Prefeitura de SP rebate jornal sobre gasto em dobro com subsídio de ônibus

Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil | Fotos Públicas

A prefeitura de São Paulo contestou reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”, em que teria gasto o dobro do previsto com subsídio de ônibus.

De acordo com a administração municipal,  mesmo após ter recebido explicações prévias da Prefeitura de que o valor de R$ 305 milhões refere-se ao subsídio de janeiro e fevereiro, o jornalista insistiu na tese equivocada e publicou a reportagem que induz a erro.

“O valor do subsídio no mês de janeiro chegou a R$ 205 milhões, valor menor do que a média mensal paga no ano de 2016. Os outros R$ 100 milhões, informados na reportagem, referem-se ao mês de fevereiro. É no mínimo leviano a reportagem afirmar que há “descontrole das contas”. Ao contrário, a SPTrans assumiu a gestão com a obrigação de passar a pagar as empresas de ônibus em cinco dias úteis, quando, até dezembro de 2016, o prazo para o pagamento era maior, de até 10 dias. A SPTrans está agora negociando a melhor forma de remunerar essas empresas sem que haja maior impacto financeiro para a empresa. Trata-se de fazer gestão eficiente do dinheiro público em benefício do usuário do transporte público. Além disso, a SPTrans recebeu como herança dívidas que somam R$ 400 milhões com as empresas de ônibus. Portanto, o “descontrole das contas” foi o que a atual gestão encontrou ao assumir a empresa há 47 dias”, diz nota da prefeitura.

Segundo ainda a prefeitura, vem sendo adotados “uma série de medidas de austeridade e eficiência para atender as prioridades da cidade mantendo o orçamento equilibrado. A SPTrans vem desenvolvendo esforços para combater as fraudes no Bilhete Único e reduzir os custos do sistema. Uma nova licitação do sistema de ônibus, que não foi feita nos quatro anos anteriores, já está sendo reeditada e é prioridade para sanear as contas do sistema”


Autor: Renato Lobo

Ler todos os posts

Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

14 Comentários deste post

  1. Estão pagando o pato por prometer não aumentar o ônibus em 2017 (que virá em dobro em 2018).

    Alex / Responder
  2. Alex, a população vai pagar o não aumento das tarifas com lagrimas, percebi que a quantidade de ônibus velhos que estão rodando e maior do que a que tinha o ano passado, parece de proposito, eles estão castigando o povo pelo erro que eles cometeram, so que o aumento de 2018 vai ser o de 2016 e 2017 mais juros sobre juros.

    Pedro / Responder
    • Essa coisa de mais ônibus velhos nas linhas é real! A frota da linha 809A Jardim D’Abril – Term. Pinheiros, por exemplo, onde há quatro anos atrás, quase todos os ônibus eram do padrão pixo baixo, câmbio automático… achei que era um movimento de troca de ônibus da linha quando de repente começou a voltar os ônibus de piso alto (comum), câmbio manual, ainda com motor traseiro mas muito desconfortáveis, tanto para os passageiros quanto para o motorista. Os ônibus de pixo baixo, muitos apresentaram e apresentam defeito nas subidas, o motor parece um motor de carro 1.0 de tão fraco e suspensão que parece que não existe..

      O.Juliano / (em resposta a Pedro) Responder
      • Depende muito da empresa também. Há linhas de ex-cooperativas que operam com veículos “mini” (O AMD Alamo – que parece que virou padrão agora). e algumas linhas tem ônibus novos, geralmente Caio Apache.

        O problema das subidas que tu fala acho que é mais por causa do câmbio do que do motor. Por ser motor de conversão de torque e não automatizado, estes veículos automáticos sofrem muito em subida mesmo.

        Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
  3. Aqui onde eu moro, a passagem aumentou e todo mundo reclamou,na capital não aumentou e tem um monte de gente reclamando, a integração ia aumentar e todo mundo reclamou, como reclamou que o metrô e o trem iria aumentar, e reclamou que os ônibus intermunicipal aumentou, o negócio é reclamar, aquela história, não quero saber quem morreu, eu quero chorar!

    Mauri / Responder
    • kkkkkkkkkkkkkkkk boa….

      Vítor P. Gabriel / (em resposta a Mauri) Responder
    • Cara, boa parte das cidades do entorno da RMSP aumentaram seus valores. Poucos ganharam na justiça contra o aumento. A EMTU só aumentou agora pois jogaram na cara da justiça que se eles não tiverem aumento, vão tirar dos juizes :p

      Reclama-se pois aumenta-se a passagem, mas não aumenta o poder de compra da população.

      Anonimato / (em resposta a Mauri) Responder
  4. Pessoal, seria interessante se a Prefeitura utilizasse o modal metro para pequenos percursos.
    Por exemplos linhas com apenas 3 ou 4 estações, percursos menores mas que fizessem percursos que onibus fazer lotados.
    Eu não tenho esses dados, mas a Prefeitura deve saber quais são as linhas que transitam apenas entre bairros e que estão lotadas.
    Opniões?

    Vítor P. Gabriel / Responder
    • Na verdade isso já existe. Geralmente a Linha 2 tem este tipo de movimentação (por causa da região da Paulista), e não duvido que movimentações entre Luz e Liberdade também sejam intra-bairros.

      No entanto lembremos que o Metrô e a CPTM cobra por cada acesso com um passe comum. Só quem tem passe de acesso diário ou mensal não se cobra nova passagem (os 3,80)

      Anonimato / (em resposta a Vítor P. Gabriel) Responder
  5. opiniões?

    Vítor P. Gabriel / Responder
  6. A questão e, quem ta falando a verdade.

    Rodrigo Santos / Responder
    • Exatamente!
      Depois de vermos que a CET é passível de manipulação de informação, vai saber se a SPTrans também não é…

      O.Juliano / (em resposta a Rodrigo Santos) Responder
    • Números, todos querem, mas são eles os que mais apanham na historia, são torturados, manipulados de todas as formas até exibirem a imagem de quem está na autoria mostrar da forma que quer … é como se fosse uma imagem manipulada no photoshop, as vezes nada tem haver com a realidade. Alias retratar a realidade já é dificil, acreditar nos numeros que por muitas vezes são manipulados … pior ainda. Então não me atenho aos numeros somente se fossem dados absolutos que ninguem tivesse duvida. No geral só serve como ferramenta pra puxar pra um lado ou para outro…

      Alexandre I / (em resposta a Rodrigo Santos) Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*