Doria confirma restrição ao passe livre de idosos

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria, em entrevista a radio Bandnews, confirmou que idosos entre 60 a 64 anos de idade, que tiverem empregados, não terão mais o direito ao passe livre no transporte. Ele afirma que este grupo de idosos custa aos cofres públicos cerca de R$ 150 milhões por ano.

O empresário afirma que deve mesmo manter congelada a tarifa em R$ 3,80 ao longo de 2017. Doria diz que na cidade existem 5 milhões de pessoas entre desempregados ou com subempregos, e que não faria sentido aumentar a tarifa neste cenário.

A promessa de manter o preço da passagem vem em um momento em que a prefeitura busca recursos para manter e ampliar o subsídio ao sistema.

Projeções de técnicos da SPTrans dão conta de que em torno de 50% dos acessos aos coletivos são viagens não pagas, seja pelas integrações proporcionadas pelo Bilhete Único, seja para as gratuidades, estas divididas entre passageiros com necessidades especiais, estudantes e idosos.

O prefeito eleito de São Paulo não estipulou data para fim do benefício a este grupo.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

11 Comentários deste post

  1. E muito estranho esta historia de integração, quando não existia o bilhete único existiam as baldeações nos terminais, não e justo deixar o cidadão no metro Penha e depois cobrar outra passagem para o mesmo ir até o centro, ninguém de fato quer ficar em estações, fazem isso por que os ônibus não os levam onde querem ir, lembro que até a década de 90 existiam as linhas Carrão X Pinheiros, Penha x Lapa etc…, hoje a grande maioria são linhas curtas, não e justo cobrar R$ 3,80 para percorrer só 5, 6 ou 10 quilômetros.

    Pedro / Responder
    • O problema é que linhas longas não são eficientes e estão mais sujeitas a atrasos por causa do trânsito. Hoje, todo mundo sabe que um sistema em formato de rede com muitos pontos de intersecção é melhor..

      Alex / (em resposta a Pedro) Responder
      • Além disso, o acesso via trilhos é mais rápido e fácil. Citando como exemplos “Penha x Lapa” onde é mais rápido ir de metrô até a Barra Funda e de lá pegar o trem da Linha 8 até a Lapa ou Linha 7 até estação na Lapa de baixo; “Carrão x Pinheiros” a mesma coisa, seguindo até o Tatuapé e pegando a Linha 4 até Pinheiros. Não haveria então necessidade de ônibus já que são trajetos longos e, como o Alex disse, estão mais sujeitos a atrasos por causa do trânsito.

        Por outro lado, há sim alguns defeitos, por exemplo as linhas encurtadas de maneira que considero abusiva, como a 8319 que sai do Jaguaré. Antigamente ela ia com destino “Praça Ramos” (estação Anhangabaú), depois a encurtaram para Barra Funda, até aí ok, porém há pouco foi encurtada para “SESC Pompéia”, que é basicamente a Lapa. Ou seja, ela liga o Jaguaré à Linha 9 na Ponte do Jaguaré (Estação Villa-Lobos Jaguaré) e nada mais, afinal no caminho até o SESC Pompéia não há mais nenhuma estação nem de trem nem de metrô. Enfim, acredito que até a estação Barra Funda seria um bom meio termo, pois gerou pelo menos 1 integração a mais desnecessariamente (para a Linha 3)

        O.Juliano / (em resposta a Alex) Responder
  2. Não sei se isso esta certo não hein.

    Rodrigo Santos / Responder
  3. Eu se fosse prefeito cortaria a isenção para todos idosos que tem condições de pagar, há muitos médicos, engenheiros, comerciantes, empresários advogados , Funcionários Públicos e outros que recebem aluguéis que podem pagar, temos que parar de tratar pessoas como coitadinhos neste país.

    Felix / Responder
    • Por isso que sou contra essa palavra maldita povo, generaliza miseráveis e pobres, classe A com D, E e F. Parem de populismo barato..

      ROBERTO / (em resposta a Felix) Responder
  4. O mandato dele já era meu caro, vamos ver o que vira na caixa de presentes, do Dória.

    Rodrigo Santos / Responder
  5. Não há dúvida que cobrar de quem pode pagar é mais justo. O problema é definir quem pode ou não pode pagar. Médicos ou engenheiros aposentados, raramente utilizam transporte público. São de uma geração onde carro é sinal de estatutos.

    Marcelo Pádua / Responder
  6. Nem começou, como já era?Hoje pela manhã fui fazer caminhada no Parque do Trote na Vila Guilherme e vi um abandono total, até o lago não existe mais, virou um capinzal.Assim está São Paulo, acredito que vai melhorar muito.

    Felix / Responder
  7. Sou a favor da cobrança de passagem de todos os idosos que trabalham e recebem vale transporte ou ajuda de custo, idem para os estudantes que podem pagar pelas passagens que também recebem o vale transporte e outro. Daqui a pouco não receberemos nem tostão apenas penduricalhos pseudo benefícios (cesta básica, auxilio transporte, aux. alimentação, aux. alimentação, aux. saúde e outros tanto mais). Não administramos nossos dinheiro. Mas a maioria acha que benefício é bom. Só na terra dos desinformados.

    ROBERTO / Responder
  8. Enquanto isso na grande Montreal aprovaram passe livre para idosos tanto em ônibus quanto em trens, coisa de país subdesenvolvido né…rsrsrs

    Anderson / Responder

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