Volvo lança B8R, novo ônibus urbano

A Volvo Bus Latin America lança um novo chassis de ônibus para o transporte urbano de passageiros: o B8R. O modelo substitui o atual B290R.  Desenvolvido para oferecer mais desempenho às operações urbanas, o novo veículo é até 3% mais econômico em consumo de combustível que o seu antecessor. Outra vantagem é a redução do custo de manutenção em até 4%.

 

“A Volvo investe continuamente no desenvolvimento de veículos mais eficientes, que garantam o menor custo por passageiro transportado, contribuindo dessa forma para aumentar a eficiência de transporte e contribuir com o sucesso dos negócios dos clientes da marca”, afirma Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Bus Latin America.

 

O motor de oito litros que equipa o novo chassi urbano da Volvo é produzido no complexo fabril da empresa, em Curitiba.  O lançamento do B8R faz parte de uma estratégia da Volvo Bus, de produção de veículos dentro de uma plataforma global, o que oferece maior disponibilidade de peças, agilidade e facilidade de atendimento. Outra vantagem do veículo é que o intervalo de troca de óleo do motor pode chegar a até 40 mil quilômetros rodados, dependendo do tipo de aplicação.

 

“É um veículo que oferece ainda mais eficiência ao transporte público de passageiros. As melhorias implementadas no B8R aumentam o desempenho, a disponibilidade e a agilidade do atendimento do pós-vendas”, destaca Gilberto Vardânega, diretor comercial de ônibus Volvo no Brasil.

 

Com um novo motor de 250 cv de potência, 950 Nm de torque, novas gerações de caixa de cambio Voith e ZF disponíveis e novas relações de diferencial, o veículo garante desempenho superior ao do seu antecessor no transporte de passageiros. Equipado de série com sistema de freios a disco EBS 5, suspensão eletrônica e volante com ajuste de altura e profundidade, oferece segurança e conforto ao motoristas e aos passageiros. O modelo possui configuração de eixo 4×2 e está disponível nas versões com pisos alto e baixo.

 

O B8R é equipado, de fábrica, com softwares de conectividade para facilitar a ativação do sistema de gerenciamento de frotas Volvo (Fleet Managment) e o I-Coaching. As ferramentas auxiliam gestores de frota a traçar estratégias para reduzir os custos da operação e os motoristas a extraírem a máxima eficiência do veículo, com dicas de como dirigir com menor consumo de combustível e menor desgaste de peças.

 

“Para garantir os resultados de desempenho e consumo, a Volvo trabalhou  no desenvolvimento avançado da engenharia do veículo, e  em simulações de performance e testes para adequar o veículo ao mercado latino-americano e garantir a sua eficiência”,  conta Renan Schepanski, engenheiro de vendas da Volvo Bus Latin America.

 

Depois do período de desenvolvimento, o B8R passou por intensos testes de campo com clientes da marca em diferentes condições de tráfego urbano, topografia e quantidade de passageiros, para comprovar o desempenho e eficiência do novo veículo.

 

Uma das empresas de transporte a testar o novo chassi da Volvo, foi a Viação Santa Brígida, que opera em linhas urbanas das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro da cidade de São Paulo. “Dada a nossa experiência positiva com o modelo B290R, os testes iniciais com o B8R mostram boa adaptação às condições técnicas e viárias, sobretudo a expectativa do aumento entre intervalos de manutenção preventiva”, destaca Fernando Cesar Bastos Filho, gerente de Manutenção da Viação Santa Brígida.
“Acreditamos fortemente no bom desempenho do B8R, em função ainda dos resultados obtidos com nossos outros modelos Volvo, apoiados pela Volvo Equipe Dedicada”, completa Antonio Carlos Lourenço Marques, diretor de Manutenção da Viação Santa Brígida.

 

 

Para alguns países da América Latina, além do B8R com 250 cv de potência, a Volvo também está disponibilizando o veículo com 330 cv. A potência maior é necessária para cidades com condições severas de topográfica e grande altitude.

 

Os principais mercados da Volvo Bus Latina America fora do Brasil são Colômbia, Chile, Peru e Argentina.

 

Fonte: Assessoria Volvo


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

6 Comentários deste post

  1. Sem tanto a ver com o ônibus, mas acho engraçado essa “propaganda do ar-condicionado” atribuindo ainda um floco de neve como ícone, como se ar condicionado em SP fosse apenas para esfriar o calor. É verdade que temos mais dias quentes que frios, porém em dias frios, o ar condicionado também deveria servir para regular uma temperatura mediana e não apenas deixar frio que nem freezer de açougue 365 dias por ano sem se importar com a temperatura externa (que às vezes já está fria) e a quantidade de passageiros (que influencia na temperatura interna).

    Pra que ficar colocando essa poluição visual no ônibus (já cheio de logos e escritos) sendo que um ônibus “lacrado” já não é indicação suficiente de que o ônibus possui ar condicionado!? No máximo alguma informação não tão destacada já seria o suficiente. Mas ainda somos um país que vende a ideia que “luxo é ter um carro com ar condicionado”, talvez isso explique essa propaganda do ar condicionado nos ônibus.

    O.Juliano / Responder
    • Você também já esteve em Toronto, não esteve?? Lá sim é uma cidade fria de verdade e mesmo assim os ônibus possuem ar condicionado. Se não me engano, o floco de neve é símbolo universal desse equipamento, mas acho que lá não tem porque os ônibus tem também aquecimento pras estações fora do verão, então não faria sentido inseri-lo para identificação nos coletivos porque na maioria dos dias do ano esse equipamento fica desligado por lá

      Já SP tem pouquíssimos dias frios, hoje mesmo foi quente. E, mesmo assim, na cidade de SP (e na maioria das capitais brasileiras, inclusive do sul), são raras as semanas que não passam dos 20 graus, inclusive no auge do “inverno”, então, na prática, ar condicionado em qualquer lugar do Brasil vai ser sinônimo de esfriamento mesmo. E ainda nos dias menos quentes, que ficam entre uns 9 e 17 graus na capital paulista (isso chega a ser temperatura de fim de verão em Toronto) por exemplo, se o ônibus ficar muito cheio o ar condicionado faz é falta, se o ar tiver fraco eu até fico só de camiseta! Pra falar a verdade, mal sinto esse frio no ônibus mesmo nos dias mais frios, sempre acho necessário o ar ligado, às vezes mais, às vezes menos, mas sempre é importante.

      E o símbolo é necessário para identificação sim, nem todo mundo é “busólogo” como a gente, então não reconhece de longe um ônibus lá longe se tá lacrado ou não, e muitas vezes nem se dá conta que esse fechamento todo é por conta do ar condicionado. Então, com o floquinho de neve, já fica mais fácil pro passageiro comum identificar.

      E concordo com você quanto a poluição visual, talvez só o floquinho fosse suficiente, a expressão “ar condicionado” fica desnecessária já tendo um símbolo universal. Acho que essa necessidade de identificação e essa ideia de veiculo com ar condicionado em país tropical é luxo (apesar que na África por exemplo é luxo mesmo) só vai acabar quando finalmente toda a frota tiver esse necessário equipamento

      Gapre / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Entendi quanto ao ponto do ar condicionado ter o floco de neve como símbolo. Estive em Toronto sim, no fim do outono onde as temperaturas começaram a baixar. Pegando este exemplo, seria como colocar uma propaganda em todos os ônibus de Toronto escrito “Ar Aquecido” ou nos novos ônibus que tem ar condicionado colocar escrito “Ar Condicionado”, entende? Digo, se os ônibus têm essa funcionalidade, ótimo! Não precisamos encher os ônibus de adesivos informando tudo que eles têm (ar condicionado, wi-fi, tomadas USB, etc…) Hoje, até faz sentido porque existem ônibus com e sem ar condicionado, mas daqui há 20 anos, mesmo em meio à essa bagunça, será obrigatório e é bem provável que todos os ônibus já possuam ar condicionado na cidade de São Paulo. Daí esses adesivos vão fazer parte do pacote de comunicação de todos os carros da cidade: marca da montadora, marca do chassis/motor, “piso baixo” (quando é), adesivo azul da acessibilidade, preço da passagem, sistema de recarga dentro do ônibus, número do ônibus, placa com número da linha e principais destinos, letreiro com número e nome da linha e principais destinos, e ainda “ar condicionado”. Inclusive, em Toronto, pelo que me lembre os ônibus são bem limpos visualmente.

        Meu ponto é: já há muita informação, pra que adicionar informações que não afetam o aspecto utilitário? DIgo, algumas informações ainda necessárias “adesivo de acessibilidade” pois ridiculamente ainda possuem ônibus sem acessibilidade, “piso baixo” pelo menos motivo anterior e “sistema de recarga” porque ainda possuem ônibus sem o sistema deveriam (ou irão, não sei) sumir logo após a frota estiver 100% nesses quesitos. Se todos os ônibus possuírem acessibilidade, não há motivos para informar o adesivo e acessibilidade (pelo menos não tão grande), nem se é piso baixo ou não (qual a diferença se a acessibilidade será garantida das duas formas?) e o sistema de recarga será como o validador de bilhete único, onde um está o outro está também. Assim, penso eu, seria com o ar condicionado, um dia todos os ônibus terão e fica desnecessário poluir ainda mais visualmente os ônibus com mais essa informação.

        Nem todo mundo acompanha tanto essas novidades, ok, concordo. Mas para a maioria que está lá esperando o ônibus. Quantos irão deixar um passar porque não tem ar condicionado para esperar o próximo, sem nem saber se o próximo virá com ar condicionado? Poucos. Porque a maioria nem usa aplicativo e quem usa às vezes nem sabe que é possível ver pelo aplicativo se o ônibus que está vindo tem ar ou não. Por isso tudo, acho desnecessário ficar colocando cada vez mais esses informes. E ainda tem o que irá surgir que vão querer botar na lataria do ônibus. Lembrando que essas infos estão praticamente todas (ou mais) nas quatro faces do ônibus. Já na parte interna, pra lermos o número do ônibus é quase impossível após ter passado a catraca (caso queira reclamar), por exemplo.

        Ainda sobre Toronto, com certeza lá lá é uma cidade mais fria que aqui na maior parte do tempo, mas um ar condicionado que promova temperaturas baixas também é necessário por dois motivos: 1) o verão de lá, mesmo que 2 ou 3 meses, também pode ter máximas de 28, 29 ou mais; 2) porque as novos veículos (ônibus e bondes) estão vindo com menos janelas, isso se não vedados o que acaba diminuindo a ventilação natural por abertura de janelas. Claro que lá também não é perfeito, alguns relatos de que o sistema de aquecimento aquece demais no inverno e o de ar condicionado esfria demais no verão. O que é mais ou menos minha reclamação.

        O sistema tem que ficar ligado o tempo todo sim, assim como vc mencionou, mas o que me irrita é deixar o sistema travado numa temperatura muito baixa sem necessidade, quando o ônibus está mais vazio, por exemplo onde há menos calor humano. a temperatura poderia ser um pouco mais elevada só para não entrar no ônibus e passar mais frio do que lá fora. Isso acontece muito com ônibus rodoviário que tem que dormir com blusa e cobertor para não passar frio. Aí eu sempre penso “que ideia brilhante ter um ar condicionado para isolar a temperatura externa e sempre passar frio interno” As temperaturas no avião, por exemplo, costumam sempre ser agradáveis mas não sei a diferença de sistema e controle de um e outro. Acho que essa questão de ar condicionado, por ser nova aqui, ainda é mais propaganda que eficiência, tanto faz se lá no meio tá frio e lá no fundo mal tá mais quente que antes, como na maioria dos articulados ou “fundão” dos ônibus normais.

        O.Juliano / (em resposta a Gapre) Responder
        • Beleza, O. Juliano, entendo seus pontos e acho que o que rola nos ônibus em SP (e no Brasil também, no Rio por exemplo também enchem de informações quando tem alguma coisa “diferente” no busão) é muito mais marketing da SPTrans do que necessidade de fato. No entanto, não acho que isso incomode e até ajuda. Acho que, se aparecem 2 ônibus ao mesmo tempo que servem à pessoa, ela pode preferir (ou não) o que tiver ar condicionado por exemplo. Eu, particularmente, raramente sinto esse frio todo em SP, mesmo nos dias tidos como “mais frios” como os de 15 graus, acho que eu sou meio traumatizado com calor e gosto de temperaturas (bem) abaixo de 20 graus. No Brasil, principalmente do Rio pra cima, o povo já fica tilitando os dentes de frio quando tá em torno de 20 graus, acho isso absurdo, mas enfim, a gente aprende a conviver com essas coisas, rs

          De todo modo, em Toronto, por exemplo, eles identificam que o ônibus tem acessibilidade a cadeirantes e. pelo que eu saiba, todos os ônibus de lá são acessíveis, então talvez não fosse necessário inserir essa informação, mas eles colocam e, sinceramente, isso não me incomodava nem um pouco. Se não me engano, toda a frota de SP e do Rio já é acessível também, mas eles seguem colocando o símbolo informando isso. Acho interessante, muita gente não sabe até hoje dessa questão. Londres, por sinal, não colocava informação nenhuma sobre isso nos seus ônibus de 2 andares, mas colocava propaganda nas laterais. Sinceramente, isso é que eu acho poluição visual e me incomoda mais do que informações como ar condicionado ou acessibilidade.

          Outro ponto são as informações internas do ônibus. Este ano eu fui pra Cidade do Panamá e peguei ônibus lá. Ele tava vazio e eu sentei naquele banco de idosos, daí logo apareceu uma mocinha pedindo pra eu sair. Eu nem tinha entendido, ela havia me dito que era lugar de idoso, mas não havia identificação nenhuma, só uma cor diferente. Pra não “causar” lá fora eu saí de boa, mas quis perguntar qual problema havia em eu sentar num banco qualquer do busão sendo que ele estava vazio. Entende por que eu acho que informação nunca é demais? Este é um bom assunto de discussão

          Gapre / (em resposta a O.Juliano) Responder
          • Claro, entendo sim sobre “informação nunca é demais” e eu concordo inteiramente com informações primordiais como a do banco destinado a um grupo de pessoas, embora aqui em SP também seja pela mudança de cor no assento do banco, há também aqueles avisos para quais pessoas o banco é destinado e até informando que “na ausência daquelas pessoas, o uso é livre” Pessoal de lá parece ser mais rigoroso haha Mas também é compreensível. Em Goiânia por exemplo, é do mesmo modo que em SP mas muita gente lá não respeita e senta nesses bancos mesmo quando há idosos em pé (!) Talvez tenha ocorrido muito essas situações lá e decidiram agir com mais rigor. Talvez não. Vai saber.

            Porém demais informações eu ainda considero apenas “propaganda” do ônibus, seja pela empresa, prefeitura, montadora, fabricante, etc.

            A frota de SP ainda não é 100% acessível pelo fato das empresas ainda colocarem ônibus antigos nas ruas, normalmente com mais de 10 anos de fabricação. Talvez seja o fato da novela dessa licitação e, por algum motivo, uma grande pitada de consentimento da SPTrans. Esses ônibus costumam trafegar mais pelas periferias, mas vez em quando é possível vê-los rodado pelo centro. Eu mesmo avistei 4 deles em um só dia em menos de 30 minutos. Reclamei na SPTrans mas já esperando pelas respostas padrões deles “verificamos com a empresa e bla bla bla” podem falar que fazem parte da frota reserva, por exemplo.

            Ainda sobre “informação nunca é demais” eu colocaria uma ressalva: “informação primordial nunca é demais” Porque eu acho que informação em excesso pode mais confundir do que ajudar, entende? Estamos ali esperando um ônibus e avistamos um ônibus com um monte de escritos, é natural que nossos olhos queiram varrer essas informações na busca daquela que queremos. Também é natural que ele se aproxime muito mais rápido do que possamos ler todas aquelas informações. Depois, ao passar do tempo, nos acostumamos com aquele monte de coisa e nossos olhos ficam treinados para só ver o mais importante.

            Claro que isso está muuuito longe de ser o mais importante a ser resolvido. Mas eu me pergunto se cada coisinha dessa não vai atrapalhando nosso transporte na busca de ser mais eficiente, sabe!? Se as coisas pelo menos começassem a melhorar em detalhes, acredito que num futuro próximo já estariam muito melhor. pode parecer um assunto menos importante, mas acho que deveriam pensar no que informar antes de sair colocando qualquer coisa em todo lugar e muita coisa importante em lugar nenhum.

            O.Juliano / (em resposta a Gapre)
  2. Que q adianta lançarem, maioria das empresas de onibus do brasil preferem não comprarem onibus novos, fica sempre os mesmos latões de sempre!

    Matheus / Responder

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