Prefeitura de SP recebe projeto de VLP para a cidade

A prefeitura de São Paulo recebeu um projeto de VLP (Veículo Leve sobre Pneus) da Secovi-SP (sindicato das empresas do mercado imobiliário e condomínios no Estado de São Paulo) que teria um trajeto em linha circular de 12,8 km pelo centro da cidade.

 

Reportagemo do portal de notícias UOL diz que uma reunião foi realizada no dia 6 de abril com o prefeito Joào Doria junto com o arquiteto Jaime Leser, responsável pelo projeto.

 

Por meio de sua assessoria de comunicação ao UOL, a prefeitura confirmou que analisa o projeto e que apenas uma agenda oficial do prefeito teria tratado do assunto até agora, mas não quis dar mais detalhes.

 

A linha teria 2 sentidos. No sentido horário, teria 5,8 km de extensão e 18 paradas. No sentido anti-horário, seguiria por 7 km, com 20 paradas.

 

O VLP passaria pelos principais localidades do Centro como Praça da Republica,  Largos do Arouche e Paissandu, Pinacoteca, Sala São Paulo e Theatro Municipal.

 

O novo modal utilizaria as mesmas ruas e avenidas que qualquer veículo já usa, compartilhando o espaço. Não há necessidade de desapropriações.

 

O VLP correria numa vala central e seria alimentado por energia elétrica via catenárias. Um dos fabricantes mundiais de VLP oferece composições de três e até seis carros interligados, com capacidade para até 358 passageiros.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

39 Comentários deste post

  1. Muito sem noção esse projeto. Porém, se pensassem em algo ligando mais metrôs e ônibus no centro, poderia ser uma boa ao invés de apenas pensarem nas facilidades para o turismo.

    O.Juliano / Responder
    • Não é tão sem noção quanto parece. Pelo que entendi, nada mais é que um trólebus grande que terá um no sentido horário e outro no anti-horário.

      Não vi o projeto, mas imagino (e espero – olhando o descrito) que seja usando o anel viário central (Senador Queiroz, Ipiranga, Consolação, as avenidas que não sei o nome que ficam na região da Câmara Municipal, Sé, Parque Dom Pedro, Catavento, volta Senador).

      De fato, serviria justamente para também ligar pontos de conexão do centro – Terminal Dom Pedro, Estação Sé, Estação República, Estação Luz.

      Sinceramente espero muito que façam algo assim. O sistema de anel viário anti-horário da região para mim é problemático. Quero ir da República ou Luz à 25 de Março ônibus (as vezes tou cansado, né?) e não dá. Obrigatoriamente tem que se ou pegar o metrô, ou andar a pé.

      Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Então, a questão está justamente por não terem citado o Terminal Pq. Dom Pedro II e nem a Sé, por exemplo. Deu a entender que seria só mesmo por ali no Largo do Arouche, República, Theatro Municipal até a Luz, entende? Se fosse desse jeito que vc falou, acho que seria muito útil, ligando terminais e estações de metrô. Mesmo sendo um VLP que, sinceramente, não sei quais os pontos a favor e contra comparado com um VLT.

        Acho a ideia boa, mas este escopo não me agrada por – pelo menos ao que parece – apenas atender uma demanda hoteleira.

        O.Juliano / (em resposta a Anonimato) Responder
        • Entendo você não ter curtido a ideia. Mas ao menos temos que admitir que a ideia tem sua relevância. Um serviço circular faz falta no centro.

          E já existe um serviço turístico hoje também.

          Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
          • Sim, vc entendeu meu ponto. Concordo que um serviço circular no centro facilitaria a vida de todo mundo, dos passageiros entre modais e até mesmo visando o turismo. E como você mencionou, foi implementado há pouco tempo o serviço turístico.

            O.Juliano / (em resposta a Anonimato)
  2. Preferia que a Prefeitura priorizasse os corredores de ônibus, os tais “Rapidões” de promessa de campanha os quais o Doriano nem toca mais no assunto. Mas, em se tratando de PSDB, já sei que nem uma coisa nem outra será feita mesmo.

    Gapre / Responder
    • O Rapidão consiste apenas na implantação do pagamento antecipado nas paradas dos 130 km de corredores de ônibus existentes, de forma a remover a catraca dos ônibus. Algo parecido com a Parada Dianópolis do Expresso Tiradentes. Os principais empecilhos para esse projeto são a falta de troncalização de linhas nos corredores, o risco de evasão fiscal, o desmonte da infraestrutura das paradas pela concessionária Otima (que troca pontos bem estruturados pelos seus frágeis pontos de vidro sem comunicação visual), etc.

      Ivo Suares / (em resposta a Gapre) Responder
      • Sim, o Dória inclusive já prometeu dia desses começar a fazer os corredores com pré-embarque no João Dias-Santo Amaro-9 de julho (linha 6450, ele inclusive havia pegado essa linha nesse dia). Espero que ele faça

        Gapre / (em resposta a Ivo Suares) Responder
  3. Não entendi como funcionária o compartilhamento. O VLP fica parado no transito os veículos ?
    Se tem objetivo turístico, deveria ser realizado pela iniciativa privada.

    Marcelo Pádua / Responder
    • Mesmo quando um VLP fica no meio do trânsito, a prioridade é sempre dele, não de outro veículo. E imagino que não seja só turístico. Infelizmente o serviço de ônibus na região só atende de forma a fazer a volta. É meio complexo e chato.

      Anonimato / (em resposta a Marcelo Pádua) Responder
    • Sim, igual um VLT, roda em meio ao trânsito.

  4. VLP não, seria melhor VLT, apesar de mais caro

    haroldo / Responder
    • Se for fazer VLT, vão tirar faixa de boa parte das vias principais, o que gerará mimimi de quem não quer deixar o carro para lá. Outro problema é que haveria muitos trechos em conflito entre VLT e veículos comuns.

      Anonimato / (em resposta a haroldo) Responder
      • O Rio já tem sua linha de VLT operando sem conflito algum. Dentro em breve, Salvador terá seu VLT. Ao adotar o VLP ao nível do solo, São Paulo estará investindo no atraso. Porém vindo do Jaime Lerner, não há nenhuma surpresa. Lerner é contra o VLT.

        Celso P / (em resposta a Anonimato) Responder
        • Prestem atenção,um VLP é exatamente semelhante ao VLT,tem também direção rígida e são bi direcionais,e também é considerado um veículo ferroviário a única diferença é que ao invés de usar um par de trilhos usa apenas um trilho central para sua condução em seu trajeto,a sustentação e a tração é feita por pneus,A operação é idêntica a do VLT,pode ser urbana ou segregada,e também podem operar com sistema de acumuladores recarregáveis nas paradas de embarque e desembarque,talvez a foto da matéria esteja causando confusão por se tratar de um trólebus bi articulado.

          Salvador Sobre Trilhos / (em resposta a Celso P) Responder
  5. Achei boa a ideia, se tiverem investidores e não depender e governo apoio.

    Rodrigo Santos / Responder
  6. Secovi oferecendo projeto?

    Dias depois do ex-diretor da Cyrela ter virado secretário de uma secretária que não existia e ter entregue banheiros do ibirapuera?

    Meses depois da mesma Secovi ter perdido mudanças no plano diretor?

    Semanas depois de prédios históricos terem sido derrubados na luz?

    Tá sertinho… nada de errado.

    José Rocha / Responder
  7. Apoio VLT, VLP NÃO

    Matthy / Responder
  8. Boa idéia, um circular assim também poderia ser colocado ligando vários bairros às estações de Metrô/CPTM.

    Felix / Responder
  9. Pra mim isso é um Trólebus!!

    Ederson Casemiro da Silva / Responder
  10. Penso que na região Central de SP deviam fazer o VLT, principalmente na Av. Rio Branco/ Senador Queiroz, fora que há muitos faróis, e a viagem até o Terminal Pq D. Pedro seria mais rápido!

    Ederson Casemiro da Silva / Responder
  11. Tem tantas fotos de VLP’s melhores na Europa, mas pegam o pior exemplo. Tá explicado o porq de tanta gnt estar aqui nos comentários criticando!

    R / Responder
  12. Esse veículo da foto foi o protótipo do fura-fila, que originalmente seria um VLP, que consiste num trólebus, mas que teria umas rodas laterais ,onde se encostaria em espécie de trilhos, na internet se vê algumas fotos de testes dele no próprio Expresso Tiradentes, onde seria feito ele, chegou ter até esses trilhos e via aérea,mas foi abandonado o projeto.

    Mauri / Responder
  13. Pra mim, esse projeto , seria a mesma coisa do VLT Carioca, e os veículos são os “bondes” com pneus, que a alston fabrica, e que têm em diversas cidades da Europa, o que guia ele é um trilho único no meio da via.

    Rafael / Responder
  14. Bem lembrado Mauri.
    Na hora que vi a foto lembrei do Fura-Fil,que deveria ser um VLP, até porque trafega em via segregada.
    Acho meio complicado um ônibus tão longo pelo Centro, passem atrás da Praça da Sé, na Praça João Mendes, e vejam os bi-articulados que vem da Zona Sul, fácil dar problema em semáforos.
    Veículos maiores, para dar certo, precisam de espaço segregado ou pouco trânsito, não temos nem um nem outro.

    Ivo / Responder
    • Para ser um VLP, a tecnologia é diferente. Na verdade, parando pra pensar, temos um problema sério com nomeclaturas e conflitos de termos.

      Trem com Metrô. VLT com Bonde. VLP com ônibus. Temos uma mania de usar termos comerciais e transformar em termos genéricos (tipo gilette). Vide a p**ra do Uber, que nada mais é que um serviço de fretamento que tenta competir com táxis.

      Nisso fica uma confusão tremenda, até porque fazem isso para poder “dar um valor diferente ao novo modal”, tipo uma forma de “vender o peixe”.

      Não sei como é em outros países, mas talvez faz falta mesmo este tipo de análise.

      Anonimato / (em resposta a Ivo) Responder
      • Exato.
        Não adianta botar a ABNT pra regulamentar os termos, o marketing SEMPRE vai prevalecer, o administrador SEMPRE vai querer botar sua marca.
        E os termos do momento são impactantes, tiraram CMTC (Companhia Municipal de Tramsportes Coletivos) e transformaram em SPTrans, nome que ficaria jóia se falássemos inglês, “Sao Paulo Transport”, né???
        A língua é mutável, falar VLT, Coaching, Lacrar, etc…. é inevitável por causa das influências do meio e do momento.
        Por isso que na Ciência nomeiam as espécies com nomes em Latim, porque sendo uma língua morta, não tem alteração no seu modo de falar ou gramática.

        • ABNT e técnicos também são chatos para cambola com termos. Eu falo “vagão” e fãs de trens me expurgam pois chamam de “carro”. Carambola, mesmo que o vagão tenha tração própria, por ser um equipamento ferroviário, a “cultura comum” associou com “vagão”. Wagon, oras bolas!

          Anonimato / (em resposta a Ivo) Responder
  15. O VLP Vai Operar o BRT em São Paulo Para Objetivar Trazer Trólebus Super Articulados e Também os Biarticulados Com Rumo à Cidade Tiradentes e Também a Guaianazes

    Michell / Responder
  16. Se o VLP na operação FURA FILA não deu certo com o Pitta na época, agora o VLP vai dar certo com o Abençoado aí?
    Se não fosse a Via SUL assumir a operação do Terminal Mercado ao Sacomã e V.Prudente era até hoje para estar abandonado!!!

    Santos / Responder
    • Não acho que foi a culpa da Via Sul a recuperação do Expresso Tiradentes, sendo que provavelmente foi uma negociação política para não deixar um “elefante branco” sem utilidade.

      Anonimato / (em resposta a Santos) Responder
  17. Se o Secovi for a favor eu sou contra, se o Secovi for contra eu sou a favor.

    Davi Secomandi / Responder
    • Se você é “do contra”, ignora benefícios. Se você é “a favor”, ignora maelfícios.

      Já pensou em ficar em cima do muro? É alto, grande e tem uma visão ampla. :p

      Anonimato / (em resposta a Davi Secomandi) Responder
  18. Nada mais atrasado que um VLP. Enquanto isso, cidades de menor porte que São Paulo já utilizam o VLT como é na Europa, Canadá, EUA, Irlanda, etc.

    Celso P / Responder
  19. Nada mais atrasado que um VLP. Enquanto isso, cidades de menor porte que São Paulo já utilizam o VLT como é na Europa, Canadá, EUA, Irlanda, etc.

    Celso P / Responder
  20. Complementando os VLPs também são veículos “bi-direcionais.

    Salvador Sobre Trilhos / (em resposta a Salvador Sobre Trilhos) Responder

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