Londres retira permissão da Uber na cidade

A Autoridade de Transportes da cidade de Londres (TfL) decidiu suspender a licença do Uber para operar na capital britânica nesta sexta, 22. A justificativa é que a conduta a Uber representou riscos para a segurança pública e não renovaria sua licença quando expirar em 30 de setembro.

 

O aplicativo tem 21 dias para recorrer e pode continuar a operar até o processo de apelação ter terminado. A medida deve afetar 40.000 motoristas.

 

“A abordagem e a conduta de Uber demonstram uma falta de responsabilidade corporativa em relação a uma série de questões que têm potenciais implicações em proteção e segurança pública”, justificou a TfL.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

13 Comentários deste post

  1. Ué, não vão falar que isso é coisa de país atrasado?

    Mauri / Responder
    • Apesar de ser um país desenvolvido, é sim uma decisão de país atrasado.

      Will / (em resposta a Mauri) Responder
      • Não é coisa de país atrasado, é que lá eles simplesmente não precisam desse aplicativo escravagista e que privilegia o transporte individual, já que eles tem um transporte público bom.

        Gapre / (em resposta a Will) Responder
  2. Em Londres é fácil fazer isso…tem uma estação de metrô em cada esquina.

    Daniel Prudencio / Responder
  3. Na minha visão, a Uber é uma empresa extremamente sanguessuga que, se não for bem regulada, toma aquilo que não é de direito dela. Não sei o caso específico de Londres, mas aqui em SP podemos facilmente analisar que está um negócio totalmente sem controle. Na gestão Haddad foi criada uma taxa, mas que é repassada ao cliente. Não vi nenhuma ideia de impor limites à Uber, nem da gestão passada e nem da atual. Inclusive temos uma questão de conflito de interesses na atual gestão pois a Uber é afiliada ao LIDE, grupo empresarial que ele fundou. Coincidência ou não, a afiliação da Uber ocorreu em 11/2016, mês seguinte ao da eleição do Doria.

    O.Juliano / Responder
    • Não se deve impor limites à Uber ou aumentar a regulação. Este é um dos motivos de o Brasil ser um país atrasado. Está sempre nas piores posições nos rankings de liberdade econômica, por causa da burocracia e extrema regulação.

      O correto a ser feito: redução de impostos e burocracia, inclusive para taxistas, aumentando a concorrência, atraindo novas empresas para o ramo. Quem sai ganhando é o consumidor, com a redução dos preços e aumento na qualidade dos serviços. Fora os empregos gerados aos motoristas.

      Will / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • A ideia principal dos carros por aplicativo era a diminuição dos carros na cidade, o que parece estar acontecendo é o oposto. Acho ótimo que exista a tal liberdade econômica desde que não interfira no meio ambiente. Neste caso estamos falando de mais carros circulando na cidade, mais poluição, mais trânsito, isso sem entrar no mérito da segurança ou se o trabalho tem sua forma justa de remuneração ou não.

        Claro que a redução da burocracia e dos impostos seria de grande justiça a todos, dos trabalhados aos empresários. Porém o “atraso” do Brasil tem a ver com muitas outras questões além de uma “liberdade econômica” Esta, se posta num país que não sabe nem administrar bem sua própria forma capitalista de viver, apenas irá impor mais desigualdade social, transformando mais ricos em milionários e mais pobres em miseráveis. Liberdade econômica não é nada se não houver diversas outras políticas dando suporte.

        Quem sai ganhando nem sempre é o consumidor, na verdade quase nunca, na maioria das vezes são os empresários mesmo, justamente os quais saem espalhando essa ideia de que numa terra “sem limites econômicos impostos pelo governo quem sairá ganhando será o consumidor” Pura conversa fiada para fazer a população acreditar em uma fantasia. No final das contas, serão os mesmos que irão começar a ditar novas regras e impor condições ao consumidor, mesmo que de forma indireta (vide tarifa dinâmica da Uber, por exemplo)

        Acho que é bom que tenha meios facilitadores para aumentar o número de serviços, disponibilidade, qualidade e disputa para diminuição do preço. Porém também considero importante que tenha órgãos reguladores que possam supervisionar e não deixar que as empresas ditem todas as regras promovendo até mesmo concorrências desleais e consumidores propensos a monopólios ou oligopólios/cartéis.

        O.Juliano / (em resposta a Will) Responder
  4. Existe uma diferença ai, la com certeza as estações de metro são bem mais que SP, transporte não e precário igual aqui, e com certeza o táxi não deve ser abusivo igual aqui o preço, por isso não vou nem comprar nada, se fizeram e porque teve motivo.

    Rodrigo Santos / Responder

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