Gestão Doria deve retomar programa para pedestres

A futura gestão do prefeito eleito de São Paulo, João Doria, deve retomar o programa de proteção a pedestres que iniciou na gestão Kassab e foi paralisada na gestão Haddad. A campanha servia para conscientizar a população sobre a importância do respeito às faixas de travessia.

“Ainda não sabemos se os ‘mãozinhas’ voltarão naqueles termos, mas os princípios do programa serão resgatados”, disse o futuro titular da pasta dos transportes e mobilidade, Sérgio Avelleda.

Ao ser anunciado como secretário, Avelleda, que é ciclista, ainda afirmou que vai privilegiar a mobilidade ativa e melhorar a vida de quem caminha pela capital paulista. Outro ponto destacado pelo futuro secretário é o trabalho que será feito em conjunto com o vice-prefeito, Bruno Covas, para aprimorar a condição das calçadas.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

10 Comentários deste post

  1. Só acredito vendo. Fato é que o Doria não estipulou metas claras para programas de mobilidade ativa. Meu receio é que foquem em iniciativas isoladas que pouco contribuem para melhorar a segurança no trânsito ou desistimular o excesso de dependência do transporte motorizado.

    Marcelo Pádua / Responder
    • Eu gostaria que o Doria fizesse como o Haddad: disponibilizar o programa de metas no site da Prefeitura. Achei uma boa iniciativa que deveria ser seguida por todos os prefeitos. Afinal, é uma forma de cobrar o que foi prometido na campanha eleitoral.

      Alex / (em resposta a Marcelo Pádua) Responder
  2. Se realmente o programa for reintroduzido, será ótimo. Gostei muito da gestão Haddad, mas sejamos sinceros, houve ‘muito pouco’ ou nada quanto à programas de educação em faixas de pedestres sem semáforo. Por mais que as multas continuem a ser aplicadas com vigor em relação a isso (de acordo com site da prefeitura) não vimos ações educativas. Na minha opinião isso foi um ponto da falho da gestão Haddad.

    Andre / Responder
  3. Esqueci de comentar também, que ao meu ver, que atores fantasiados de faixa de pedestre felizes e sorridentes NÃO é campanha educativa. Um verdadeira campanha educativa é aquela que choca e promove a reflexão, na minha humilde opinião. Ou seja, cenas de crianças sendo atropeladas e mortas na faixa, pais e mães em desespero. Idosos e demais pessoas sendo arremessadas, e por fim o atropelador com o peso e a imagem dos atropelamentos para o resto da vida, talvez na cadeia.
    Sim, é trágico. Sim, é mórbido. E sim, funciona.

    Andre / Responder
    • Exato, em muitos paises desenvolvidos, as campanhas são pesadas para mexer com a consciencia dos motoristas mesmo!

      Aqui até fizeram algo parecido numa campanha de atropelamento, onde mostraram carros totalmente destruidos e pessoas ensanguentadas no volante. Em outra campanha, tb a do cinto de segurança foi nos mesmos moldes e junto com a multa, conseguiu mudar o habito da maioria dos motoristas que hoje tem o habito de colocar o cinto de segurança, coisa que não existia antes.

      Renato / (em resposta a Andre) Responder
      • Depende muito da cultura no lugar. No Brasil, se espalha vídeos violentos no Whatsapp e o pessoal mais ri do que se surpreende.

        Campanhas com “violência visual” (um atropelamento, etc…) podem polemizar em um primeiro momento, mas depois serão ignoradas pela população.

        As ações mais “felizes” também não são as das melhores, mas tentam alguma coisa.

        Há ações bem mais efetivas, como por exemplo a de quando pegam motoristas e colocam eles no papel de ciclistas, fazendo-os experimentar as sensações que um ciclista tem quando passam abaixo do 1,5m de espaço. Isso se faz em empresas de ônibus.

        Na China, quem é pego com farol alto tem que olhar por um minuto para um farol alto, além de pagar uma multa.

        Estas coisas são “meio termo”: não são tão violentas e grostescas, e também não são “animadinhas”, “floreadas”. São atitudes que mostram o porque de não se fazer o contrário do estipulado pela lei.

        Anonimato / (em resposta a Renato) Responder
  4. Repararam a quantidade de coisas em que querem envolver o vice Bruno Covas?

    Está me parecendo que a intenção é torná-lo prefeito enquanto que Dória se lançaria como o nome do PSDB ao governo do estado, aí se utilizaria do mesmo marketing usado na campanha para prefeito, um “jovem trabalhador reconhecido por sua capacidade e gestão”. E assim,PSDB se perpetua no Tucanistão.

    Danilo / Responder

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