urbana em São Paulo e com isso, alguns projetos que dependiam deste dinheiro, foram paralisados.

A diminuição de repasses em R$ 54,9 milhões afetou projetos como a reconstrução de estações de trem e a ampliação do corredor de ônibus da Estrada do M’Boi Mirim, na Zona Sul.

No estado de São Paulo, houve queda de 10,44% no valor dos repasses comparado com o mesmo período do ano passado (janeiro a outubro). Em 2016 foram liberados R$ 525, 7 milhões contra R$ 470,8 milhões este ano.

A ampliação do corredor está orçada em R$ 95 milhões e chegou a ser licitada, mas acabou suspensa. A Prefeitura de São Paulo diz ao G1 que a gestão passada não previu recursos para a execução e que, agora, não tem dinheiro para dar andamento ao projeto. Outros seis corredores da capital paulista estão na mesma situação. Todos eles contariam com repasses federais, por meio do PAC.

A Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos informou que o Ministério das Cidades cancelou os recursos para dois dos quatro projetos que haviam sido aprovados:

1- Reconstrução de 18 estações, implantação de uma nova estação e de um terminal de ônibus (valor do PAC: R$ 590 milhões):

  • Linha 7-Rubi: Caieiras, Baltazar Fidelis, Botujuru, Campo Limpo, Pirituba, Perus, Várzea Paulista
  • Linha 10-Turquesa: Guapituba, Ribeirão Pires, RGS, Ipiranga, Utinga, Pref. Saladino
  • Linha 11-Coral: Antônio Gianetti; Mogi; Estudantes
  • Linha 12-Safira: Itaquaquecetuba; Eng. Manoel Feio
  • Implantação da estação União de Vila Nova, na linha 12-Safira
  • Implantação de um terminal metropolitano para ônibus na cidade de Franco da Rocha.

2 – Implantação dos sistemas de sinalização, energia e telecomando da linha 13-Jade, que ligará a capital ao aeroporto de Guarulhos (valor do PAC: R$ 250 milhões)

Fonte: G1


Autor: Caio Lobo

Ler todos os posts

Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.