Prefeitura de SP deve trocar algumas ciclovias por ciclorrotas

A gestão Doria está analisando trocar algumas ciclovias existentes na cidade de São Paulo por ciclorrotas. As ciclorrotas são caminhos sem a separação das bicicletas do restante do tráfego. A gestão Kassab chegou a implementar algumas mas não houve muito sucesso.

 

A Vila Prudente deve ser a primeira a passar por esta mudança. A medida deve ser debatida com o prefeito regional e os ciclistas.

 

“Houve construção de ciclovias muito boas, outras boas e outras que fazem muito pouco sentido. Queremos substituir essas últimas por ciclorrotas que de fato levem ao aumento do número de ciclistas”, afirma o secretário municipal dos dos transportes Sérgio Avelleda a Folha de São Paulo. “Há ruas tão calmas que não faz sentido segregar a bicicleta.”

 

Outra ciclovia que deve sumir do mapa é a da Consolação. De acordo com Avelleda, a descida é muito perigosa pois o ciclista adquire velocidade e há muitas entradas de edificios e empresas no meio do caminho. “Na subida, a ciclovia da Consolação vai bem. Na descida, é muito arriscado, gera velocidade e tem entrada para hotel, lojas, ruas, concessionária”, diz Avelleda, para quem a questão não pode ser tratada “como um dogma”.

 

“Precisa haver uma rota segura ao ciclista. Se ela deve ser na Consolação ou em outras vias, cabe discussão. Se for na Consolação, precisa de tratamento mais adequado.”

 

Avelleda diz que nada vai ser mudado sem antes consultar a opinião pública.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

33 Comentários deste post

  1. Ciclorrotas e nada são a mesma coisa. Se a ideia é trazer mais ciclistas pras ruas, com esse mecanismo, isso não acontecerá.

    Jean / Responder
    • Concordo! Ciclorrotas e nada são a mesma coisa!
      Quando passo por esses trechos, muitos carros não respeitam os ciclistas, tanto quanto em ruas comuns (sem ciclorrotas). Tenho impressão que nessas ruas calmas são onde os carros aproveitam para encontrar uma rota alternativa ao transito e podem acelerar, o que claramente coloca ciclistas (além de pedestres) em risco.

      Neto / (em resposta a Jean) Responder
    • As “Vias Calmas” de Curitiba são nada mais que ciclorotas também. 😉

      Anonimato / (em resposta a Jean) Responder
  2. A princípio acho a nova política razoável. Há muitas ciclovias em áreas residênciais, ruas com baixíssimo movimento de carros, tornando, ao meu ver, a ciclovia desnecessária. Se o Haddad tivesse sido mais razoável na sua política de ciclovias talvez ainda fosse prefeito.

    Anderson / Responder
  3. O problema é o seguinte… quando se cria uma ciclorrota, muitas vezes o ciclista anda mais no “meio da rua” uma vez que uma faixa ficará reservado para estacionamento de veículos onde deveria existir uma ciclofaixa. Basta ver como é essa realidade nas ciclorrotas da região da Lapa.

    Essa medida me cheira a desculpinha para agradar aos comerciantes que perderam suas vagas de estacionamento particulares em vias públicas.

    Alex / Responder
    • Comerciantes que geram empregos?

      Felix / (em resposta a Alex) Responder
      • Ciclovias existem no mundo inteiro e ao lado de escolas e comercio. Quer que eu poste as fotos de Nova Iorque, Londres, Paris, Tokyo e outras ?

        Comerciante quer vaga de estacionamento para fins privativos. E é sabido que as ruas são publicas.

        Seu pardido não oferece nenhuma opção rapida e barata de deslocamento, não tem metrõ, o trem é uma bosta e vive quebrando….

        Mas a vida deve ser preservada e as pessoas tem o direito de escolher como querem se deslocar, sem ficar refem de uma porcaria de transporte publico ou do transito infernal…..

        Tiago / (em resposta a Felix) Responder
        • Calma Tiago, não tenho partido, se partido fosse bom não era partido era inteiro.Voto em pessoas Gestoras e que tenham no mínimo nivel superior que já administrou algo na vida com sucesso.Não voto em aventureiros com boas intenções e péssimas ações. Infelizmente muitos brasileiros votam em muitos falastrões que vendem sonhos e entregam pesadelos,

          Felix / (em resposta a Tiago) Responder
      • Você não cansa de falar bobagens?

        Renato / (em resposta a Felix) Responder
      • A preservação da vida está acima de qualquer necessidade desses pseudos comerciantes….

        Marcelo / (em resposta a Felix) Responder
      • Mas faz sentido! Uma vaga perdida não é motivo para contratar ou demitir um colaborador, isso aí se chama safadeza. O que o Alex expôs é exatamente o que é, uma desculpa para agradar a poucos e esquecendo novamente o “povão”.

        Nicolas Ferreira / (em resposta a Felix) Responder
      • Ciclistas também geram empregos. Talvez você não saiba, mas ciclistas são consumidores (até mais providos de grana porque o custo de uma bicicleta é menos que um carro, por exemplo) desses mesmos comerciantes.

        Alex / (em resposta a Felix) Responder
        • Os comerciantes que perceberam o potencial disso, estão ganhando dinheiro.

          Felix, dê uma passadinha na ciclofaixa da Rafael de Barros em um fim de semana comum e veja os paraciclos dos comercios e restaurantes LOTADOS de bicicletas e os ciclistas nas lojas.

          Renato / (em resposta a Alex) Responder
          • Sim, de fato. Inclusive porque é quase impossível encontrar vaga de carro na rua, com ou sem ciclovias. Só os ciclistas sabem o quão prático bicicletas são.

            Andre / (em resposta a Renato)
          • Nem precisa ir tão longe, os pedais noturnos tem dias de pedal “gourmet”, param em algum local, enchem o estabelecimento e consomem, do nada aparecem 30 a 40 ciclistas em grupos pequenos e consomem por alguns minutos … onde está o problema? se o comerciante for um jumento total é capaz de querer tirar as 40 bikes pois atrapalham o comercio que poderiam abrigar 2 carros …

            Alexandre I / (em resposta a Renato)
  4. Acho ridículo esta argumentação de bicicletas velozes. As pessoas gostam de inverter responsabilidades, impressionante. Na descida da Consolação, a responsabilidade é do motorista em olhar antes de entrar/sair e se necessário parar e esperar, muito simples. A velocidade máxima regulamentada para bicicletas naquela via também é de 50 km/h, igual carros. Exceto bicicletas elétricas que são limitadas a 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas se não me engano. Vivi em Londres por muito tempo, muitos ciclistas atingem facilmente 50 km/h e andam em ciclofaixas ao lado da calçada, os motoristas esperam. Só presenciei UMA vez uma situação de risco por irresponsabilidade do motorista.

    Andre / Responder
    • Cara, toda vez que ando na região do Centro/Consolação, tenho visto muitos ciclistas com bicicletas tipo “speed”. Muitas vezes a bicicleta consegue ir mais rápido do que o limite da via, as vezes até competindo espaço com motociclistas no famigerado “corredor”.

      Anonimato / (em resposta a Andre) Responder
  5. A ideia não é tão ruim quanto se pensa. O ideal neste caso é pegar as paralelas à Consolação e reduzir a velocidade. Mas seria interessante que nas ciclorotas tivessem ao menos uma ciclofaixa, realocando a ciclofaixa anterior.

    A da Consolação acho muito esquisita – é fina demais e muito fácil de criar situações de conflito de via.

    Anonimato / Responder
    • Então, a idéia de ciclorrotas não é ruim. Inclusive, o ideal seria não ter absolutamente nada. Num mundo utópico, bicicletas são apenas outro veículo e respeitadas como tal. Mas conhecemos nossa realidade, brasileiros são verdadeiros primatas no volante, a segragação se faz necessária por culpa deles mesmo. Não adianta, neste país as pessoas não obedecem leis quando não são fiscalizadas ou quando não são impedidas por qualquer outro meio.

      Andre / (em resposta a Anonimato) Responder
      • Acho que as ciclorrotas poderiam resolver muita coisa se, e APENAS SE, os nossos motoristas tivessem uma conduta adequada no trânsito. Se 98% dos motoristas não respeitem nem o pedestre que tenta atravessar uma rua, imagine esses mesmos motoristas vendo um “corpo invasor” na sua pista, de bicicleta.

        As ciclofaixas e ciclovias são importantes para garantir uma maior segurança ao ciclista. Voltar atrás em tudo o que foi duramente conquistado é um retrocesso e falta de visão do “gestor de imagem” que se diz prefeito dessa cidade.

        Alex / (em resposta a Andre) Responder
    • As paralelas são estreitas, muito mais ingremes e com apenas 1 pista simples para cada lado e ainda passam onibus colado a calçada. A Frei caneca só desce. Vai fazer ciclorrota para subir como? Ciclorrota e nada é a mesma coisa que nada. Não tem proteção, as placas e sinalização de via se apagam com o tempo e muitos motoristas nem as notam….

      Conheço bem a região da Consolação e digo com propriedade. A Consolação e a Angélica são as unicas vias menos ingremes disponiveis para a ciclovia….A ciclovia da Consolação liga 3 ciclovias a da Av.Paulista, que por si está conectada com a ciclovia que vem do Pacaembu que vem da Barra funda, ao mesmo tempo que liga a ciclovia do Minhocão e do centro.

      A ciclovia da Consolação só precisa ser alargada e melhor sinalizada, ai o problema está resolvido.

      Isso ai é só para tirar mesmo, pq está atrapalhando o DEUS carro. Não foi apresentado estudo algum, não houve acidentes, tem demanda, não tem nada que justifique, é só para atender a elite carrocrata que se acham o dono da rua.

      Renato / (em resposta a Anonimato) Responder
      • P*t* cara, para com essa de “Elite Carrocrata” (se trocar para “gearhead”, aí a gente conversa…). Nada a haver… Posso falar que tem uma “elite motoqueira” também, já que há um problema de trânsito com motos e nenhum motoqueiro dá o braço a torcer? Ou “Elite Ciclistica”, esta que culpa qualquer um que não seja bicicleta pelas mazelas da cidade, e fica se impondo e não respeitando as leis de trânsito? Menos cara, menos.

        Alargar a ciclovia não resolve tanto, pois deixaria as faixas desproporcionais (e isso é pior pois dá má adequação do trânsito). Poderia ser transferida à Av. Angélica, ou então refeita apenas em um dos lados, eliminando uma faixa completa. Do jeito que está, tá muito ruim.

        Anonimato / (em resposta a Renato) Responder
        • Você usa a bike como meio de transporte? Eu uso desde 1992, dos tempos que nem se sonhava em falar em ciclovia. Conheço bem a realidade, sei dos sufocos que já passei e por isso falo com propriedade, não por achismo.

          Sobre a elite: É sim senhor. No SPTV 2º edição deu uma ideia bem clara dos verdadeiros motivos (obscuros, diga-se de passagem)
          Eles NÃO tem argumento algum para tirar a ciclofaixa. Você leu meu post até o final ou só até a parte onde digo “elite carrocrata” e já rebateu?

          Eu pesquisei bastante para descobrir os motivos…..o que esse partido fez pelo usuário dos onibus, pedestre e ciclistas? Nunca fez nada, a cidade tinha 63km de ciclovias que ligam nada a lugar algum, parte deles em parques, outra parte voltada só para Lazer…..

          E ao invés de fazer algo decente como corrigir e expandir, simplesmente optam por tirar na surdina (como a do Morumbi) e agora a da Consolação…

          Qual é a proxima que vão tirar? A da Rafael de barros? Vergueiro? Martiniano de barros?

          Pq se tirarem essas conexões e deixar a ciclovia da paulista sem conexão, ela vai se tornar inutil, pois estará ligando nada a lugar algum e sem conectividade alguma.

          Renato / (em resposta a Anonimato) Responder
          • Você também não leu meu comentário por completo, cuidado com sua estupidez porque por menos que isso alguns usuários do Twitter estão sob ameaça de processo. Noto como muitas vezes você age de forma estúpida aqui.

            Faz o seguinte. Sabe onde é a casa do Dória? Faça como já fizeram: vão lá e fiquem lá enchendo o saco dele, não o meu. Passar bem.

            Anonimato / (em resposta a Renato)
        • Quem tem que achar se está bom ou ruim são quem usa, ou seja: Os ciclistas.

          Não estou vendo reclamação de ciclistas sobre essa ciclofaixa.

          Tiago / (em resposta a Anonimato) Responder
          • A atitude de um ciclista também interfere na vida do pedestre, do motorista de ônibus, do piloto dos bombeiros. O próprio Avelleda que é ciclista já escreveu que o pior da ciclovia é o tamanho, o risco e a questão de ser íngreme. Por mim, peguem a faixa sentido Oeste, alarga e faz via dupla. Deixa a ciclovia apenas em um lado da avenida, não nos dois. Se alargar mais a via, dá desproporcionalidade.

            E eu como pedestre digo que tem muito ciclista que se acha. Quase esbarro em alguns muitas vezes. Tá muita estúpidez e o pessoal não está sabendo ser cidadão.

            Anonimato / (em resposta a Tiago)
          • anonimato aí vc generaliza, alguns colegas vem a mim reportar sobre um mal comportamento de um ciclista, ciclista não significa que o ser vai subir em um meio de locomoção e virar santo, da mesma forma não encho a paciência de meus amigos quando um motorista faz cagada. quanto a ciclovia ir apenas ao lado contrário com via dupla desde o começo achei que seria melhor assim, se retirar só a descida facilmente terão ciclistas que descerao na contramão e aí sim ficará perigoso.

            Alexandre i / (em resposta a Tiago)
  6. Só observo esse prefeito.

    Rodrigo Santos / Responder
  7. Cuidado! Ele não é político! Meu pai e que e. Eu tô de olho nesse prefeito desde o dia em que ele ganhou a eleição. Alguém precisa dizer a ele, onde é o Ceagesp, pois ele não deve saber, e lá vende também melancia.

    Joel / Responder
  8. População quer faixa e corredor de onibus, não ciclovia, ciclofaixa ou ciclorota

    Júlio / Responder
    • A população quer os dois, Julio. Você não pode menosprezar 300 mil viagens/dia de bicicleta na cidade. O ciclista precisa de segurança para circular. Além disso, muitos ciclistas também são usuários de ônibus (integração de modais, sabe do que eu falo?).

      Alex / (em resposta a Júlio) Responder

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