Escadas rolantes da Linha 4 estão guardadas a céu aberto no Pátio Itaquera

Imagem: TV Globo

As escadas rolantes para as estações Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Higienópolis-Mackenzie estão desde o ano passado guardadas no Pátio Itaquera do Metrô a céu aberto, como mostrou hoje o Bom dia Brasil, da TV Globo.

De acordo com a reportagem, elas estão enfileiradas, lado a lado. É possível ver o nome do fabricante e também que algumas lonas já estão até rasgadas.

Como as estações estão atrasadas, as escadas rolantes foram entregues antes. É um caso parecido com o que passa os trens da linha 5 que foram entregues e as estações ainda não.

O contrato para a compra dos equipamentos foi assinado em 2012. Durante dois anos as escadas foram fabricadas e foram pagos R$ 34 milhões dos R$ 132 milhões previstos.

Agora a preocupação do Metrô é com relação a deterioração natural das escadas. Um ofício enviado pelo consórcio ao Metrô, em dezembro de 2015, já alertava que “com o não uso do equipamento – inércia – há probabilidade de desgaste natural”. H;a garantia mas mesmo assim há a preocupação.

As escadas rolantes que estão no depósito do Metrô foram fabricadas na Espanha. Elas possuem medidas específicas que foram determinadas no projeto de construção civil das estações que não ficaram prontas. Por esse motivo e também por ter um contrato específico, inviabiliza-se utilizá-las em outras estações.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

26 Comentários deste post

  1. Esse é o problema daslicitações, o mesmo tem acontecido com hidreletricas, ou as produtoras de energia eolicas em que estão prontas e a energia não pode chegar nas casas dos consumidores por falta de linhões.

    Felix / Responder
  2. esse sim é exemplo de administrador

    Alexandre i / Responder
  3. mais 132 milhões no ralo….

    fabio / Responder
  4. Pelo que vi ontem no jornal, foram compradas, esperando que o governo do estado, terminasse as obras da linha 4, porém com muitos atrasos deu nisso, dinheiro jogado fora, vergonha, mas não e novidade isso.

    Rodrigo Santos / Responder
  5. Não entendi, não existem galpões ?

    Felix / Responder
  6. as escada rolantes não são da thyssem krup? é a empresa tradicional fornecedora do metro

    haroldo / Responder
  7. Parece que ninguém quer descer a lenha no atual governador, ou será (des). Cade os críticos do PT? Cade as panelas? Estão gostando desse psdb? Vai ficar por isso mesmo?

    Joel / Responder
    • Aqui o pessoal fala o que tem que falar sim, tirando o Felix, Weibi e o Roberto, que ninguém sabe se são os mesmos, porém são alguns comentários que falam certas coisas, não todos.

      • O Rodrigo, o Alexandre, o Garpre entre outros também são os mesmos? Cada um tem sua opinião, uns defendem o que acham certo e outros criticam o errado e também o certo.

        Felix / (em resposta a Rodrigo Santos) Responder
  8. Mais uma aberração do Faraó Alkimim, dele pode se esperar tudo. Ele nem se preocupa em esconder nada pois ninguém tem poder para brigar com ele … cadê o MP que não investiga isso? E agora junto com a criatura Dória a coisa vai ficar muito pior …

    Valmir / Responder
  9. Quando a Globo quebra um pedacinho da proteção dos seus aliados e começa a mostrar essas coisas é porque a coisa está feia mesmo.

    O.Juliano / Responder
    • Pode se falar o mesmo da Via Trólebus ou qualquer outro site sobre transportes?

      Uma liçãozinha de jornalismo para ti:

      – Para uma coisa virar matéria, ela ou deve ser exposta por um jornalista ou por uma fonte.
      – No caso de fontes, elas são mais difíceis e dependem da averiguação do fato (ou de itens que a própria fonte pode expor para colocar a matéria no ar)
      – Não é a Globo que não expôs antes porque não quis (a não ser que você> já sabia de algo e não informou aqui no Via Trólebus). Esta informação depende de confirmação de alguma fonte, pois ninguém a priore saberia o que seria o item no chão até que falem o que realmente é (e os detalhes, como agora citados).

      Detalhe que o Via Trólebus, os chatos xaropes do Commu e vários outros sites de transporte tem contatos dentro e fora do Metrô e outros órgãos e empresas de transporte. Se o Via Trólebus ou outros soubessem, provavelmente já estaria exposto também.

      Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Calma, meu caro Anonimato. A exposição da Globo em um tema relacionado ao governo sempre é algo diferente, pois depende das motivações. Acredito que todos tenhamos noção de como a Globo é política, seja prefeitura, governo do estado ou nacional. Se você acredita que a Globo é imparcia, meus pêsames. Alias, dispenso sua “liçãozinha de jornalismo” cheia de sermão e parcialidade, prefiro uma lição de jornalismo mais profissional. Abs

        O.Juliano / (em resposta a Anonimato) Responder
        • Não. A Globo não é imparcial. O Via Trólebus não é imparcial (senão não usava o termo idota “carrocrata” as vezes). O Flatout não é imparcial (senão não usaria o termo gearhead, que significa “cabeça dura no volante”). Qualquer site de notícias não é imparcial. Eu não sou imparcial. Você não é imparcial. O chato do Renato que fica comentando por aqui também não é.

          Por isso o mundo está esta merda toda: ninguém é imparcial. Ninguém está “em cima do muro”. Cada um quer seu cantinho para viver. :p

          No entanto, a exposição de uma notícia depende de quem fornece esta notícia. Eu não duvido que isso só fora exposto agora pois alguém do Metrô o fez. E não duvido mais ainda que a Globo (ou outra mídia) exporia esta informações se fosse feita ano passado. Lembremos da informação dos trens parados do Metrô da linha 5. Uma vez informado, foi exposto na hora.

          Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
          • Não me lembro do Via Trólebus usar o termo “carrocrata” mas sim alguns usuários. O que quero dizer é que os meios que comunicam notícias para a população devem tentar ser o mais imparcial possível, assim como nós deveríamos pensar de maneira mais próxima da imparcialidade, porém eu entendo quando você fala que ninguém é imparcial, também acredito que 50/50 é algo utópico, mas buscar o equilíbrio é algo possível, pelo menos esse é um exercício que eu mesmo faço para não me tornar um fanático de nada, apenas mantendo preferências como todo mundo.

            Quando eu digo da Globo, é algo maior que apenas escadas rolantes paradas no pátio, é a influência que ela exerce na opinião pública, ela sabe usar ferramentas para conduzir a opinião do povo (a maioria ou grande parte das pessoas com perfil que assistem Globo) entende? Eu digo dos protestos que são organizados com plena cobertura da Globo quando interessa e aqueles que ela no máximo informa que houve protesto sem dar manchete quando não há interesse. Não sei se fui inteligível, mas esse foi meu ponto de vista no comentário original. Enfim…

            O.Juliano / (em resposta a Anonimato)
        • O problema de manter preferências é que assim começam os viés, e com isso as parcialidades.

          O ideal é chegar em consensos, algo que infelizmente é difícil, pois todo mundo quer ser o certo, estar certo, ser o dono da razão. Só que a razão não tem dono.

          Quanto a Globo, sinceramente acho tudo isso que você falou meio bobagem. Primeiro pois as pessoas são livres para acompanhar o que quiserem, e cabe a cada um seu próprio julgamento. Não é a Globo, Record, Movimento Brasil Livre, Movimento Passe Livre, PT, PSDB ou qualquer outra coisa que “forma opinião”, mas sim quem acompanha isso tudo. As pessoas geram opiniões a partir das opiniões alheias, concordando ou discordando (como é nosso caso aqui). No entanto, o ruim é que nos últimos temos estamos nos segregando e culpando tudo menos nós mesmos.

          Vide o “Gente Boa Também Mata” – é uma campanha que acerta na espinha das pessoas, mostrando a responsabilidade de um acidente, já que não é porque a pessoa salva um cão ou é o gente boa da rua que significa que ela é responsável no trânsito.

          No final as pessoas ficaram culpando o governo pela “má campanha”, ignorando a mensagem principal. Um tapa na cara (até já uma vez o próprio Via Trólebus pedia por incentivo por campanhas assim) que as pessoas não gostaram.

          Quando você fala que a Globo é política, não é diferente de qualquer outra coisa. A diferença é que ao menos a Globo tem um verniz que impede que ela mesmo se exceda em suas atitudes.

          E já vi várias vezes o pessoal do Via Trólebus usar o termo carrocrata ou similar.

          Se continuarmos parciais e sem chegar em consensos, todo mundo querendo ser dono da razão, vai continuar esta merda até a hora de todo mundo aqui virar presidiário e botar o Brasil em chamas.

          Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
          • As pessoas são livres para beber qualquer coisa, e mesmo assim a Coca-Cola é a bebida mais conhecida e desejada no mundo, assim como as pessoas são livres pra assistir qualquer coisa e a Globo é líder de audiência no Brasil. A liberdade (condicional) das pessoas não impede das empresas terem influências gigantescas sobre a opinião pública. Às vezes parece que você fala de algum livro teórico e ignora a realidade.

            O.Juliano / (em resposta a Anonimato)
      • Com alguém que se esconde atrás de um nick para ofender a tudo e a todos vem querer dar “lições de jornalismo”?
        Menos, né?

        Ivo Suares / (em resposta a Anonimato) Responder
  10. Ns reportagem o repórter informa a linha amarela e diz que está atrasada por empresa que nao cumpriram os prazos, motivando a chamada de outros licitantes que exigiram correção nos valores ofertados e gerando demanda no juízo arbitral no qual ocorreu o acordo. Por todos esses motivos os atrasos foram inevitáveis.
    O resto são julgamentos sem amparo na realidade e são apenas suposições.

    Roberto / Responder

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