Metrô assina contrato para exploração publicitária de 52 de suas 61 estações

A Companhia do Metrô assina nesta quinta-feira (10), às 15 horas, o contrato para concessão da exploração publicitária das linhas 1, 2 e 3 com a empresa francesa JCDecaux. A oferta vencedora proporcionará ao Metrô um valor de remuneração mínima estimado em R$ 375 milhões pelos 10 anos de concessão.

A JCDecaux foi a vencedora do pregão eletrônico realizado em 26 de junho. A empresa atua na exploração publicitária de 57 Metrôs e VLTs em 18 países. No Brasil, a empresa é responsável pela publicidade no mobiliário urbano de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Manaus, Fortaleza, São Luís e Belém, além de ter a comercialização exclusiva da mídia do Aeroporto Internacional de São Paulo, bem como dos Aeroportos de Brasília, Natal e Rio Galeão. A concessão seguiu os moldes adotados por outros grandes metrôs do mundo, como Nova York, Paris, Madri e Barcelona. A disputa se deu entre três concorrentes, com total de 230 lances, vencendo a de maior remuneração mínima inicial.

No Metrô de São Paulo, a JCDecaux fica encarregada da instalação, operação, manutenção e gestão de espaços publicitários analógicos e digitais de um ativo com potencial correspondente a 29 mil m² em 142 trens e túneis, além de 4.650 m² das estações.

O contrato envolve a exploração de 52 das 61 estações hoje administradas pela Companhia do Metrô, englobando todas as estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Em paralelo, a empresa francesa também obteve uma Carta de Autorização para a comercialização da publicidade das atuais sete estações da Linha 5-Lilás, durante os próximos seis meses, até a concessão deste ramal à iniciativa privada.

Caberá à JCDecaux investir no mínimo R$ 20 milhões na modernização dos espaços destinados à publicidade, com principal enfoque em peças e equipamentos digitais ou retroiluminados. Tal implantação deverá ser finalizada em até 15 meses, incluindo ao menos uma mídia em túnel.

A estratégia de comercialização da concessionária foi estruturada em 3 fases. A primeira delas consiste na comercialização do inventário atual de publicidade, por meio de uma nova estratégia de vendas, por circuitos e produtos, como é feito normalmente para mobiliário urbano. A segunda será uma fase de transição das peças atuais para as novas estruturas, com a instalação de equipamentos no tamanho padrão de mobiliário urbano ou grandes formatos, dependendo da disponibilidade nas estações e fluxo de passageiros. Já a terceira, vai concretizar o novo plano de mídia, consolidando a exploração de todos os produtos. Com a adoção deste novo modelo, o Metrô espera não só ampliar sua receita não tarifária, mas melhorar a experiência de viagem dos usuários do sistema, com a implantação de uma publicidade mais moderna, mais bonita e com tecnologia capaz de prestar serviços e informações aos usuários, por meio de campanhas institucionais ou mensagens operacionais.  

Data: 10/08/2017

Horário: 15h

Local: Rua Boa Vista 175 10° Andar


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

5 Comentários deste post

  1. Bom, se não transformar o ambiente interno do metrô em um ambiente poluído, está bom.

    Renato / Responder
  2. Se ficar igual e atualmente a Via Quatro tá valendo, apesar que a linha 3 já tem isso faz tempo.

    Rodrigo Santos / Responder
  3. gostei desse banner da estação consolação

    haroldo / Responder
  4. petezada chora chora … aqui tem gestão …

    Jurandir / Responder
    • Em maio de 2010 o metrô de São Paulo adquiriu 900 monitores Sony modelo Bravia de 32 polegadas para substituir os relógios analógicos Eska e Dimep instalados nas plataformas das estações das linhas 1,2 e 3. Estamos em 2017 e apenas poucos monitores nas estações da linha verde funcionam, enquanto que os demais nunca foram ligados. Alguns foram até destruídos por vândalos. E as estações sem relógios, como se o tempo fosse algo supérfluo no metrô…

      E os tótens de auto atendimento instalados em todas as estações das Linhas 1, 2 e 3 e que nunca funcionaram. Sim, estão lá há muitos anos, pintados de cinza, com teclado metálico, mas viraram enfeite nas estações. O metrô alega problemas jurídicos com a empresa que os instalou e , assim, eles estão lá esquecidos ao lado das SSO’s das estações.

      Isso é o que você chama de “gestão”, Jurandir?

      Ivo Suares / (em resposta a Jurandir) Responder

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