Ministério das Cidades nega uso de verba do Metrô em BRT de Curitiba

O Governo Federal negou pedido da prefeitura de Curitiba em usar recursos do Metrô para obras viárias, incluindo vias para ônibus e BRTs.

De acordo com o Ministério das Cidades, a seleção do projeto do transporte sobre trilhos foi cancelada em 29 de dezembro de 2016, e o recurso de R$ 1,8 bilhão não poder ser direcionado a outro objeto, que não seja a construção do transporte sobre trilhos, este descartado pela prefeitura.

Agora se o prefeito Rafael Greca quiser ajuda federal, deverá iniciar a solicitação do zero. “O direcionamento do dinheiro da seleção do metrô para outros projetos não é possível, pois o objeto selecionado não pode ser alterado”, informou a assessoria de imprensa do ministério. “Novos recursos para mobilidade urbana dependem de abertura de novo processo seletivo, quando a prefeitura deverá apresentar os respectivos projetos”, diz o órgão.

Porém, outros três projetos já devem ser contemplados com outros recursos federais, na qual a solicitação se deu na gestão passada. São eles: Linha Direta Inter 2 (R$ 79 milhões); Extensão do BRT no Eixo Norte-Sul, Leste-Oeste e Terminais. (R$ 149,5 milhões) e complementação da Linha Verde Norte e Sul (R$ 179,3 milhões).


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

4 Comentários deste post

  1. Com 1,8 bilhões daria para fazer uma Linha do Metrô de aproximadamente 6 km subterrâneos , ou seja, 3km do Centro para Norte, 3km para o Sul ou Linha Leste Oeste, tiraria muitos veiculos do Centro.O Prefeito está perdendo o bonde, digo, Metrô da História, ainda , politicamente ganharia como o primeiro prefeito a investir, construir o Metrô na Cidade.

    Felix / Responder
  2. Se tem a obrigatoriedade das vias sobre trilhos, deveriam rever o plano diretor de Curitiba e contemplar a implantação do VLT.

    Uma vez que já existem vias segregadas, o custo de implantação seria consideravelmente menor. Mas vai lá mexer com a Volvo que impera sobre o cartel dos ônibus e na URBS Curitiba.

    Hubner / Responder
  3. ·
    Explo. do que eles entendem como “planejamento de governo” para a área de transportes público,puxadinhos,remendos,improvisação,imediatismo,paliativos,invencionismo e por ai la vai.

    Salvador Sobre Trilhos / Responder
  4. Foi coerente.

    É bom para os eleitores do novo prefeito de Curitiba entenderem como as coisas funcionam, não é só mudar de ideia e fazer, tem todo um processo burocrático.

    O.Juliano / Responder

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