Câmara de SP aprova privatização do Bilhete Único

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou na noite desta quinta, 21, um pacote de concessões para iniciativa privada enviado pelo prefeito João Doria.

No pacote está incluído o Bilhete Único, utilizado para pagamento de meios de transporte. A ideia é que a iniciativa privada possa  lucrar utilizando o bilhete com outras formas.

 

No último dia 28 de agosto, Prefeitura e Governo Estadual lançaram chamamento público para empresas que tenham interesse em mostrar estudos para a exploração dos serviços do Bilhete Único, bem como sua manutenção, podendo também receber receitas por outros serviços que venham a ser prestados. (leia aqui).


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

6 Comentários deste post

  1. Como está cada vez mais comum, a câmara representando muito mal a opinião do povo. Uma recente pesquisa demonstrou como a população era contra essa medida.

    O.Juliano / Responder
    • Outro dia, o Prefeito Regional de Pinheiros falou assim: “estamos fazendo o que acreditamos ser o certo para a população”.

      Pode ter até a boa intenção, mas a coisa pública é, obviamente, pública, de todos, da população. Por mais que pareça ser apenas uma decisão administrativa, a consulta pública e o debate devem existir. Caso contrário, a população não tem como opinar.

      Detalhe: eu sou a favor da medida desde que fique claro para mim como isso vai funcionar (principalmente em relação ao uso dos meus dados que foram cedidos somente à Prefeitura).

      Alex / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Alex, meu pensamento é bem parecido com o seu. Sobre essa medida, por enquanto, não sou nem a favor nem contra pois não vi nenhum projeto sobre como a concessão irá ou poderá funcionar. Algum guia mais específico.

        Me parece que está havendo o que é muito comum no mercado imobiliário: uma especulação. Os “projetos” estão sendo jogados no mercado como concessões possíveis sem plano nenhum para que as empresas venham e apresentem propostas de como querem fazer. Só a partir daí a Prefeitura irá selecionar o projeto que a agradar mais. Não vejo mal nas empresas proporem ideias, mas a Prefeitura iniciar projetos sem objetivo claro apenas reagindo a projetos propostos, não acho o melhor caminho.

        Se for algo para o bem, que não prejudique ninguém e ainda dê uma aliviada nos cofres públicos, não vejo mal algum e apoiaria. Só não acho legal as coisas serem feitas assim de maneira estranha, conversando mais com o mundo empresarial do que com público.

        O.Juliano / (em resposta a Alex) Responder
        • Exato, Juliano. Para citar um exemplo, nos projetos de concessão dos mercadões, já há projetos de empresas interessadas em desfazer completamente a ideia de mercadão.

          O projeto da prefeitura é extremamente vago, não diz o que quer, como quer e para onde quer ir. Especulação pura.

          Jose Rocha / (em resposta a O.Juliano) Responder
  2. Desde que aumente os pontos de recarga, porque atualmente só em lugares mais nobres tem diversas opções, nas periferia as maquinas quando tem, mal funcionam.

    Rodrigo Santos / Responder
  3. A esperança é que privatizando melhore isto. E se acrescentar concorrência nisto, daí é certeza de melhora.
    O sistema atual é ineficiente, pouco abrangente, burocrático e lerdo. Quem usa bilhete único e mora na área saindo de SP, pela linha 7, sofre muito.

    Bruno Massolini / Responder

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