MP quer barrar reajuste de ônibus do Rio sem ônibus climatizado

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro quer impedir eventuais reajuste na tarifa de ônibus até que as operadoras cumpram promessa de climatização da frota, e ainda quer multar as empresas em R$ 20 mil por veículos que não contenham ar condicionado.

Em requerimento à justiça o MP pede informações sobre os serviços de Passageiros por ônibus (SPPO). Existem indícios, na visão da entidade, que a administração municipal não deve assegurar a troca da frota com os equipamentos em sua totalidade até o fim deste ano, descumprindo acordo firmado em 2014.

Os promotores dizem que não faz sentido o usuário pagar uma tarifa que conte os custos dos equipamentos de refrigeração em toda a frota, se de fato ainda ônibus prestam serviços sem ar condicionado.

O poder público prometeu climatizar 3990 ônibus em 2015, no entanto até setembro, apenas 868 novos veículos contavam com os equipamentos.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

6 Comentários deste post

  1. Correto, em SP tem que fazer a mesma coisa, linha que insistirem com ônibus velhos tem que receber menos, inclusive estas cooperativas disfarçadas de empresas,sim pois continuam a trabalhar como cooperativas, ainda tem muita porcaria rodando.

    Pedro / Responder
  2. tão modernizando bem os ônibus, metade dos q passa aqui é climatizado(acho q um pouco mais), tem uma linha q passa aqui em frente q é totalmente climatizada.

    la muerte / Responder
  3. Gente, idade não define qualidade. Dirijo carros antigos recorrentemente, e afirmo que um carro novo pode ser pior que um antigo em bom estado de conservação e manutenção. O mesmo vale pra qualquer veiculo.

    Um ônibus com suspensão de feixe de molas, e motor dianteiro, com dois anos de idade, pode estar tão ruim quanto um ônibus com suspensão a ar e motor traseiro, com quinze anos. E geralmente vai estar, pois a suspensão deteriora as presilhas dos acabamentos, fazendo tudo se debater em poucos meses.

    Se a intenção envolve reduzir os custos do transporte, aceitaria tranquilamente que o limite fosse de trólebus com até 30 anos (e não 20), e ônibus a diesel de motor traseiro com até 15 anos (e não 10), desde que anualmente fosse feito uma inspeção julgando itens como maciez da suspensão, ruído interno, performance, e emissões.

    Os Volks 17.260 (onipresentes na cidade) podem ser simples, com apenas 2 bolsas de ar na traseira e piso alto, mas já são melhores que 90% da frota de ônibus urbanos brasileira (Malditos OF-1722M). E por conta dessa besteira na regulamentação, teriam que ser baixados ainda em condição de rodar.

    Pedro Lucas / Responder

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