Somente 1,4% dos ônibus de São Paulo são menos poluentes

São Paulo parece que está na contra mão em termos de sustentabilidade no transporte público. Além de não possuir nenhuma linha de VLT, de 2013 para 2015, o número de veículos menos poluentes caiu de 1.846 para 656. Atualmente, 395 ônibus rodam com 10% de biodiesel de cana de açúcar misturado com o diesel.

 

De acordo com a lei de mudanças climáticas de 2009, as emissões de poluentes deveriam diminuir 30%. Até 2018, a capital não deveria ter mais nenhum ônibus sem combustível renovável. A ideia era mudar o tipo de combustível da frota.

 

De acordo com o secretário municipal dos transportes, Sérgio Avelleda, houve redução na Ecofrota por ela ser cara. “É difícil você ter a ampliação da rede de trólebus na cidade de São Paulo, porque ela é energia. Essa energia que está cada vez mais cara e escassa, e o custo vai lá para cima.”

A gestão Doria anunciou recentemente que ônibus elétricos devem ser inseridos na frota atual (leia aqui).

Fonte: G1 São Paulo


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

13 Comentários deste post

  1. Infelizmente a gestão anterior deixou a desejar, só investiu em pinturas de faixas.

    Felix / Responder
    • A gestão anterior priorizou os onibus, implantou mais de 500km de faixas exclusivas para onibus, 42km de corredores de onibus, wi-fi nas praças, obrigou as empresas a colocar onibus com ar condicionado na renovação, enquanto que essa não vai fazer nada

      Marcelo / (em resposta a Felix) Responder
      • Muitas faixas colocadas nas vontas da gestão anterior já existia anteriormente.Me mande a lista das faixas pintadas pela Gestão anterior que eu te figo que já não ecistia.

        Felix / (em resposta a Marcelo) Responder
      • Fora a rede noturna, a qual o Doriano já tá cogitando diminuir antes de largar de vez a cidade pra tentar conseguir um carguinho mais alto na política ano que vem

        Gapre / (em resposta a Marcelo) Responder
    • E essa gestão nem projeto ambicioso tem. Os corredores só serão feitos se tiver verba estadual e federal. Ou seja, onde vão gastar a verba destinada a mobilidade urbana então?

      Em 2020 a gente vai ver quem tem razão. E quem fez mais pelo sistema de ônibus: O Haddad do odiado PT ou o PSDB da elite….

      Robson / (em resposta a Felix) Responder
  2. E enquanto isso a população que sofre…

    Arthur Lira / Responder
  3. Eu vivi a época de 2000 a 2004 onde a prefeitura estava engajada junto aos empresários de ônibus e conseguiram desativar todos os sistemas de trólebus das regiões Norte, Oeste e Sul da cidade. Casa Verde, Pinheiros, Mandaqui, Santo Amaro, entre outros. Diziam que era para construir corredores de ônibus. Agora sabendo que os trólebus funcionam melhor nos corredores e não poluem a atmosfera, os administradores da cidade continuam insistindo em usar ônibus a diesel. Não entendem de planejamento, só entendem de interresse$.

    Rafael de Souza / Responder
  4. O Povo Quer o VLT Para São Paulo/SP Agora e de Uma Vez Por Todas

    Michell / Responder
  5. Isso e triste, com monopólio da Caio complica mais ainda.

    Rodrigo Santos / Responder
  6. Já o autor desse texto parece estar na contra mão do bom senso. Ainda que ele falasse apenas sobre os ônibus seria contestável já que o uso (obrigatório) de motor eletrônico foi criado para gerenciar o funcionamento desses propulsores, além de alguns terem arla 32.

    Mas como ele envolveu os trens na tentativa de dar um toque de supremacia em relação aos ônibus não se deu conta de que ao acrescentar os vlts em uma administração municipal (deveria se limitar apenas aos ônibus) automaticamente adiciona os outros trens do sistema de competência estadual comprometendo a própria critica por ter envolvido um modal 100% elétrico. Em outras palavras, já que ele falou de vlt posso acrescentar os outros trens para evidenciar que sua análise é inconsistente.

    Não tem vlt mas tem várias linhas de trem, cinco de metrô e alguns trólebus – já que é para misturar os modais. Portanto essa contradição do autor evidencia seu despreparo para tratar de sustentabilidade, colocando na crítica elementos que comprometem o próprio argumento. E não deixa de ser confuso porque ele critica a administração municipal envolvendo a estadual misturando gestões diferentes. Se ele começasse o texto falando prefeitura e não São Paulo já inseriria o leitor em um contexto local, mas começa a confundir tratando do vlt que não é de competência do município. Sem falar que a cidade recebe chuvas todo ano, o que torna a poluição periódica, instável. Portanto esse texto deve ser desconsiderado.

    Rodrigo a Caio só produz a carroceria. O chassi, e portanto o motor, são feitos por montadoras. A própria prefeitura já apresentou um ônibus da Caio com chassi da Byd a pouco tempo, alguns ônibus da Metra são encarroçados pela Caio, existem trólebus montados com a carroceria da Caio.

    Andre / Responder
  7. Desse Jeito, a População Vai Ter Que Protestar Para Convencer a Prefeitura a Colocar nas Vias Ônibus 0% Poluentes Além de Mais Trólebus de Norte a Sul e de Leste a Oeste

    Michell / Responder

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