Marginais tiveram redução de mortes de 57% em 2016, segundo CET

Foto: Cesar Ogata | Secom

O número de mortos nas marginais Tietê e Pinheiros caiu 57,14% em 2016, na comparação com 2015, de acordo com dados da Companhia de Engenharia de Trafego.

Com o cruzamento de informações disponíveis no Relatório Anual de Acidentes Fatais, em 2015 na Marginal do Rio Pinheiros, houve 19 óbitos. Em 2016, o número caiu para 7, o que significa queda de 63,15%. Já na Marginal do Tietê, em 2015, foram 30 mortes e no ano passado, 14 pessoas perderam a vida, uma redução de 53,3%.

Em relação ao número total de ocorrências com feridos ou mortos, as duas vias somam 215 ocorrências em 2016. Já os acidentes sem vítimas nas duas marginais, somaram 2.378 no ano de 2016. Em média, foram no ano passado 27 acidentes com vítimas na Marginal Pinheiros e 24, na Tietê.

Existe uma divergência entre os dados apresentados pela gestão do ex prefeito Fernando Haddad, e do atual João Doria. O número de acidentes de 2015, segundo a equipe atual, foi de 369 ocorrências com vítimas na Marginal Pinheiros, das quais 18 mortos e 371 acidentes na Marginal Tietê, com 28 mortos. Mesmo assim, houve redução de ocorrências fatais, já que em 2016, 7 perderam a vida na Marginal Pinheiros e 14 na Tietê.

A atual gestão acredita que possa manter os níveis baixos de mortes, e até reduzir, operando as vias.

“As ações compõem um grande pacote que elevam as marginais para vias operadas e controladas, orientadas e sinalizadas, com muito maior capacidade de reação e com ações preventivas, tornando-a uma via de alto nível de fiscalização e muito mais eficiente na proteção e com segurança. Continuamos atentos e reagindo a qualquer evento. A CET vai continuar observando o comportamento da via para adaptar e aprimorar” – disse o secretário de Transportes e Mobilidade, Sergio Avelleda.

A atual gestão afirma que as mortes não estão relacionadas as baixas velocidades, mas aos motociclistas e ambulantes.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

9 Comentários deste post

  1. Acredito na diminuição futura, outras ferramentas serão utilizadas para orientaremmos motoristas,muitas mortes ocorreram nas madrugadas por imprudência ou negligencias dos motoristas.

    Felix / Responder
    • Não é garantia. Todo acidente tem algum mínimo de imprudência, mas não é porque ocorre nas madrugadas apenas. Na parte da manhã e tarde, veículos podem ter problemas e sofrerem panes, ou por distração de alguém (em tempos de celular na mão), bater em um veículo e causar um engavetamento.

      Fora caminhões que dão um jeitinho de fazer anda-e-para-no-radar.

      Negligência ocorre a qualquer hora do dia. E reduzir as velocidades significa evitar que tais negligências virem fatalidades.

      Anonimato / (em resposta a Felix) Responder
      • Transparece que você está falando apenas de acidentes e não com vitimas fatais em seus comentário. Ainda mais utilizando a palavra fatalidade
        1.
        qualidade de fatal.
        2.
        destino que não se pode evitar; fado, fatalismo.
        “aquele suicídio foi uma f.”

        ROBERTO / (em resposta a Anonimato) Responder
  2. Vamos aguardar para ver como se comportará a nova política do Doria. Aí confrontar os dados (se forem publicados, é claro… algo que é bem difícil no Brasil) e ver se de fato foi bom ter subido a velocidade nas marginais.

    Josh / Responder
  3. claro que as mortes diminuirão, com o Gilmar Tatto a frente da CET, obvio que isso aconteceria!
    Ai vem a pergunta, alguém ai acredita nos números do Gilmar Tatto?
    Lembre-se ele é petista!!!!

    Vítor P. Gabriel / Responder
  4. Segundo o novo Secretario responsável por essa área a CET errou em divulgar os dados preliminares, pois o percentual acima leva em consideração apenas o levantamento dos funcionários da CET, falta confrontar com informação dos hospitais, Polícia Militar e outros para verificar se ocorreram óbitos após o socorro das vitimas e no decorrer do tempo.

    ROBERTO / Responder

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