Japão apresenta trem urbano com assento giratório

A Seibu Railway, operadora Japonesa, acaba de apresentar um novo conceito de trem urbano com assentos giratórios, modelo que até então era usado apenas em trens de média ou longa distância. Trata-se da série 40000, cujo a composição é formada por 10 carros.

O trem é feito de alumínio, e projetados para correr a uma velocidade máxima de 120 km/h, equipados com motores fornecidos pela Toshiba. Possuem também controles de frenagem regenerativas, que melhoram a eficiência energética, ajudando a reduzir o consumo de energia em até 50% em comparação com os comboios mais antigos.

Cada vagão possui 20 metros de comprimento e 2808 mm de largura, com quatro conjuntos de portas em cada lado do carro para facilitar o embarque e desembarque.

A inovação se da por conta das disposição dos assentos. No horário de pico, os equipamentos são dispostos de forma longitudinal:

tn_jp-seibu-series40000-longitudinal-KM

Mas nos horários mais ociosos ou em linhas de maiores distâncias, os assentos podem ser realocados em pares de assentos, e ainda serem configurados de acordo com o sentido do trem:

tn_jp-seibu-series40000-transverse-KM

Os novos trens devem operar nas linhas de Seibu Ikebukuro, de Shinjuku e de Hajima. Aos finais de semana, poderão ser aproveitados para rodar em ligações de média distância com 113,8 km de extensão.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

12 Comentários deste post

  1. Que interessante! Como será o sistema que permite a movimentação?

    Raul / Responder
    • Similar ao usado aos vagões antigos: embaixo dos bancos há um mecanismo de giro que é destravado para permitir a movimentação.

      Anonimato / (em resposta a Raul) Responder
      • ainda existe nos bondes de campos do Jordão. em que se muda o sentido, mas o daqui é apenas de um sentido para outro não tem essa de mudar para aumentar a área do corredor.

        Alexandre i / (em resposta a Anonimato) Responder
    • Certamente hoje o sistema já permite que a movimentação dos bancos seja feita pelo maquinista direto de um comando da cabine, algo bem simples e rápido.

      Moises / (em resposta a Raul) Responder
  2. Isso sim que são bancos, diferente desses bancos de plástico duro que a gente vê em São Paulo.

    Moises / Responder
  3. As Unidades Japonesas tinham bancos que você também girava e os deixavam de acordo o sentido do trem e fixos longitudinais. O Moisés que reclama dos bancos de plásticos não presenciou o que os passageiros faziam com as poltronas (sim eram poltronas) das unidades japonesas. A cultura lá permite isso. Aqui, nem em sonho. Os banheiros tinham sabonetes. As janelas persianas e cortinas. E nada de policarbonato nas janelas. Eram todas de vidro.

    Narciso de Queiroz / Responder
  4. Fantástico

    Fabiano / Responder
  5. Aqui todos os bancos seriam quebrados. Triste.

    Leandro Costa / Responder
    • Cara, eu ando de ônibus aqui em São Paulo, a maioria tem bancos ou poltronas soft e é muito raro vê-las quebradas por vandalismo, a maioria estão em perfeitas condições, logo não vejo porque não daria certo nos trens.

      Moises / (em resposta a Leandro Costa) Responder
  6. Caramba que bonito, e ideia muito boa, os bancos seriam de rico, aqui no Brasil.

    Rodrigo Santos / Responder
  7. A bitola é estreita?

    Felix / Responder

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