Qual a sua opinião sobre este tipo de ciclovia?

Em São Francisco, nos Estados Unidos, algumas ciclovias são entre a vaga dos carros e a via normal, isto é, não se perde as “tão preciosas vagas”, que geram tanta polêmica na cidade de São Paulo. Creio que em outras cidades devem possuir este mesmo tipo de ciclovia.

 

Mas, ao meu ver, que não sou especialista, o ciclista corre mais perigo de acidentes neste tipo de via. Algum passageiro/motorista desatento pode abrir a porta do carro e bater no ciclista que está passando, pro exemplo.

 

Minha dúvida é: será que estas cidades fizeram este tipo de ciclovias porque o comércio também reclamava? Será que se implentassem este tipo de via para bikes em São Paulo o “comércio” iria reclamar menos ou aí surgeria outra reclamação?

 

Quem for especialista no assunto ou tiver outros pontos a acrescentar fique a vontade. Gostaria de ver um debate sobre isso.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

16 Comentários deste post

  1. “Algum passageiro/motorista desatento pode abrir a porta do carro e bater no ciclista que está passando, pro exemplo”

    Isso pode acontecer, mas acho que foi pensado, se você ver entre o carro e a ciclovia tem um espaço pro motorista abrir a porta. Um pedaço da porta ainda invade a ciclovia, mas esse espaço extra dificulta o acidente e permite que um ciclista atento tenha a chance de brecar/desviar a tempo.

    No mais, acho a ideia legal, cria uma harmonia entre varejistas, motoristas e ciclistas.

    Lucas / Responder
    • Nas ruas daqui não tem espaço fisico para isso…..teria que tirar uma faixa de rolamento dos carros

      Tiago / (em resposta a Lucas) Responder
  2. Já foi feito algo parecido na ciclovia não conectada de Moema, era para ser teste, ao que tudo indica e eu mesmo pude comprovar, não funcionou(tomei uma bela portada, graças a deus estava devagar). O de Moema o motorista estacionava rente à ciclovia, a mesma continuava no mesmo local rente à calçada, não havia a distancia para abertura de porta. Poderia haver um outro estudo de caso com a redistribuição adequada. Tem que ser muito bem pensado pois o natural é a pessoa abrir um metro de porta se o automovel permitir, até 2 se houver.

    Alexandre I / Responder
    • Não é só a ciclovia de Moema. Há ciclovias que ficam no meio da avenida também. Ou ciclovias que dão espaço para áreas de estacionamento de escolares.

      Anonimato / (em resposta a Alexandre I) Responder
      • alias a única paralela a essa solução que conhecia era da escola mesmo madre cabrini, que foi desativada.

        Alexandre i / (em resposta a Anonimato) Responder
  3. andei muito de bike e sinto muita falta e não me dei por aposentado… porém acho insegura uma ciclovia como essa e sou contrar muitas q instalaram aqui em sp… a toque de cx sem planejamento … sem ouvir quem pedala …

    Alex Sandro / Responder
  4. Acho super válido o teste!
    Acredito que não existe uma fórmula pronta e a cidade deve ser aberta a testar novas formas de ciclovia. Me recordo do urbanista Jan Gehl ter defendido (e implantado) em Copenhague ciclovias que ficam entre os carros estacionados e a calçada, o que também é interessante, por manter o ciclista afastado do transito de carros e rente a calçada (procure por “copenhagen lane”).
    Quanto ao risco de pessoas abrindo as portas dos carros, acredito que seja questão de costume, da mesma forma que não abrimos as portas virada para a rua sem antes olhar se não vem algum carro atrás, com o tempo as pessoas olhariam se vem bicicletas também.

    Neto / Responder
  5. Rua planejada e povo educado é outra coisa. Eu faria o contrário. Colocaria a faixa do lado da calçada (como a que existe lá na região da Luz, proximo ao Teatro municipa (e que funciona muito bem, diga-se de passagem), com uma faixa zebrada para a abertura de portas e faixa demarcada para carros poderem estacionar. Mas precisou tirar uma faixa de rolamento dos carros da mesma forma, porém não suprimiu vaga de estacionamento. Porém, era melhor privilegiar a circulação dos veículos da rua (além da oferecer a segurança com a ciclovia). Mas como a rua tinha espaço maior, foi possivel.

    Isso é um caso raro em SP e acredito que a maioria de nossas ruas não tem viabilidade para algo como o da foto. Uma cidade que foi desenhada para carros, não há magica. Tem que tirar espaço do carro ou do pedestre para implantar corredores/faixa de onibus e ciclovias.

    Renato / Responder
  6. Não é pintada com a mesma cor das de São Paulo.

    Felix / Responder
  7. Isso não funcionaria aqui no Brasil, onde o trânsito é brutal. Seria um risco à segurança dos ciclistas e, provavelmente, poderia gerar acidentes gravíssimos.

    Josh / Responder
  8. Tem duas coisas aí. Primeiro, tem espaço (largura da pista) para implantar a faixa de estacionamento, a ciclofaixa e mais duas faixas de rolamento. Numa pista mais estreita (como a maioria das ruas de SP), não seria viável.

    Segundo, em relação a cor, o vermelho (ou qualquer outra cor, como o verde em Nova York) é uma norma do código de trânsito e uma importante forma de comunicar/alertar o motorista que aquilo é uma faixa exclusiva para as bikes.

    Alex / Responder
  9. Não duvido que exista exemplos bem diferentes de ciclovias ao redor do mundo. Cada uma com sua peculiaridade. No caso acima, como já bem colocado por muitos (milagrosamente sem briguinhas idiotas), a via tem uma grande largura (chuto que tenha uns 10m no mínimo). Estados Unidos per si tem padrões de vias bem largos, permitindo melhor compartilhamento de vias. Lembrando também que os Estados Unidos tem uma cultura que prioriza o transporte individual motorizado, e salvo engano, muitos lugares não tem nem transporte adequado (Uber e Lyft cresceram nos Estados Unidos por causa disto também).

    No Brasil, viemos dos modelos europeus antigos, de vias mais estreitas baseadas em trânsito inicialmente de pedestres e muares, mesmo chegando a tempos quase atuais. Parte das vias nasceram de ocupações que criaram espaços a partir das vias colocadas. Geralmente as vias daqui tem entre 5 a 8m de largura, sem contar vielas (entre 0,8 a 2m). Na verdade, o ideal é consultar a legislação (E tou meio preguiçoso para isso).

    Toda adaptação viária tem que seguir normas e condições culturais já estabelecidas. Toda adaptação deve levar em conta isso e considerar também quaisquer riscos a participantes do trânsito.

    Anonimato / Responder
  10. Se as ciclovias na Europa ou nos EUA são uma porcaria, então TD bem ser uma porcaria aqui tbm??

    R / Responder
  11. No Brasil, acho muito perigosa, imagina, os carrocratas nao respeitariam nunca.

    Matheus / Responder
  12. CICLOVIA EM PLENO MEIO DE PISTA, fora de cogitação!!! O autor que postou este tutorial tem toda razão!!! Ciclista passando corre risco de ser acidentado devido os folgados e despercebidos causarem incidentes e tais transtornos. além de risco acidental os perigos eminentes…

    Meu Deus do céu!!! se fizer isto no Brasil principalmente em SP, vai dar problema de modo que Pronto Socorro farão filas pelos corredores por tais situações acidentais serem provocados por este tipo de Ciclovia em pleno meio de rua…

    Estas efetuadas em SP na Gestão Haddad foi melhor projeto que ele fez de modo que isto trouxe grandes benefícios aos usuários.
    Pena que o Lindão aí não prosseguiu com o projeto, conservação e preservação das ciclovias que há lugares que as tintas vermelhas nas pistas, estão se desgastando e perdendo a cor…

    Ao invés de ficar fazendo projeto cidade Linda, atrás de pichações e restaurando muros, coloca esta turma de conservação de cidade linda para manutenção das ciclovias…
    “Não” fica atrás de cidade linda pensando só em muros pintados; mexendo com cracolândia que foi a mesma coisa de mexer com exame e caixa de abelha arriscando levar até picadas e ferroadas. Veja como estas pessoas estão, como abelhas agitadas… e as ciclovias que é muito mais importante que isto, ficando aos poucos abandonadas…

    Santos / Responder

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