Justiça autoriza Prefeitura de SP de retirar cobradores dos ônibus

A Justiça de São Paulo considerou inconstitucional uma lei de 2001 que obrigava a Prefeitura de São Paulo a manter cobradores nos ônibus da cidade. Ainda cabe recurso mas esta era a principal trava para retirar os cobradores dos ônibus.

 

Hoje, o sistema possui cerca de 20.000 cobradores a um custo de R$ 900 milhões por ano. O pagamento em dinheiro na rede é de apenas de cerca de 6% do total das passagens. Nas princpais cidades do mundo esta função não existe e o prórpiro motorista efetua a cobrança caso seja necessário.

 

O prefeito de São Paulo, João Doria, já disse em entrevista que pretende acabar com a função até 2020.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

7 Comentários deste post

  1. É o começo do fim.
    Logo começam os cortes, e as greves para manter os empregos.
    Mais que isso, DUVIDO que esses alegados R$ 900 milhões por ano signifiquem maior investimento ou redução na tarifa (huahuahauahuahau) ou mesmo redução no subsídio da Prefeitura.
    Vão dizer que essa redução “impediu” um aumento maior na tarifa.
    Particularmente, acho mesmo que a função de cobrador não tem mais sentido, taí a Metra pra provar isso.
    Mas, falando bem seriamente, o que EU ganho com isso???
    Como escrevi acima, ach que vou sair perdendo, de novo.

    Ivo / Responder
  2. Cobrador de ônibus e profissão que não existe mais so existe o cargo e o pagamento salarial, pois o serviço já esta extinto desde que lançaram o bilhete único, hoje eles não passam de bagagem ou mais um passageiro remunerado pela empresa.

    Pedro / Responder
  3. Deve existir a função de ajudante de bordo, que é o funcionário que auxilia o motorista com os passageiros idosos, com mobilidade reduzida, fazem cobrança e informam os demais passageiros sobre o itinerário. Se a prefeitura tirar o cobrador a evasão vai aumentar muito, pois muita gente vai pular por cima da catraca. Lembro que nos anos 2000 o articulado não tinha cobrador e quase ninguém pagava. E tem o lado social, o que fará essas 20 mil famílias, ou quase 100 mil pessoas que dependem dos salários desses profissionais? Devemos jogá-los a própria sorte?

    Evaristo / Responder
  4. É apenas mais uma profissão em extinção , outra será os frentistas.Já existiu ferramenteiro, datilógrafo, catadores de estrumes na cidade, abastecederores de lampiões antes da energia eletrica etc… Milhares de profissões desapareceram e outras foram criadas, contra o futuro tecnológico é uma luta inglória, o ser humano tem que se preparar e se adaptar.

    Felix / Responder
  5. E complicado que isso causa demissões de pais de família, só que e algo que só sobrevive em SP devido o prefeitos que passaram nos últimos 8 anos não investirem como devem em novos corredores em SP, em vias como Radial Leste e 23 de Maio, se não fosse isso já estariam extintos faz tempo, por isso apoio o tal pagamento antecipado nos pontos, desde que tenham segurança pra não haver vandalismo ou pulos nas catracas, como tem em outras cidades com BRT, espero que esse Dória consiga tirar do papel algum corredor, veremos com essa crise.

    Rodrigo Santos / Responder

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