Vereador Milton Leite promete zerar emissões de ônibus de São Paulo em vinte anos

O presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Milton Leite (DEM), afirmou que o conteúdo do Projeto de Lei (PL) de sua autoria sobre os combustíveis da frota de ônibus vai contemplar a demanda das organizações de zerar as emissões de poluentes pelos ônibus, mas só daqui a 20 anos. O vereador fez essa declaração em reunião realizada nesta quarta, 8, na câmara, com representantes do projeto Cidade dos Sonhos, Greenpeace, Idec, Minha Sampa e Rede Nossa São Paulo.

 

O projeto de lei, que vai substituir a legislação em vigor de zerar os poluentes dos ônibus até 2018, completamente ignorada pela prefeitura e pelas empresas, escalona a transição do diesel para combustíveis limpos ao longo dos anos. A meta para os próximos dez anos, segundo Leite, é reduzir as emissões a 50% de Gás Carbônico (CO2), 80% de Óxido de Nitrogênio (NOx) e 90% de Materiais Particulados (MP). Em 20 anos, essas porcentagens deverão ser de 100% de CO2,  95% de NOx e 95% de MP.  Haverá sanções de até  R$ 3.500,00 por mês para cada ônibus que não cumprir a lei. A transição dos combustíveis será monitorada por um comitê que contará com a participação de membros da sociedade civil.

 

“Do nosso ponto de vista, o ideal é que a transição fosse realizada em no máximo dez anos e apresentamos estudos técnicos que mostram que essa é seria uma meta possível, economicamente viável e benéfica para a cidade. Entretanto, depois de cinco meses de discussões, esse é o texto possível para o presidente da casa”, diz Flavio Siqueira, representante do projeto Cidades dos Sonhos.

 

O vereador acredita que a segunda votação seja marcada para dentro de duas semanas. “Não vamos aceitar nada abaixo disso, e ainda há bastante espaço para subir a ambição. Vinte anos para zerar as emissões dos ônibus é muito tempo. Agora vamos dialogar com todos os vereadores para não permitir retrocessos”, afirma Davi Martins, do Greenpeace.

 

De acordo com estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade, mais de 4 mil mortes por ano em São Paulo são causadas pela poluição dos ônibus. A pesquisa revela ainda que eliminação dos poluente poderia evitar um impacto bilionário na economia relacionado a problemas de saúde.

 

Fonte: Assessoria Aviv


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

7 Comentários deste post

  1. Só mais uma demonstração que quem manda nas leis são os empresários e não a prefeitura.

    Do jeito que foi acordado, é melhor do que nada, mas longe de ser ideal.

    Se pelo menos dessa vez cumprirem a meta ao final dos 20 anos, será pelo menos bom.

    O.Juliano / Responder
  2. No Japão e na China fazem metas estratégias para 50 anos, no Brasil fazem para 10anos e não atingem em 30 anos.Metas para brasileiros não passa de 1 ano.Brasileiro é procrastinador e na base do jeitinho.

    Felix / Responder
  3. Se fosse um papo sério a primeira medida seria a volta dos troleibus para o corredor Nove de Julho Sto Amaro e para o corredor Nova Cachoeirinha. Sem isto fica muito difícil acreditar nas reais boas intenções deste projeto!!!

  4. Alguém sabe quem é esse Milton Leite? Será que o bairro de Santo Amaro, e adjacentes sabem quem é esta pessoa? Alguém se habilita a me dizer, e me convencer?

    Joel / Responder
  5. 20 anos é um prazo típico de DEMo-tukanos pra qualquer coisa…

    Gapre / Responder
  6. Cidades como Hamburgo e Munique a partir de 2020 não vão mais comprar ônibus a qualquer q seja o combustível for. Só a bateria … PORQUE calcularam q o custo de manutenção de um veiculo elétrico é muito baixo em comparação.

    Acorda empresário de ônibus brasileiro. Ainda és do terceiro mundo!

    Jürgen Keller / Responder

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