CPTM conclui implantação de vigas da linha 13

No último dia 10 a CPTM terminou de içar as últimas 20 vigas pré-moldadas, do total de 764, utilizadas para dar sustentação ao trecho em elevado da Linha 13-Jade, que ligará São Paulo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

 Graças a essas vigas, os trens percorrerão o trajeto de 7,9 quilômetros sobre importantes rodovias como a Ayrton Senna e a Hélio Smidt, sem impacto no trânsito de veículos. Para efeito de comparação, cada viga mede 31 metros de extensão e pesa 96,8 toneladas, o equivalente a 121 carros populares com peso médio de 800 kg.  Para atender essa demanda, uma fábrica foi montada em um dos canteiros, onde são produzidas a maioria das peças pré-moldadas previstas no projeto, facilitando a logística de distribuição do material em vários pontos da obra.
Agora serão feitos os serviços de concretagem da área onde será implantada a via férrea. No total, há 2.300 trabalhadores envolvidos na obra para que a nova linha entre em operação a partir de março do ano que vem.
Com um investimento de R$ 2,3 bilhões, a Linha 13-Jade representou um grande desafio para a Engenharia Civil. São seis transposições, das quais uma realizada por meio de um viaduto estaiado e cinco pelo método Balanço Sucessivo, técnica indicada para vencer vãos em áreas onde há dificuldade para montagem de escoramentos, como rios e vias de tráfego intenso. Para se ter ideia, a principal transposição em balanço sucessivo fica na rodovia Presidente Dutra e tem um vão livre de 120 metros.  Já o viaduto estaiado tem dois mastros com cerca de 70 metros de altura e o maior vão a ser vencido é de 180 metros no entroncamento entre as rodovias Ayrton Senna e Hélio Smidt.
Fonte: Assessoria CPTM

 


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

16 Comentários deste post

  1. É realmente uma pena que o trem não será conectado de forma mais eficiente ao aeroporto e uma boa estação para baldeações de forma integral. A obra, depois de realmente ser iniciada, teve um ritmo muito bom e, ao que tudo parece, tem sido executada de forma bem profissional. Só faltou mesmo ser mais próxima ou ter mais fácil acesso ao próprio aeroporto e ser conectada diretamente de forma integral a mais possibilidades do que a simples estação Engenheiro Goulart.

    O.Juliano / Responder
    • Pelo que eu vi, o problema da estação não ser próxima aos terminais é porque a área do aeroporto é responsabilidade da GRU Airport, então eles que seriam responsáveis por fazer essa integração.
      Um aerotrem tipo o do aeroporto de Porto Alegre (não confundir com o do Levi) eu imagino que talvez fosse uma opção de baixo custo e boa eficiência. O problema é se ele aguentaria a demanda de um aeroporto como o de guarulhos.

      Francis / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Trabalho no aeroporto de Guarulhos e com certeza no que depender da concessionária essa interligação não vai sair.

        Juarez Costa / (em resposta a Francis) Responder
  2. Gente, vi o trajeto do trem há umas 2 semanas atrás, parece bem adiantado mesmo, mas surgiu uma dúvida, se tivessem construído os trilhos no solo e rebaixassem apenas as rodovias nos trechos onde o trem passará, não seria mais barato ?

    Anderson / Responder
    • Também pensei nisso, talvez a questão seria as interdições que isso causaria nas rodovias.

      Felipe / (em resposta a Anderson) Responder
    • Anderson, rebaixar uma rodovia, ainda mais uma rodovia de grande tráfego como a Airton Senna é uma obra extremamente complexa.
      Primeiramente, seria necessário interromper por meses um trecho de quase 10km de uma rodovia importante, o que afetaria não só o tráfego como também o próprio acesso ao aeroporto.
      Segundo, quando projetamos rodovias, nós calculados suas curvas horizontais e verticais, além de declividade e movimentos de terra. Fazer uma alteração dessas, ainda mais em uma rodovia de 5 pistas (menos flexíveis que rodovias menores) afetaria não só o seu trajeto, mas também o entorno, tanto lateral quanto antes e depois do trecho.
      Terceiro, uma ferrovia deve ser protegida em suas laterais. Ela ser suspensa é um método relativamente simples disso, pois assim ela não precisa ser cercada em volta. Além disso, dependendo do trecho, ela também deve permitir a passagem de pessoas de um lado a outro da via, não ocasionando o chamado efeito barreira, e vias suspensas possuem a facilidade de pessoas conseguirem passar por baixo.

      Francis / (em resposta a Anderson) Responder
      • Bela explicação, e se ao invés da rodovia ser rebaixada, a ferrovia fosse elevada apenas nos cruzamentos com as rodovias? seria possível?

        E sobre o terceiro item que você citou, creio que mesmo que se cercasse toda lateral da ferrovia, sairia mais barato do que a implantação de vigas ao longo de todo trajeto.

        Felipe / (em resposta a Francis) Responder
        • O problema maior seria se, por exemplo, um carro pudesse sair da rodovia e atingir a ferrovia, o que seria um problema em relação a segurança dela. Se houver alguma diferença de nível, mesmo que mínima, para garantir essa segurança, já está ótimo.
          Sobre a opção de ser elevada apenas nos pontos de cruzamento, se for respeitado o quesito segurança, é super ok. O único ponto é que os trens aguentam uma inclinação máxima de subida e descida, e ela tem que ser respeitada nesse caso.

          Francis / (em resposta a Felipe) Responder
      • Ótima explicação Francis, obrigado !
        Pergunto isso pq na Europa, a maioria dos trens são construidos pelo chão, e olha que eles tem menos espaço (terreno) do que nós, e isso não impediu eles de chegarem a quantidade de trilhos que tem hoje. Precisamos aumentar logo nossa quantidade de trilhos, e gostaria que fosse mais rápido essas construções, sendo que suspensos ou subterraneos só aumentam essa espera.

        Anderson / (em resposta a Francis) Responder
  3. Esperamos pelo inicio de operação do atual trecho da linha 13 curiosos pela sua continuidade em direção ao Centro da Cidade, cujos projetos ainda não estão aprovados.

    Jair / Responder
  4. Este é um primeiro passo importante. Vamos ver se avança dos dois lados. Um no sentido São João ou até Arujá e do outro até Ipiranga ou Mooca.

    Vital Brasil Xavier da Silva / Responder
  5. Parece que e a única obra de trilhos em SP que esta ainda em andamento sem paralisar, piada.

    Rodrigo Santos / Responder
  6. Mais uma boa notícia em tempos de crise, a obra está indo de vento em popa.

    Felix / Responder
  7. Apesar dessa
    Linha o Gov não devia abandonar aquele primeiro projeto de linha espressa direta da Luz para GRU.

    Gabriel / Responder

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