Alckmin quer empréstimo para monotrilhos e Tamoios

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enviou a Assembleia Legislativa um projeto de lei que permite que ele contrate empréstimo no valor de um pouco mais de R$ 2 bilhões que seriam usados nas obras da linha 15 – prata, 17 – ouro e na Rodovia dos Tamoios.

Para a linha 15 – prata, foi pedido o valor de R$ 324 milhões para “o financiamento parcial das obras civis da referida linha”, diz o texto. Segundo o documento, o valor garante a execução do projeto e não aumenta a dívida do estado.

Para a implantação da linha 17-ouro do monotrilho, o valor requerido é de R$ 1 bilhão, e tem como objetivo “o financiamento parcial de projetos, execução de obras civis, aquisição de equipamentos, sistemas e de material rodante”.

E, segundo o documento, o valor de R$ 900 milhões para a Parceria Público-Privada (PPP) de Tamoios visa “o financiamento parcial dos recursos a serem aportados pelo Poder Público” no contrato de concessão assinado em 2014.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

11 Comentários deste post

  1. Por volta de 2010 esse Pinóquio disse q o monotrilho era mais barato e mais rápido de fazer. Daí vendo uma matéria dessas quase uma década depois, vejo somente 2 explicações. Ou o Alckmin e seu governo sao os governantes mais incompetentes que já passaram por SP ou ele está querendo fazer caixa 2 para pagar sua campanha presidencial do ano que vêm.

    Cris / Responder
    • Fico com a segunda opção, Cris. O vegetal vai embolsar a grana pra campanha eleitoral presidencial e os trouxas que ainda confiam nessa coisa vão continuar vendo só algumas pilastras de monotrilho nas avenidas

      Gapre / (em resposta a Cris) Responder
    • daqui a pouco esta obra do monotrilho vai demorar mais que a linha 4

      vinicius pesse / (em resposta a Cris) Responder
  2. Mas será que o povo não aprende?

    Joel / Responder
  3. Além disso tudo o que vocês escreveram, ainda tem um negócio que me intriga… não tem nenhuma linha funcionando plenamente que garanta que esse negócio de Monotrilho foi a solução ideal. Por exemplo, a Linha 15 será uma nova linha Vermelha desde o início devido a grande demanda de passageiros que moram na região de Sapopemba/São Mateus.

    A zona leste merecia 3 ou 4 linhas de Metrô para garantir um transporte decente para os moradores.

    Alex / Responder
    • Uma verdade uma linha de metro entre Pedro ll – Cidade Tiradentes seria muito mais útil do que o Expresso Tiradentes e o monotrilho

      Fabiano / (em resposta a Alex) Responder
      • Eu acho que deveria ser Metrô de alta capacidade até São Mateus. A partir dali, poderia ter linhas de Monotrilho (ou bons corredores de ônibus) até Cidade Tiradentes, Guaianazes e Mauá. Com a futura-futura-futura extensão da linha 6 até o Jardim Marília/Cidade Líder (poderia esticar até o Parque do Carmo, por que não?) e uma possível linha ligando São Miguel até o Brás (passando ali pela Celso Garcia/Amador Bueno), já daria conta de atender bem a Zona Leste inteira.

        Alex / (em resposta a Fabiano) Responder
    • Bom, pra zona leste, o plano (pelo menos o original) de metrô é ter a linha 15 de monotrilho da estação Ipiranga até o Hospital Cidade Tiradentes, apesar de por enquanto só ter planejado da Vila Prudente até São Mateus .Pra mim, essa linha deveria ser da CPTM, devido a alta demanda e extensão dela. A linha 13 que deveria ser monotrilho. Além disso, na zona leste teria a expansão da linha 2 da Vila Prudente até a Dutra passando pelo Anália Franco e pela Penha conectando com a linha 3 e, mais futuramente a linha 6 expandida até a Cidade Líder, conectando com a expansão da linha 2 no Anália Franco.

      Mas, claaaaaro, isso é apenas sonho que muito provavelmente não se concretizará NUNCA. Ainda mais com o PSDB, que adoooooora fazer as coisas pro povo. sqn

      Gapre / (em resposta a Alex) Responder
      • Nós dias atuais dificilmente se proporia uma linha tipo CPTM para qualquer situação, pois são linhas de superfície que exigem um alto custo em desapropriações. Os projetos atuais de linhas assim são, em geral, em função de ferrovias já construídas ou desativadas, de modo que esse custo as tornem viáveis. Mesmo assim, uma linha ferroviária de grande demanda exige por segurança coisas como isolamento da ferrovia com muros, o que gera uma segregação espacial que vai contra o que se pensa de urbanismo/engenharia urbana na atualidade.
        No caso da linha 13, por exemplo, isso só é possível pelo fato de ela aproveitar os espaços da linha 12, além das laterais das rodovias que vão para o aeroporto, fora que ela sai da região mais densa da cidade de São Paulo. O uso de monotrilho nela seria totalmente contra indicado, pois suas estações estão bem distantes umas das outras (característica que privilegia trens metropolitanos), além de que uma das vantagens do monotrilho é justamente sua maleabilidade na cidade, pois ocupa menos espaço e não gera segregação como o trem urbano e não necessita de escavação como o metrô convencional.
        Quanto a linha 15, eu desconheço a geologia da região, mas acredito que o principal fato para não ser adotado o metrô convencional foi seu custo mesmo, apesar de que é quase unânime que este modal, em relação ao monotrilho, seria o ideal, apesar de que é óbvio que seria muito mais demorado e caro.

        Francis / (em resposta a Gapre) Responder
        • Bom comentário, Francis. No entanto, o monotrilho não tem se mostrado mais barato nem mais rápido de se construído

          Gapre / (em resposta a Francis) Responder
  4. Francis sinceramente, eu gosto de ler a opiniao de gente como voce, que sabe e conhece sobre o sistema urbano de uma grande cidade como Sao Paulo, e nao a opiniao desses babacas politicos, que qual quer um por menos politizado que seja percebe que as asneiras que eles escrevem, nao tem sentido algum.

    Antonio Alves de Souza / Responder

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