Linha 10 só terá trens novos em 2020

De acordo com reportagem do Repórter Diário, a linha 10 – turquesa, da CPTM, só deve receber novos trens em 2020. Ele é a última linha a ser contemplada com aquisição de trens da estatal. A prioridade tem sido as linhas 7 – rubi e 11 – coral.

 

Hoje, a Linha 10 conta com trens da década de 1970 de origem espanhola, porém, modernizados no fim dos anos de 1990 para operação na CPTM. “Temos um lote de trens a receber em três anos e, gradativamente, vamos realocar os trens. A expectativa nossa é a substituição total desses trens (espanhóis)”, projeta o gerente de Relacionamento e Marketing da companhia, Sérgio Carvalho Júnior.

 

Não há tembém nenhuma previsão de reforma das estações do ramal.

 

 

“A gente infelizmente não consegue fazer todas as reformas de estações ao mesmo tempo. Temos um elenco de estações que já receberam o novo padrão de acessibilidade e a Linha 10 não fugirá à regra. Apenas não posso dizer se as reformas começam em 2018 ou 2019”, discorre Carvalho.

 

Fonte: Repórter Diário


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

32 Comentários deste post

  1. Esses trens poderiam ser transformados em composições menores e serem usados em ligações regionais. Uma ligação Jundiaí-Americana, por exemplo, 8 composições de 2 carros tirariam algumas dezenas de ônibus das estradas.

    Hübner / Responder
    • E pensar que estes trens faziam exatamente este serviço na Espanha…. Seria uma boa, começa com o serviço e vai expandindo a medida que aumenta a demanda. Mas não, querem fazer uma linha totalmente nova. Quem precisa de obra é empreiteira e político corrupto.

      Thiago / (em resposta a Hübner) Responder
      • Minha conclusão é idêntica à tua.

        Hübner / (em resposta a Thiago) Responder
      • Minha conclusão é idêntica à tua.

        Hübner / (em resposta a Thiago) Responder
      • Thiago, mais um pouco e você vai defender o uso de “maria” fumaça nos trens regionais…

        A sociedade precisa de obras, o trem regional é um projeto novo, não dá para reaproveitar uma estrutura destinada exclusivamente para cargas e pensada há 100 anos atrás para transportar passageiros. Um trem regional maios lento que o automóvel e o ônibus não é viável para a sociedade.

        Ivo Suares / (em resposta a Thiago) Responder
        • Não daria para usar os 5000 e os 5500
          Na linha 10 no lugar dos 2100???

          Fabiano / (em resposta a Ivo Suares) Responder
          • Fabiano, os trens das séries 5000 e 5500 tem desempenho inferior ao trem da série 2100. Se eles fossem adotados, a linha seria sucateada. Além disso, a CPTM está vendendo as unidades restantes aos poucos para a sucata. Só alguns 500 modificados circulam na extensão fantasma de Itapevi-Amador Bueno onde circulam vazios para atender a anseios políticos.

            Ivo Suares / (em resposta a Fabiano)
        • Desculpa, mas os CAF/RENFE com os truques que usa hoje podem chegar a 140km/h, e os TUE’s são os mais velozes de todos TUE’s operacionais da CPTM.

          Não fale bobagem.

          Hübner / (em resposta a Ivo Suares) Responder
          • Hübner, todo equipamento tem uma vida útil. Os trens da série 2100 já estão no fim da vida útil, bobagem seria ampliar a vida útil deles além dos limites de projeto. Trens novos podem ser mais velozes, econômicos, práticos, entre outras vantagens.

            Ivo Suares / (em resposta a Hübner)
    • A maldita politicagem jamais permitiria isso Hubner, a mesma politicagem que destruiu a FEPASA de propósito para encher as rodovias com Ônibus e consequentemente arrecadar muito com pedágios que por ventura enchem o bolso das concessionárias.

      Uma jogada de mestre aonde o povo só perdeu.

      Felipe / (em resposta a Hübner) Responder
      • Felipe, a FEPASA foi criada para atender ao transporte de cargas, sendo que os trens de passageiros deficitários vieram de “brinde”. Pode ver que a FEPASA nunca investiu em melhorias nos trens de passageiros, optando por manter a estrutura existente e até mesmo encurtá-la, dada a inviabilidade das linhas para esse tipo de transporte.Não há trem de passageiros que sobreviva levando o dobro do tempo de viagem quando comparado ao carro e ônibus. Assim ,uma a uma as linhas foram sendo desativadas por falta de passageiros. Afinal de contas, quem iria pagar para perder tempo para viajar em trens velhos e sucateados quando poderia viajar confortavelmente em ônibus ou de automóvel e em menos tempo?

        A FEPASA tinha outro problema: era um antro de corrupção desenfreada, de forma que faliu no final dos anos 1980. Em 1998 o estado de São Paulo entregou a FEPASA ao governo federal para salvar o estado da falência, provocada pelas gestões temerárias de Quércia e Fleury. Se hoje temo o metrô como dobro de tamanho que em 1990 e linhas de trens metropolitanos com boa qualidade (quando comparadas ao que existia naquela época), vemos que entregar a FEPASA foi uma das melhores decisões do governo da época.

        Ivo Suares / (em resposta a Felipe) Responder
  2. Foto bonita, Trem novo, Estação reformada, nova, Linha reformada ,Bitola larga e dormentes de concreto.Até as pedras são novas.

    Felix / Responder
  3. A ideia de aproveitamento dos trens vindos da espanha em VLTs ou Litorina ou automotriz em novas linhas a serem desenvolvidas também seria util para aproveitamento das vias ferreas abandonadas na grande São Paulo, inclusive de suas infra-estruturas, como o caso de 1 viaduto sobre a marginal do rio Tietê cujo ramal está abandonado.Boa Ideia.

    Jair / Responder
    • Jair, não é assim que se implantam trens regionais ou metropolitanos. Antes de propor a reativação de ramais abandonados é preciso estudar a viabilidade econômica, técnica, ambiental, etc. Sem falar que o reaproveitamento de uma frota antiga depende de muitos fatores técnicos e financeiros. Hoje em dia (por exemplo) é inviável, diante da oferta de novos veículos a preços baixos oriundos da China. Nos anos 1990 a CPTM adquiriu os trens série 2100 da Espanha usados por conta de uma necessidade emergencial de frota (dado que acidentes e atos vandalismo diminuíram a frota de trens).

      O ramal que você se refere é o da Armour, ramal de transporte de cargas desativado desde os anos 1990. Ele é composto de uma via singela e ligava o frigorífico Armour à então estrada de Ferro Sorocabana. Por ser uma via de poucos km, hoje liga o nada ao ligar algum. A sua reativação, assim, é inviável.

      O único projeto de atendimento ao vetor noroeste é o corredor N da EMTU (Cajamar-Domingos de Moraes), apresentado no estudo Programa de Corredores Metropolitanos realizado em 2010.

      Sobre a matéria acima, é nítido que a atual aquisição de 65 trens é insuficiente para a CPTM aposentar todas as frotas antigas e ter trens suficientes para operar em intervalos de 4 minutos na década de 2020, conforme o projetado. Segundo uma projeção da CPTM, são necessários 284 trens. A CPTM ,se muito, tem perto de 200 trens.

      Ivo Suares / (em resposta a Jair) Responder
      • obrigado pela informação em resposta. Concordo com voce sobre as pesquisas de origem e destinos que deveriam ser feitas para posteriormente gerar investimentos.Porém, só na região do jaguaré/osasco existem varias linhas abandonadas que se ligadas as redes poderiam trazer beneficios, com custo muito menor ou reaproveitar como viário urbano e não ficar no abandono como estão.

        Jair / (em resposta a Ivo Suares) Responder
  4. Podiam usar os 5000 e 5500 nessa linha???

    Fabiano / Responder
  5. Como sempre a linha mais abandonada da CPTM, triste.

    Rodrigo Santos / Responder
  6. a cptm poderia jogar todos os 3000 pra essa linha, quem sabe

    haroldo / Responder
    • Haroldo, a CPTM tem 10 trens de 4 carros da série 3000. A série 2100 tem 12 trens de 6 carros. A conta não fecha. A Linha 10 precisa de trens novos mas só uma nova compra poderia atender as necessidades dessa linha. A CPTM precisa aposentar trens velhos e somar frota para a redução de intervalos prevista (4 min. no horário de pico de todas as linhas no horizonte 2020).

      Ivo Suares / (em resposta a haroldo) Responder
  7. LEMBRANÇA DE MARIO COVAS… Vamos desfrutar destas relíquias até 2020; Fazer o quê né???

    santos / Responder
  8. Esses trens espanhóis fizeram história nessa linha e ainda fazem. Apesar de que seria melhor substitui-los por trens mais novos, eles vão deixar saudades. Tomara que deixem algumas unidades (pelo menos uma) no Museu.

    Arthur Lira / Responder
  9. Eu posso estar errado, mas os trens espanhóis da Linha 11 estão bem mais inteiros e são mais ágeis que os 2100. Como ocorreu uma renovação monstruosa por lá, poderiam pegar uns 7 desses trens e mais 5 Siemens e mudar da água pro vinho a operação da linha. Só de se mudar a operação de 6 vagões de 2 portas para 8 vagões de 4 portas, o embarque seria muito mais organizado e as viagens carregariam mais pessoas

    tiago / Responder
    • Se for os trens espanhóis da série 2000, eles são do final dos anos 90,quando inaugurado o Expresso Leste,ao contrário ao da linha 10 que são da década de 70 reformados, mas o que poderia fazer é ter uma melhor manutenção,já que no metrô também circulam trens da década de 70 e 80 (também reformados).

      Mauri / (em resposta a tiago) Responder
    • então que joguem todos os 2000 pra linha 10 já que a linhas 11 e 12 já estão recebendo trens novos, quem sabe

    • a única detalhe que eu acho feio nos 2000 são aqueles pega-mãos vermelhos

    • Que eu saiba alguns rodam parcialmente na linha 12 já.

  10. Se eu não me engano acho que esses 2100 seriam mais úteis se fossem usados como trens interestaduais

    Fabiano / Responder
    • Sim…os 2100 são os que alcançam a maior velocidade máxima em toda a frota. Mas eles precisam de uma distancia maior para atingir essas velocidades e para efetuar paradas. Isso é bem incompatível com o uso urbano. Esses trens nunca deveriam ter vindo para cá pra rodar na cidade

      tiago / (em resposta a Fabiano) Responder

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