Embraer apresenta seu maior jato comercial

Nesta terça-feira, 7, a Embraer irá apresentar o novo E-195E2 em sua fábrica de São José dos Campos. Será o maior avião comercial já fabricado pela empresa, que contará com 146 passageiros e deve ter valor de mercado de US$ 66 milhões.

 

Após a apresentação, a aeronave começa a fase de testes em solo e em voo. A previsão é que já opera comercialmente em 2019. A companhia aérea Azul já encomendou 30 unidades deste novo modelo.

 

O E195-E2 tem uma fuselagem 3 metros mais comprida que a versão anterior. Além disso, o modelo recebeu novos motores, novas asas e um novo sistema de controle de voo. Segundo a Embraer, as modificações melhoram a performance e reduzem os custos operacionais do avião.

“O jato é um novo passo da Embraer para atacar o segmento das empresas aéreas de baixo custo. Isso porque o avião promete entregar os melhores custos operacionais em seu segmento”, afirma a empresa em comunicado.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

9 Comentários deste post

  1. É muito bonito, a preocupação é quanto tempo a Embraer vai continuar como Empresa brasileira? E por quê o Brasil produz avião e não consegue produzir carros ou outros equipamentos com tecnologias avançadas?

    Felix / Responder
    • Volta Gurgel!

      Raul / (em resposta a Felix) Responder
      • A pergunta é coerente, por quê qualquer pais do mundo tem sua indústria automobilistica e a 7a economia do mundo não têm? Qual a política que governos do Japão, Coréia, China, India, etc… fizeram que não é feito no Brasil?

        Felix / (em resposta a Raul) Responder
        • O governo japonês protegeu a Toyota em seus fracassos, até ela conseguir ser competitiva internacionalmente. Insistiram mesmo quando muitos diziam que o Japão nunca conseguiria fazer carros como os americanos.

          Já no Brasil, na década de 90, Collor abriu o mercado de maneira irresponsável e destruiu a indústria nacional, não só a Gurgel, mas várias empresas nacionais de outros setores desapareceram. Os maiores países do mundo por outro lado souberam proteger suas empresas, ao mesmo tempo que as fez trabalhar a fim de alcançar padrão internacional.

          Anderson / (em resposta a Felix) Responder
          • Anderson, o problema é que historicamente essas políticas protecionistas no Brasil, ao invés de “protegerem” a indústria nacional pra que ela alcance o nível dos players globais, acabaram por gerar um efeito muito pior, de total isolamento e defasagem da nossa indústria em relação à realidade global, gerando atraso no desenvolvimento do país, sem ganhos de produtividade e renda. Uma política protecionista acertada não se resume a fechamento do mercado, mas sim em uma combinação de estratégias, que incluem transferência de tecnologia externa, capacitação e fomento à inovação, coisas que o Brasil nunca deu atenção. Se nosso país é incapaz de gerar inovação de ponta na maioria dos setores, melhor usarmos tecnologia importada do que ficarmos presos a técnicas obsoletas, que só prejudicam o desenvolvimento. Por isso a política do Color pode não ter sido a ideal, mas foi benefica em relação a situação anterior. Dos males o menos pior.

            Adail / (em resposta a Anderson)
          • Completando o raciocínio. Essa questão industrial sempre foi o calcanhar de aquiles em toda a América Latina, devido aos nossos péssimos níveis de educação, capacitação, inovação e ambiente de negócios. E ao que me parece as políticas públicas sempre só reforçaram essa situação. Um bom exemplo de país que adotou uma estratégia de desenvolvimento acertada foi a Coréia do Sul, que aliou uma valorização da capacitação e inovação, junto com uma proteção inicial à suas indústrias, que depois despontaram globalmente. A China tem acertado bastante, com estratégia semelhante, mesmo com ressalvas. Por aqui na América Latina infelizmente o que predomina é a miopia e a falta de visão de longo prazo, com disputas ideologias vazias da época da guerra fria, gerando falta de estabilidade política e econômica. É como se fossemos uma criança que se recusa a crescer, pois se não somos capazes de superar problemas tão básicos, quem dirá criar uma política de desenvolvimento de longo prazo. A Embraer é excessão à regra e me espanta que ainda sobreviva por aqui.

            Adail / (em resposta a Anderson)
          • Será que os Loby$ não falam mais altos?

          • Adail, concordo que não podemos atuar em diversos setores, o país tem que escolher alguns em que ele seria mais competitivo, no caso do Brasil creio que o foco deveria ser naqueles relacionados a Agricultura. Mas a indústria automobilística também teria espaço para uma nacional.

            Sobre o protecionismo, uma defasagem inicial é um mal necessário. Mas é preciso existir a estratégia de longo prazo, valorização da capacitação e inovação como você bem citou o exemplo da Coréia do Sul. É preciso resolver os problemas básicos que você mencionou.

            Mas simplificando o que penso, acho que é melhor desenvolvermos alguma tecnologia nossa do que simplesmente depender de tecnologia externa. É melhor produzir algo do que não produzir nada.

            Anderson / (em resposta a Anderson)
    • Concordo na questão da fabricação de automóveis, com isso pagamos peso de outro em latas velhas 1.0, que em países melhores, nem são mais vendidos,triste.

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