Doria quer implantar sistema de pagamento de ônibus com celular

O prefeito de São Paulo, João Doria, está em Seul, na Coreia do Sul, vendo as tecnologias usadas no país para a área de transporte. Em visita a Samsung, o prefeito acertou uma parceria para que sejam feitos testes em São Paulo do uso de telefone celular para pagamento da tarifa dentro dos ônibus, como um Bilhete Único.

 

O sistema já é utilizado nos ônibus de Seul. Pela parceria feita com a capital paulista, os testes serão gratuitos e os prazos ainda serão definidos.

 

Doria já havia comentado essa semana durante a viagem que pretende implantar ar-condicionado e wi-fi em todos os ônibus de São Paulo até 2020 (leia aqui).


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

15 Comentários deste post

  1. se o ônibus vai ter wifi por que não usar biometria? e os valores já ficam agregados a digital da pessoa? e outra qual seria a comunicação? nfc acabou não sendo unânime, começou a entrar nos aparelhos novos mas não teve continuidade.

    Alexandre i / Responder
    • Alexandre, na minha opinião a biometria (digital dos dedos/mão) é algo muito anti-higiênico, visto as bactérias que podem ser propagadas de uma à outra dentro de uma população de milhões.

      Ainda acho que o QR Code seria algo mais prático, com leitura em telas de celulares, papel(avulso) ou até mesmo bilhetes únicos que viriam com um QR Code fixo. Mas isso mais pra frente, como o próprio Anonimato disse aqui, há coisas muito mais importantes para melhorar antes do meio de pagamento.

      O.Juliano / (em resposta a Alexandre i) Responder
      • isoso também, acredito que o uso do bilhete magnético para identificação já está bem ultrapassado, portarias de prédio comerciais imprimem qr Code e pronto n tem mais que ficar com aquele cartão magnético. e com certeza a identificação da forma de pagto seria a última da fila de prioridades. quanto a higiene tenho minhas dúvidas uma vez que é quase certo que o ônibus inteiro deve estar abarrotado de germes e com certeza não há uma limpeza frequente

        Alexandre i / (em resposta a O.Juliano) Responder
  2. Acho que deveria se pensar mais em eficiência no transporte e menos em “formas de pagamento”. Sistemas por celular ainda não estão totalmente incorporadas na cultura da população, e no caso brasileiro, há mais riscos que benefícios usando-se desta tecnologia.

    O uso do Bilhete Único está disseminado, e lembremos que seria ideal que existissem tecnologias para pagamento individual, além da manutenção de profissionais para auxilio ao motorista.

    Anonimato / Responder
    • Muito boa observação. Precisamos melhorar passos atrás e não somente o final. Essas propostas me soam como aquela coisa de querer implantar coisas novas para, esteticamente, dar a impressão de primeiro mundo mas com um sistema ainda falho.

      O.Juliano / (em resposta a Anonimato) Responder
      • Exato, obrigado Juliano. Não discordo que novas tecnologias de pagamento podem ser úteis para agilizar o embarque, mas do jeito que Doria apresenta, me soa mais estético que funcional. Detalhe que ele, como vem fazendo desde então, anuncia em suas divulgações as empresas que “faz parceria”.

        Se a Justiça não estivesse ocupada com a Lava Jato hoje, provavelmente Doria estaria na mira e já teriam ao menos visto parte das tais parcerias para ver onde realmente é “boa vontade” e onde começa as relações ilícitas.

        Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
        • Excelentes comentários, Anonimato. Um dos principais problemas com o sistema de ônibus de São Paulo é a demora absurda dos ônibus, fora as mudanças semanais nas linhas, principalmente pra cortá-las. Essa bagunça precisa acabar e, provavelmente, só vão botar ordem na casa se fizerem logo a nova licitação dos transportes públicos, empacada na gestão anterior

          Gapre / (em resposta a Anonimato) Responder
  3. Eu não votei nesse cara! Primeiro, prefeito, vai cuidar de melhorar suas escolas municipais. Aproveite que está aí na Coréia do Sul, e veja como se faz.para melhorar primeiro a educação, educação municipal e aí depois, você implanta essas modernidades. Vamos olhar primeiro para a educação das pessoas.O Brasil, não é a Coréia do Sul ainda.

    Joel / Responder
  4. Vamos ver se essa parceria com a Samsung vai dar certo.

    Rodrigo Santos / Responder
  5. É preciso acabar com as fraudes e esta sangria de recursos que ajuda a inviabilizar o sistema de pagamento de transportes em SP. Bela iniciativa!

    Ed / Responder
    • Não discordo, a prioridade deve ser o combate as fraudes, mas ao menos o primeiro relatório deste ano que passaram falou que neste caso teria que trocar a tecnologia dos cartões atuais, que já teve sua segurança comprometida.

      Porém, as fraudes maiores ocorrem a partir do próprio usuário, quando o mesmo vende o bilhete por exemplo, e pessoas usam as modalidades temporais para revender a passagem (vide algumas estações com gente “vendendo passagem por 3 reais”). Este tipo de combate deve ser feito de outras maneiras, e em partes é culpa também deste mecanismo inflacionário que temos.

      Anonimato / (em resposta a Ed) Responder
  6. Acho que toda tecnologia que beneficie o usuário é válida. Haddad começou a projetar algo dentro da licitação que ainda não saiu e o Dória está seguindo no mesmo caminho.

    No entanto, ainda precisamos resolver algumas coisas básicas. A começar pela ampliação da rede metroviária. O sistema de ônibus paulistano é muito bom – poucos lugares do mundo tem uma rede de atendimento tão ampla. Só o ônibus, não resolve nada, principalmente em relação ao conforto. Pode agregar a tecnologia mais moderna, mas não dá para achar normal uma pessoa sair do extremos da cidade e percorrer 20, 30, 40 km num ônibus lotado.

    Alex / Responder
  7. Acho engraçado vocês falando que tem que resolver passos atraz, mas sugerem coisas simples de fazer como ampliação da rede metroviária antes de melhorar as formas de pagamento ou mesmo o combate a revenda de bilhetes. tudo tão fácil e simples quanto trocar ou melhorar os meios de pagamento.

    Para mim a ordem dos tratores não altera a construção do viaduto. se é mais fácil começar por aí. antes isso do que nada ou continuar tudo como está.

    Político nenhum presta, mas se assumirmos que nem um político presta por padrão e a crítica for aplicável sem critério só pelo fato de ser político, como vamos promover mudanças se não confiamos em nada nem ninguém?

    Para mim, sem defesa de a ou b, se fizer algo, por pouco que seja está bom. Infelizmente para quem diz que nada e nem nenhum político presta, é impossível viver sem política e seus políticos, consequentemente, vários de vocês vão sempre estar insatisfeitos, por que assim como políticos são sempre corruptos, vários de vocês são sempre insatisfeitos.

    até mais.

    Leonardo Gleison / Responder
    • Então, basta ver os noticiários das últimas semanas para concluir que nenhum político presta. Se a maioria prestasse, não estaríamos falando hoje que “está bom mesmo que seja feito pouco”.

    • Se fosse fácil, já teria sido feito. Implantar um sistema de pagamento requer reeducação da população para aceita-la. O Bilhete Único demorou um bom tempo para ser “universal”, e ainda sofre com seus problemas técnicos. E é aceito apenas em sistemas da cidade de São Paulo e os trens. Existe o BOM, intermunicipal, que é outro sistema. E só poucos municípios aceitam como meio de pagamento – muitas outras cidades resolveram implantar sistemas próprios.

      No entanto, a população ainda tem problemas com o transporte porque existem vários meios de pagamento, e não um sistema unificado para o Estado ou País. Há pessoas que viajam – e são muitas. Há pessoas que circulam entre Estados para trabalho e estudo.

      As pessoas estão meio que cansadas de promessas simples, só querem conclusões do que já está em obras e melhorias do que tem.

      Quanto a corrupção, não discordo: vocês são como políticos, corruptos (incluso você, imagino)

      Anonimato / (em resposta a Leonardo Gleison) Responder

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