Prefeitura de SP revela alguns pontos do novo edital dos transportes

A Prefeitura de São Paulo fez nesta quinta, 1, uma audiência pública para debater a nova licitação para os transportes na capital.

 

A forma de remuneração para as empresas deve mudar. Hoje, as empresas recebem por passageiro transportado. De acordo com o presidente da SPTrans, José Carlos Martinelli, a nova remuneração será com base nos custos do sistema, como por exemplo, o gasto das empresas com combustível. Fora isso, o lucro das empresas vai depender de fatores de qualidade. Serão considerados, por exemplo, o registro de acidentes envolvendo ônibus da empresa, o cumprimento das viagens e a satisfação do usuário – ainda não está claro como isso será medido.

 

Todos os novos ônibus devem ter WiFi, ar-condicionado, carregador de cellular e botão de pânico.

 

De acordo com o secretário dos transportes e mobilidade urbana, Sergio Avelleda, o novo sistema será dividido em três partes: distribuidor (dentro dos bairros), o de articulação e o estrutural (para grandes distâncias).

 

Haverá também uma meta de redução de poluentes.

 

Não ficou claro se manterá o prazo de licitação de 20 anos, proposto por Haddad. Avelleda disse que há a possibilidade de negociar com a Câmara de São Paulo para a alterção desse prazo dependendo do modelo econômico a ser adotado na contratação.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

18 Comentários deste post

  1. Tudo que já tinha na licitação gestão Haddad, estou correto?

    O que eu queria ver mesmo é uma meta de frota não-poluente (da forma direta), mas infelizmente acho que é sonhar demais…

    O.Juliano / Responder
  2. Alguém sabe como vai ficar o sistema de nomeação dos pontos, e o que vai ser exigido quanto às informações sobre linhas, paradas e horários nos pontos e dentro dos ônibus?

    Victor / Responder
  3. Ivo aparecendo se lembrando de mim pra falar bem ou mal do PT ou do PSDB em 3, 2, 1…

    Gapre / Responder
    • Bom dia Amigão !!!!
      O conceito de Open Book (Livro Aberto) é bem comum em Operadores Logísticos, pois o cliente consegue discutir o Nível de Serviço versus o custo para ser atendido; em outras palavras, se eu preciso de uma equipe maior, ou uma equipe melhor preparada, isso vai influir no custo do meu OL e, consequentemente, no que eu pago pra ele.
      Acho bem interessante isso, porque dá margem a uma série de discussões:
      – até onde deveremos aceitar o subsídio na passagem? Lembrem-se de que isso consome uma boa parcela do orçamento municipal, e a sociedade PODE e DEVERIA discutir prioridades, nunca tem dinheiro pra fazer tudo ao mesmo tempo, até quanto deve ser o subsídio???
      – qual o peso REAL do cobrador nos ônibus? se fala bastante em extinguir essa função, mas até onde isso traria benefícios numa redução da passagem ou do subsídio??
      – lucratividade das empresas, e aí eu acho que é um ponto forte: concessões de infra-estrutura demandam grandes investimentos e longo prazo de retorno; acho que já passou da hora de quebrarmos a “reserva de mercado” do Grupo Ruas e demais empresários que estão a décadas reclamando mas não largam o osso, imaginem uma concorrência internacional???
      Lógico, isso se esse trabalho for levado a sério, nunca se esqueçam.

      Ivo / (em resposta a Gapre) Responder
      • Olha, não é que ele apareceu????? kkkkk e veio disfarçando os comentários politizados com pareceres técnicos especializados!!!!!

        kkkkk, ah esses isentões são uma palhaçada mesmo!

        Gapre / (em resposta a Ivo) Responder
        • Não, quem se disfarça usando nickname é você.
          E não é parecer técnico, é opinião de profissional do ramo, embasada.
          Mas, você, é só mais um militante, que pouco conhece do assunto e ainda ão amadureceu.

          Ivo / (em resposta a Gapre) Responder
          • Ah sim, da próxima vez posto meu CPF junto do post, sqn.

            Vc é profissional de que ramo? Troll do PSDB?? kkkkk

            Vc é uma mala-sem-alça, se diz apartidário e não gostar do PSDB, mas se dói até na alma ao ler meus comentários contra os tukanos, que, segundo vc, devem ganhar as eleições sempre porque “são os mais fortes e melhores opções, apesar de serem ruins”. Acho engraçado, pra não falar ridículo, essa opinião de vcs de que só se pode criticar o PSDB se criticar junto o PT, que por sinal nem no poder está mais.

            Gapre / (em resposta a Ivo)
          • Essa é a velha estratégia petista, não responde e ainda quer desqualificar o opositor.
            Continue, continue……
            Assim é que a Direita deita e rola.

            Ivo / (em resposta a Ivo)
          • Aaaah tá, agora eu sou petista só por criticar o PSDB?????? Por que essa dicotomia na sua cabecinha agora????

            E quem disse que eu tenho obrigação de responder às suas perguntas??? Só porque resolveu dar uma de isentão e de grande técnico de transportes eu te devo alguma satisfação????

            E opositor??? Vc não acabou de me chamar de “amigão” no post anterior????? rsrsrsrs, ah esses tukanos que tentam dar uma de isentos…

            Gapre / (em resposta a Ivo)
      • “– até onde deveremos aceitar o subsídio na passagem?” Primeiro deveríamos perguntar “até quando deveremos aceitar o subsídio dos TÁXIS?” O Subsídio no transporte público de ônibus infelizmente veio crescendo nos últimos devido a atos políticos (não aumento de passagens na hora certa e gratuidade sem fiscalização necessária) e também por um cálculo formulado com brechas (licitação anterior). Vi opiniões de pessoas da área dizendo que esta licitação não vai resolver todos os problemas pelo simples fato de que quem quer prejudicar o sistema sempre continuará prejudicando de alguma forma, como as empresas que podem acabar inflando os custos ou achar novas brechas para poder lucrar mais. Porém a licitação nestes moldes pode ser, no mínimo, pelo menos um band-aid. Achei interessante a ideia de licitação por 10 anos, minimizaria MUITO o problema desses subsídios aumentarem a longo prazo (como sempre) mas o Avelleda já disse que isso está “em discussão” e não é certo, ou seja, poderemos ter mesmo para os 20 anos.

        – até quanto deve ser o subsídio??? O transporte é um direito nosso, então o subsídio acontece por conta de má administração do poder público e deverá ocorrer sempre que for necessário. Agora, é difícil falar em “quanto” pois deve ser o valor suficiente para garantir o transporte de cada cidadão por meio do transporte público.

        “– qual o peso REAL do cobrador nos ônibus? se fala bastante em extinguir essa função, mas até onde isso traria benefícios numa redução da passagem ou do subsídio??” Vi estatísticas que os cobradores representam 10% do valor arrecadado pelas empresas. Não sou especialista de transportes nem nada, mas acredito que num primeiro momento as empresas fariam questão de diminuir os custos informando que a extinção dos cobradores foi quem causou isso mas, num segundo momento, iria aumento os custos novamente pouco a pouco para poder lucrar estes 10% ou o mais próximo disso. Ao meu ver, apenas causaria mais desemprego mesmo… EXCETO que aquele plano de transformar os cobradores em fiscais, que considero o mais sustentável, porém as empresas continuariam batendo na mesma tecla de custos. Enfim…

        “- imaginem uma concorrência internacional??? Lógico, isso se esse trabalho for levado a sério, nunca se esqueçam.” Numa falta de empresas nacionais sérias. Seria ótimo, porém o difícil é algo ser levado realmente de forma LIMPA, uma vez que estamos vendo escândalos nacionais e internacionais. Outra opção seria criar um plano sério para inserir empresas nacionais de forma mais justa, mas novamente entramos na questão se isso seria algo realmente limpo.

        O.Juliano / (em resposta a Ivo) Responder
      • Até qdo devemos aceitar os subsídios das passagens?

        É simples de resolver: Acaba com todas as gratuidades, extingue os beneficios do BU (como poder pegar até 4 onibus com apenas 1 passagem) e cobra por distancia percorrida, como nos onibus intermunicipais da EMTU.. Tira também a gratuidade dos idosos e a meia passagem dos estudantes.

        Se mesmo assim a conta não fechar, aumenta a passagem para R$ 10,00 e tira o desconto da integração com os trens da CPTM e o metrô.

        Pronto, resolvido – Opa, kd os passageiros? Sumiram, parte foi para os carros, outros para o metrô/CPTM/Uber/Taxi….

        E agora, José? Se tirar tudo que gera os subsídios, a galera vai fugir dos onibus..ou nem vai aguentar arcar com a passagem, afinal quem mora longe é que gera mais subsídios….

        Renato / (em resposta a Ivo) Responder
        • Exatamente Renato e O. Juliano, mexer na questão dos subsídios é bem espinhosa.
          Sem eles, lógico que o transporte dá um slto de lucratividade, nem precisa fazer muita conta.
          “ahhh, mas o trabalhador tem o Vale-Transporte”, dirão alguns; sim, o trabalhador REGISTRADO, porque aquele que não tem registro ficará ainda mais vulnerável.
          Lá fora é comum você pagar pelo trajeto, do Jabaquara até a Praça da Árvore seria mais barato do que seguir até a Sé, o problema não é só operacionalizar, é botar isso na cabeça do povo, acostumado com um preço único, vejam os problemas no VLT do Rio de Janeiro, sem catracas (lá fora é comum entrarem fiscais para checar os passageiros).
          Acho, pessoalmente, inevitável ter subsídio, mas tem de deixar de ser essa Caixa Preta, e tem de ter contrapartida.
          Muito fácil as Companhias de ônibus reclamarem a todo momento de prejuízo, mas qual o empresário que assume prejuíz direto? Quem é o louco?
          Se não querem, nunca, largar o osso, não dá pra acreditar em prejuízo.

          Ivo / (em resposta a Renato) Responder
        • Poderia colocar as catacras eletronicas na porta de saida dos onibus sem cobrador assim aumentando o numero de assentos dos passageiros , o passageiro pagar o quanto andou a distância no onibus de transportou menos tais kms e pague menos e se muitos tais kms e paga mais, talvez fazendo isso não precisaria aumenta a passagem de onibus.

          Claudio / (em resposta a Renato) Responder
  4. Quero ver como o TCM vai agir agora.

    Rodrigo Santos / Responder
  5. Eu tenho uma opinião, as empresas atuais de alguma forma, que não sei e nem quero saber, agiram para não permitir as licitações anteriores e vão fazer o mesmo agora, e so verificarem a atual frota, que é extremamente envelhecida, para colocar ônibus nas condições estabelecidas na nova licitação teriam que praticamente trocar quase que toda a frota, que em termos logico e pela incompetência tanto das empresas quanto da falta de fiscalização da prefeitura, torna esta renovação quase que impossível, essa licitação não sai, vai continuar do jeito que esta, vão alegar ou vão criar os maiores e os mais ridículos empecilhos para freia esta e as proximas licitações, espero estar errado.

    Pedro / Responder
  6. É esperar para ver, criticas só é cabida depois de por em prática o serviço, leio muitas especulações.Prefiro aguardar.

    Felix / Responder
  7. Alguém pode explicar o que é o botão de pânico.

    Alex / Responder
    • É um botão acionado pelo motorista em caso de assalto que muda o letreiro do ônibus pedindo por socorro

      Gapre / (em resposta a Alex) Responder

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