CPTM descarta trem de passageiros em ramal de Suzano

Após reivindicação por parte da população, e até discussões da Câmara de Suzano para levar atendimento de trens de passageiros ao distrito de Palmeiras, a CPTM descarta qualquer projeto na região.

O bairro é cortado por uma ferrovia que liga Suzano a Rio Grande da Serra, e é usado por trens cargueiros. De acordo com publicação do “Diário de Suzano“, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Palmeiras deve tentar outras reuniões com a companhia, sobre alegação de que existe um contrato de 1990 que assegura o transporte de passageiros no local.

“A atividade econômica do local também é insuficiente para receber o atendimento de um serviço de transporte de alta capacidade. Os trens da CPTM estão em regiões com demanda de mais de 20 mil passageiros por hora e sentido”, afirma a operadora dos trens, que lembra que a via que corta a região é singela e não eletrificada.

Atualmente os trilhos são usados pela MRS Logística.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

50 Comentários deste post

  1. Para a evolução do bairro é necessário um transporte publico, acho que 2 locomotivas a diesel e 3 vagões de passageiros resolve o problema.

    Venâncio / Responder
  2. E por que nao um VLT?

    Eduardo Alves / Responder
  3. é Imprecionante a inflexibilidade da CPTM.

    Leonardo Gleison / Responder
    • Não existe prioridade para o transporte publico para um partido carrocrata como o PSDB…..

      No Japão, há cidades minusculas que são atendidas por trens metropolitanos….ônibus lá é só alimentador do sistema de trens.

      Qto menos carros e onibus precisarem circular, menor será a poluição…

      Aqui no Brasil, ônibus não atrai usuário do carro…

      Renato / (em resposta a Leonardo Gleison) Responder
      • Mimimi carrocracia mimimi psdb

        anonimato / (em resposta a Renato) Responder
        • Falou troll anônimo!

          Não tem moral para comentar, coloca tua foto ai mané

          Renato / (em resposta a anonimato) Responder
          • Ok, quer argumentos? Lá vão eles:

            – Apesar da privatização da Era FHC e do sucateamento da malha ferroviária (culpa mais das empresas que prometeram fazer algo do que do governo propriamente dito), lembremos que a Região Metropolitana de São Paulo é a que ainda possuí a maior malha de sistemas ferroviários de transporte público funcionais. Fora as tristes e infelizes ideias de construção do Monotrilho.

            – Plano de construção de ferrovias é o que mais foi feito nos últimos vinte anos. Mas além do dinheiro que falta (e o mal do PSDB é tentar no privado), há um fator que salvo engano é até demonstrado em uma matéria do Diário do Transporte: “quanto mais demora para se construir uma ferrovia, mais difícil fica”. Isso devido ao adensamento populacional, que significa maiores custos para desapropriação.

            – Japão é outra coisa. Estranho alguém que veio do Japão ser bem mal educado e ofensivo nos comentários, ao invés de ficar usando termos para ofender os outros.

            Anonimato / (em resposta a Renato)
        • E por acaso ele falou alguma mentira? aonde é que tucano prioriza o transporte publico?

          nosso mini metro manda abraços….

          Tiago / (em resposta a anonimato) Responder
          • Um monte.

            Se fosse a culpa de um partido a falta de prioridade na construção de trens, era só matar os integrantes do partido e trocar por outro.

            E no Japão, até lá eles estão vendo como lidar com as ferrovias, já que há readequação por novo adensamento populacional.

            Anonimato / (em resposta a Tiago)
      • Perfeito Renato, infelizmente é a mais pura verdade, governantes preferem mil vezes centenas de ônibus circulando pelas rodovias paulistas todos os dias do que algumas dezenas de trens… afinal trem não paga pedágio.

        Felipe / (em resposta a Renato) Responder
        • Exato, se for ver como é nos paises desenvolvidos, verá que a prioridade de transporte de passageiros é sempre via trilhos, depois seguido por onibus (pois onibus não serve para fazer longos percursos, esse papel é de trem regional, TAV e avião.

          Dessa forma, é obvio que muita gente não vai trocar o conforto do carro pelo onibus, cuja passagem é carissimo e demora muito mais para chegar….eu mesmo não troco nem ferrando!

          Renato / (em resposta a Felipe) Responder
          • Pô ,vc falando que não troca ir de carro por ônibus e chama os outros de carrocrata?, concordo que na maioria das vezes os ônibus não tem o conforto e rapidez do carro,mas não deixa de ser transporte publico,ou que transporta muitas pessoas,não individual.

            Mauri / (em resposta a Renato)
        • Felipe , não é verdade, acompanho o esforço que os governos de São Paulo tem feito para tentar destravar o Ferroanel e os Expressos com Cidades do Interior, está sendo um parto da montanha, tem N artigos no Google a respeito.Infelizmente depender dos Órgãos do Governo Federal é uma lástima. Brasilia emperra o Brasil.Estes dias o proprio Governador de São Paulo com Técnicos estiveram em Brasilia tentando liberar espaço na malha viária de São Paulo para Americana para poder dar encaminhamento na construção do Expresso.

          Felix / (em resposta a Felipe) Responder
      • o país está quebrado. O Japao não está. Queria te ro PIB do Japao tb. A mesma educação….etc

        Alberto / (em resposta a Renato) Responder
      • o país está quebrado. O Japao não está. Queria te ro PIB do Japao tb. A mesma educação….etc

        Alberto / (em resposta a Renato) Responder
    • “Ah, mas o país está quebrado”.

      O PSDB está no comando há 20 anos. E todo esse tempo não foi possível priorizar o coletivo? Foi só crise o tempo inteiro?

      20 anos atrás ainda era possível realizar médias viagens com trens. Hoje só vemos retrocesso. Investimento em transporte sempre foi um minúsculo

      Vitor O. Barbosa / (em resposta a Leonardo Gleison) Responder
    • “Ah, mas o país está quebrado”.

      O PSDB está no comando há 20 anos. E todo esse tempo não foi possível priorizar o coletivo? Foi só crise o tempo inteiro?

      20 anos atrás ainda era possível realizar médias viagens com trens. Hoje só vemos retrocesso. Investimento em transporte sempre foi um minúsculo, não tem desculpa.

      Vitor O. Barbosa / (em resposta a Leonardo Gleison) Responder
    • Discordo da inflexibilidade do órgão. A frota é escassa para ser disponibilizada para operação em uma via singela que nem eletrificada é. Cada modo de transporte para atender à respectiva demanda. Investimento público é sinônimo de prioridades. Num futuro com mais investimentos, é um local potencial.

      Rodrigo Cunha / (em resposta a Leonardo Gleison) Responder
  4. Há maiores prioridades para implantação ou expansão de novas linhas, acredito nos técnicos da Empresa.

    Felix / Responder
  5. Palmeiras tem uma demanda razoável. Poderia ter um VLT que inclusive ligue a linha 11 com a 10

    anonimato / Responder
  6. Da pra ver que esse governo, a prioridade e zero, em investir, onde já tem trilhos.

    Rodrigo Santos / Responder
  7. Ah claro, são só pessoas mesmo. “Não tem demanda, não tem oferta” Não.. Pera. CPTM é uma empresa de serviço público que visa oferecer transporte à população ou apenas visando o lucro? Reflexão…

    O.Juliano / Responder
    • Não visa lucro, mas o custo de operação deve compensar a mesma. Não visar lucro não significa não visar um custo que sustente a operação.

      Anonimato / (em resposta a O.Juliano) Responder
      • Sim, ninguém está pedindo um trem a cada 8 minutos. Que fosse em intervalos maiores, algum tipo de operação que atendesse a população de Suzano e que não formasse um buraco nas contas do estado. Afinal de contas duvido que a CPTM e o Metrô arrecadem o suficiente para sustentar a operação.

        O.Juliano / (em resposta a Anonimato) Responder
  8. No máximo um VLT bom sinal de dois carros e a diesel pra esse trecho,como morador da região , acredito realmente não ter demanda pra linha de trem,e sobre desenvolvimento da região,por ser a maioria como área de proteção ambiental,creio não que não querem muito o crescimento,mas que seria interessante seria,não sei economicamente,mas por rapidez ou até mesmo turismo,seria.

    Mauri / Responder
    • Carrocrata = viciado em carro, defende tudo que for para carros, não aceita qualquer outro modal que não seja o carro e critica qualquer investimento em outros meios de transporte.

      Entendeu ou precisa desenhar?

      Renato / (em resposta a Mauri) Responder
      • Ofensa = termo usado para definir de forma denigritiva, negativa socialmente aquele que pensa diferente de você.

        Anonimato / (em resposta a Renato) Responder
        • Tem cara que é doente, quando vc diz que não é possível atender o que ele quer, a primeira coisa que diz , “esse cara é carrocrata” isso virou doença repetitiva.

          Felix / (em resposta a Anonimato) Responder
      • Aqui é assim,”Não troco carro pela bike”= carrocrata, ,”Não troco carro por ônibus”=é mesmo, ônibus é lento, mesmo transportando muitas pessoas…

        mauri / (em resposta a Renato) Responder
        • Depende do que vai fazer, uso carro, bicicleta, Onibus ou Metrô. Não vou para o centro de carro e nem de bicicleta, fazer compras vou com carro.Fui sábado para Águas de Lindoia de carro e aproveitei para trazer 10 galões de 6 litros de Água para consumo.Vou ao deposito, padaria e ou pequenos percursos e transporte de pequenas compras, de bicicleta.Uma coisa é uma coisa ,outra coisa é outra coisa.

          Felix / (em resposta a mauri) Responder
          • Exato,como tenho certeza da maioria aqui,que tem carro,como tbm usam transporte público,é só saber usar , mesmo que seja subjetivo,o que é certo pra mim,não seja pra você, esse uso do transporte público.

            Mauri / (em resposta a Felix)
  9. Palmeiras não tem demanda pra uma linha de trem mesmo, mas acho que poderia ter muito bem um BRT ligando o futuro terminal da EMTU em Suzano ao Terminal de Ribeirão Pires.

    Lucas / Responder
  10. e não daria pra usar essa ferrovia pra passageiros, por que existem planos pra aproveitá-la no futuro ferroanel

    haroldo / Responder
  11. Não iriam usar pro “ferroanel”

    Fabiano / Responder
  12. Meu, é impressionante nesse BLOG, parece que todos os problemas existentes são culpa do PSDB, até mesmo os de fora de SP E DO BRASIL. Mdss, não estou defendendo partido político mas deixem de picuinha em falar que tudo é culpa do PSDB e do Alckmin, parece criança do Maternal kkk. A culpa são de todos os políticos que desde o século passado, priorizaram o transporte Rodoviário em vez do Ferroviário ou outros menos poluentes. E hoje em dia, por aqui ser Brasil, existem diversas dificuldades em se construir linhas de transporte público, seja na desapropriação, seja no cumprimento dos contratos por parte das empreiteiras envolvidas em corrupção e seja na falta de planejamento financeiro na hora de se iniciar as obras. Esses são os problemas reais existentes no Brasil na parte de mobilidade. Culpa de todos, desde o passado até os dias atuais…Mas pra alguns aqui do Blog, tudo se justifica em falar #CulpadoPSDB#CulpadoAlckmin kkkkkk

    Fernando / Responder
    • Virou doença repetitiva, DORT.

      Felix / (em resposta a Fernando) Responder
    • O PSDB esta a quanto tempo no governo mesmo? Não vou isentar jamais ok, não e o Haddad que teve apenas um mandato, e pegou problemas de prefeitos anteriores, o dia que eu não for roubado do lado da minha casa, as 21 horas, e tiver ao menos segurança publica decente, vou dizer que não e culpa do governador, além de saúde, educação e transporte, que eu ma porcaria, não espera rosas do céu.

  13. Carrocracia é, inclusive, culpa do PT, quando o ex-presidente reduziu o valor do IPI para incentivar a compra de veículos e alavancar a indústria automobilística. Também concordo que a culpa seja coletiva, embora alguns tenham maiores responsabilidades do que os outros.

    Cicero Junior / Responder
    • exato esse ponto nunca vi ser discutido, houve um incentivo enorme na compra de automóveis, houve uma explosão de carros e tá aí o resultado, ruas e avenidas lotadas, as pessoas reclamam do transito, mas estão contribuindo para o mesmo e se excluem do problema. carro não é um demônio, o uso irracional do mesmo gera esse problema todo, deslocamentos curtos tem de ser repensados.

      Alexandre i / (em resposta a Cicero Junior) Responder
  14. Tem muita demanda sim q CPTM que não quer levar , seria muito bom uma linha da CPTM ligando ribeirão pires ate Suzano mais de 100mil pessoas seriam beneficiadas pois atenderia o ABC seria uma linha perimetral e desafogaria um pouco o centro abriria empregos dando convecção entre siuzano, mongi, Poá zona leste e ABC sem ter q passar pelo centro ou ter q pagar esse ônibus veio da EMTU , uma linha de trem tem q ser pensada para o futuro isso q não tem demanda é conversa fiada

    Wagner / Responder
    • Concordo em parte,no momento acho que realmente ainda não tem demanda,mas pensando no futuro poderá sim ter demanda,pois como vc disse seria uma ligação do Alto Tietê pro ABC,o que facilitaria até na questão de emprego,tenho até sugestões de estação,saindo de Suzano,Colorado/Maitê, Ipelândia,Palmeiras,Ouro Fino,chegando a Ribeirão,só que teria que ter outra via, aliás essa é utilizada pela MRS,e pra não precisar eletrificar,utilizaria os VLTs da Bom Sinal a biodiesel e bem simples as estruturas das estações,e a partir de aumento de demanda,poderia se pensar em eletrificação da linha e aumento de trens.

      Mauri / (em resposta a Wagner) Responder
      • Eu acho que tem demanda sim pois só em suzano parece que mais de 70 mil pessoas seriam beneficiadas com uma informação de 2014 eu acho desse mesmo portal.
        agora imagine uma linha que liga ribeirão pires até suzano essa linha vamos apelidar de linha 25 cristal, ela faz ligação entre as linhas 11 coral e 12 safira na estação suzano, e 10 turquesa na estação ribeirão pires, essa linha ligaria indiretamente a linha 2 verde, 18 bronze, 14 onix, e 3 corredores de onibus, são mateus-ferrazopolis-jabaquara , São mateus-dom bosco-cecap, e corredor alto tiete então teria sim uma demanda alta e uma grande produtividade.
        não precisa ter muitas estações umas 7 ou 5 a o longo do percurso ja esta de bom tamanho, e a cptm pode fazer trilhos paralelos a o da empresa de logistica não é caro fazer isso, e as estações poderiam ser simples mais funcional, sem portas nas estações, e estação de plataforma central com um mini terminal de onibus em cada uma delas.
        as estações em linhas de metro e cptm estão caras pois estão fazendo em lugares onde é caro de se fazer e querem estações todas modernas, sim é necessaro mais nesse trecho umas estações simples e funcional daria certo.

        wagner / (em resposta a Mauri) Responder
  15. Poderia ter demanda considerando 120 mil habiatantes de Ribeirão Pires e mais 420 mil habitantes de Mauà que está a 8 km de Ribeirão Pires e já possui ligação Férrea.

    Felix / Responder
  16. Sería uma ótima ligação entre o ABCDM com a região do Alto Tietê, porém a CPTM acha que isso não é motivo suficiente para a construção do ramal ajudando no desenvolvimento da região !!!

    Rafael / Responder
  17. “A prioridade é dos carros” não sei se a pessoa é boba ou só ingênua. Ampliar a malha ferroviária envolve uma série de trâmites legais e uma burocracia infernal. É preciso desapropriar casas (e as pessoas não saem de bom grado de suas moradias se a contrapartida não lhes é favorável), fazer projetos de viabilidade e inviabilidade, estudo de impactos (ambiental, urbanístico, social, se os ets verão do espaço, se o militonto ativista aprova ou desaprova, etc) e esperar a liberação dos órgãos competentes (demora de não menos de dois anos). Daí tem que se fazer a licitação, receber a propina que lhe é cabível, aguentar os que reclamarão da poluição visual e sonora, além das rachaduras nas paredes; torcer a cada dia para a Justiça/ MPE, MPF, Papa não encontrarem alguma irregularidade e embargarem toda a obra até você corrigir ABSOLUTAMENTE tudo; iniciar as obras de contrução das estações, muretas de proteção, pontes, pátios de manobra e sub-estações de energia; implantar os trilhos e a linha aérea; tudo ao mesmo tempo, com o projeto feito “nas coxas” e sendo mudado a cada instante para atender demandas das mais diversas, e aguentando a opinião pública asna que acha que tudo isso pode ser feito no mesmo ritmo e tempo que a porra de uma estrada, ou de uma rua, que é só passar com uma máquina de terraplenagem e asfaltar em seguida (embora esse problema não exista com o Alckmin, que consegue o feito de demorar o mesmo tempo para entregar obra em trilho e rodovia). E mais: amiguinhos, vocês estão comparando o Japão, um país de economia descentralizada e com mínima intervenção estatal, com o país/ estado/ cidade em que você é regulado por lei até nas coisas mais idiotas (ou não é proibido de vender banana por dúzia e pão por unidade?). Vamos comparar as coisas corretas: país desenvolvido (e olha só, nenhum deles tem intervenção estatal massiva) com país desenvolvido; e país sub-desenvolvido com sub-desenvoldido. Outra coisa: li um ingênuo ali em cima dizendo que “a CPTM visa o lucro”. Óbvio que sim! Toda empresa visa lucro, é sua única razão de existir. TUDO custa dinheiro! Se ela quer ser pertencer ao capitalismo malvadão, ao clubinho dos montados na grana, ela tem que primeiro fornecer um produto (que neste caso é o serviço de transporte), obter dinheiro com ele e reinvestir parte de seu lucro para fazer mais dinheiro enquanto concorre com os produtos da concorrência. “Ahhhh mas a CPTM é a única que oferece transporte sobre trilhos” Ahhhh, pequeno gafanhoto, aí estamos chegando a alguns dos pontos mais importantes dos entraves brasileiros: monopólio, baixa concorrência, ausência de livre mercado, burocracia, intervenção estatal massiva e alta carga tributária. O problema é que se você defende um Estado menor você obrigatoriamente está defendo privatizações e as pessoas tem a ideia idiota de que isso é prejudicial. Daí você pergunta se os serviços públicos são bons, e a partir da resposta negativa, elas defendem melhor racionalização ou mais investimento. Só que elas não entendem que “mais investimento” significa mais imposto (tratemos disso também) que vai para o governo e políticos incompetentes que elas tanto sentem raiva. Meu povo, vamos parar com o sonho de que “tem que pensar no social” porque a coisa pública é mantida com o SEU dinheiro, e você não quer vê-lo jogado fora, num empreendimento que não dá retorno algum, por mais bem intencionado que seja; É lindo, maravilhoso, olhar para o país dos outros e vê-los com trens ligando qualquer lugar a qualquer lugar, e então tenta-se aplicar a mesma lente aqui. Nosso solo não é da mesma densidade do francês; o Japão escolheu o trem como meio de transporte porque é formado por ilhas (podia ter escolhido navios, mas faria os deslocamentos durarem horas, e os japoneses, como qualquer povo inteligente, privilegia “o menor caminho entre dois pontos”); não temos um euro-túnel ou um túnel subterrâneo sob cadeia de montanhas e que levou 14 anos para ser construído (veja se a opinião pública deles foi tão boazinha e espirituosa com o projeto quanto nós, reles mortais de país subdesenvolvido) muito menos uma malha suficiente de transporte coletivo (vai reclamar com o JK e afins que privilegiaram o carro ao trem e pára de achar que este é um fenômeno recente), de nenhuma modalidade; Quanto às estações “simples e funcionais”: você tem que entregar projetos com longo tempo de vida e que ofereça todas os confortos possíveis, como elevadores para deficientes, ou que sejam rampas de acesso, vão e alturas compatíveis com os trens, bons materiais de contrução para resistir ao tempo, como deterioração natural e chuva (de nada adianta uma estação “simples” se ela tem infiltração e sua cobertura e/ ou plataforma correm o risco de cair/ ruir e matar alguém) afins. Outra: estações, invariavemente, criam supervalorização imobiliária. Isso desenvolve o comércio mas também faz com que a casinha de alvenaria toda mal acabada do entorno se super valorize e seja quase impossível vendê-la depois (o preço exigido não condiz com o que é vendido), logo, de nada adianta construir num local “caro” ou “barato”, no fim tudo ficará caro, e a medida que for passando o tempo mais o entorno será ocupado e reformar/ expandir será mais custoso. Além disso, uma nova linha demandaria todos os processos citados (projetos, licitações e afins) e a compra de composições, ou deslocamento das já existentes, para atender ao trecho. Não é questão de má vontade, e sim prioridades: há locais que precisam de transporte de massa (o que é um trem), e outros conseguem ter, de certa forma, sua demanda suprida com ônibus/ vans. É preciso entender que não é o transporte de trilho, ou o transporte motorizado sobre quatro ou duas rodas, ou bicicletas, que salvarão a pátria, e sim uma interligação de todos eles.

    Daniel / Responder

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